quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um brinde...

Um brinde a nossa paz,

amizade, alegria, cumplicidade...
Essa felicidade tão repleta em nós,
que insistimos em ocultar
por inúmeros momentos,
fazendo tanto a desejar...
Que ela então se faça
transbordar de nossos corações,
regando hoje sementes,
lindas flores e doces frutos amanhã!

Jenny Faulstich
(31/12/2008)

* Ao amigo João Marcello (Johnny)

Corajoso

Temer não é vergonha,

é natural do ser.
Tens medo de mim,
mas me buscas e me procuras,
és corajoso,
teu desejo não ocultas.

Jenny Faulstich
(30/12/2008)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Maior saudade




Ora ver...

Ora não ver...
Incógnita de cada momento.

Fraqueza ou fortaleza,
insegurança ou alento
que dominam meu peito
toda vez que carinhosamente
recordo de algo, de alguém...

Embora que,
bem sei,
minha maior saudade
é a que ainda terei.

Jenny Faulstich
(08/12/2008)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sou sua...

Sou sua!
Quando você quiser!
Talvez isso lhe toque
como um incômodo qualquer,
como uma pedrinha no sapato,
como algo que você não quer,
mas gostaria de ter,
não quer e não sabe o por quê.
Sou sua,
quando você quiser
prazer, intimidade,
mais que uma amizade,
ser um em dois
sem medo, sem vaidade,
pois sou sua voz,
sua língua, na razão ou na luxúria.
Sou a paz que você procura,
um sentimento puro, de saudade.
Sou a calma, tranqüilidade
que alcança seu coração e o guarda
como fonte de vida que tanto busca,
felicidade!

Jenny Faulstich
(17/12/2008)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mal-me-quer

Sumir para existir...

Perder-me em seus braços...
Existir!
Fera indecisa, convicta.
Imponente sorriso, carente.
Existir para seus braços... abraços.
Sumir com a ferida
de amar noutra vida,
de ainda não amar nessa vida.
Sumir!
Para existir nos abraços dessa vida...

Jenny Faulstich
(07/12/2008)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Tum tum tum

Tum tum tum...
Lembrança tão tranquila e tão boa,
de um carinho que atravessou
uma janela fechada
e iluminou toda a casa.
Visita abençoada,
energia doada...

Jenny Faulstich
(27/11/2008)

Não me importa sua resposta...

Não me importa sua resposta...
(até porque já a conheço)
porém, preciso lhe dizer, meu querido,
que você me faz muita... falta!

Jenny Faulstich
(27/11/2008)
* Para um amigo...
(Quem?! Isso já não preciso dizer...)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Acordei... (Ângulo diferente)

Acordei...
depois de muitas horas
como se fossem minutos
e um dia inteiro perdido,
sem nenhum efeito,
pois toda recordação que tenho é sonho,
nada foi feito.

"Algumas coisas me impressionam",
há quem disso saiba,
há quem nem saiba,
há quem nem lembre que eu existo...
Saudades do meu amigo...

Eu quero a noite,
mas é o dia que me solicita.
"Dormirei para não ficar acordado"
e continuarei minhas reticências pela manhã...
Não importa quem ou porquê tenha me rejeitado.

Trançado de cores arremessado,
para ver onde cada uma se emenda
nessa viagem insônica da minha mente
que me fez ver a vida,
por um ângulo diferente.

Jenny Faulstich
Citação: João Marcello Silva - "Insônia", publicado em Dez/2002, "Oitava Rima".
(24/11/2008)

sábado, 15 de novembro de 2008

Senti...

Senti sua energia
num pouco tempo de expressão
Senti sua aflição
transbordando da alma em emoção
Senti sua força
de vontade, luta, superação
Senti sua verdade
sua canção, seu chão, realidade
Senti sua ternura
agradecimento, partilha, perdão
Senti seu ritmo
amor, carinho, reciprocidade
Senti seu coração
na palma da minha mão.

