sábado, 31 de dezembro de 2011

O último

O último poema
a última dose
o último acorde do violão
o último suspiro
a última sensação
a sensação de ser amada!!!
Aos meus amigos, muito obrigada!!!

Jenny Faulstich
(31/12/2011)
*Roubando ideias da amiga Dalrea.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Esquecida II

Revivendo um antigo poema,
fugirei antes que enlouqueça,
basta uma assinatura
para acabar com essa tortura,
antes ser esquecida
do que cultivar uma ferida.

Jenny Faulstich
(30/12/2011)

Esquecida (2008)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Lobo mau

Um vacilo, uma ingrata loucura,
sua contradição, sua ideia e sua atitude,
contente-se, pois não lhe serei rude,
maior o tombo quanto maior for a altitude
e quando perceber, de mim só lhe restará a saudade.

Jenny Faulstich
(26/12/2011)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Alheia escolha

Difícil manter a fé após o fracasso,
o fracasso de ser e não ser suficiente.
Não adianta ser a melhor pessoa,
se não depente de você fazer a escolha.
Não depende de você, que lhe escolha,
não depende de você a alheia escolha.

Jenny Faulstich
(21/12/2011)

domingo, 18 de dezembro de 2011

Resto

Cansada de ser usada...
Cansada de quem só me quer por perto para conhecer minhas amigas, colegas ou meras conhecidas...
Cansada de ser a última opção da noite, muitas vezes nem isso...
Eu já devia estar acostumada com foras, bolos, ser trocada pela saia mais curta, pela meia altura do meu tempo, pelo mais loiro cabelo, pela menor das histórias...
Cansada de remoer no dia seguinte...
Chorar pitangas da noite vazia...
E concluir que é a minha vida tão atribulada, que anda tão vazia.

Jenny Faulstich
(18/12/2011)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pantufas

Conheço minhas limitações...

Eu tenho espelho em casa...
Eu não tenho é companhia...
Ninguém sai com pantufas pelas ruas...

Jenny Faulstich
(16/12/2011)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Meu cantinho de chorar

Fase de oscilações bruscas

ora triste, ora feliz,
ora nenhum dos dois,
ora na dúvida
em tão curto espaço de tempo
e sei de que é justamente uma questão de tempo
já que tudo passa,
a mágoa também passa,
não significa que não doa,
mas uma hora passa.
A juventude está me deixando de ser
uma situação cronológica
e a fortaleza me resta como última opção
pois já estou velha para certos comportamentos,
disputar um amor, uma atenção
só me serve para fazer recorrer
ao meu cantinho de chorar...

Jenny Faulstich
(13/12/2011)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Temor

Sinto que não deveria,

mas estou tanto na necessidade do abraço...
Seria uma fraqueza?
Um deslize talvez,
uma saudade, uma vontade...
Um coração bobo,
tão bobo que dói...

Procurei a música do meu dia
para dormir em paz,
deparei com a trilha sonora da minha vida
e o sono desvaneceu junto com o ontem,
desarmada espero mais um dia surgir
teoricamente do nada...

Jenny Faulstich
(06/12/2011)