Jenny Faulstich
(13/11/2008
)
* Para Marcus Vinícius (Marvin)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Juntos

Luz para todos nós...
Juntos somos poesia...
Arte-Amor infinito...

Jenny Faulstich
(14/11/2008)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Linhas de consolo

Nas linhas em que venha
a pousar seus olhos agora
trazendo conforto e consolo,
sentimentos partilhados
nessa chuva de luz que não vemos,
que se faça sentir como alento
no peito daqueles que sofrem.
Bem aventurados os que choram,
porque sentem, enobrecem,
fortalecem o laço de superação
na vida ou na morte
afagando a existência,
enfeitando o cenário,
abrindo uma janela
para a glória maior
e enfim, o aconchego.

Jenny Faulstich
(13/11/08)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Calar-me

Não posso te gostar.
Calar-me é como negar a luz
ao vazio que pede auxílio dentro de mim
para algo tornar e poder enfim,
sair da escuridão.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Desaba

Desaba criatura,
desaba, desabafa,
porque você também é humana.

Estamos todos no mesmo barco,
e nunca me foi tão fácil ser você.
Então desaba, desabafa!
E daqui pra frente
vê como vai ser.

Jenny Faulstich
(05/11/2008)

Que se foda

Que se foda
pensar, imaginar,
descrições, definições,
cotidiano:
ontem, agora...
Julgamento!
Entristecer, enfurecer
diante da euforia...
Que se foda
minha existência vazia!
Que se foda!
Aprendeu?
Eu não!

Jenny Faulstich
(05/11/2008)

Suicídio banal

Mergulho nos versos contidos que me continham.
Suicídio banal de uma alegoria bruxa, melancolia.
Soa ridículo e mortal,
afago o meu martírio e
o que faço com essa insônia?

Jenny Faulstich
(15/10/2008)

Botequim 28

Botequim para alguns, trabalho,
refúgio e descanso para outros.
"Estou sem forças para dizer que amo,
mas ainda tenho forças para escrever que amo"
O amor na ponta da caneta.
Entre gole ou outro à beira
de palavras, fatos, sentimentos,
relatos, presságios,
análises, alentos...
Poéticos elementos
de quem ama, já amou e nunca amou.

Jenny Faulstich e Edinho Miranda
Citação: Andr
é - PUB 28
(05/11/2008)


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ainda preciso...

Preciso dormir,
preciso escrever,
preciso ouvir,
preciso dizer,
preciso, preciso,
aliviar a distância que me pesa
de tudo que não posso intervir,
confortar minha dor e cansaço
embora não faça diferença a ninguém,
tudo está dentro de mim, tudo!
Uma eternidade de lembranças,
um grande caminho para seguir
e ainda preciso escrever, preciso dormir,
preciso ouvir, preciso dizer
que preciso cair para poder redimir
das lágrimas causadas, derramadas,
lágrimas que ainda insistem em me ferir.
Quero escapar, mas ainda preciso estar
para poder ir para longe daqui.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Não me toque!

Não me toque!
Assim eu me irrito!

Já estou irritada,
mas preciso de um motivo!

Não me toque!

Me abrace, me beije,
faça com que eu sinta o infinito,
adormeça em meus braços
e sonhe acordado comigo.

Me abrace, me beije,
faça com que eu sinta o infinito
me envolva e me acalme,
como o alívio depois de um grito.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

Minha nova era, poética!

Eu... Poética...
como a sombra que dispersa
para uma nova era do meu ser...
Um nova era para viver intensamente.
Tristeza?! Missão suspensa!
Coração?! Guia minha mente!

Nova flor que desabrochou na dor
para sentir a beleza eterna do amor.

Seguirei a lua
até tocá-la com meu olhar.
Boa viagem, até que eu chegue lá,
e descubra que lá, já estive,
cheia, minguante, crescente,
errante, distante,
amante,
nova!

Jenny Faulstich
(15/10/2008)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sem direção

Sem direção,
para qualquer lugar
onde a vida me levar...
Algo que me falta
preciso encontrar,
preciso me encontrar...
Procuro em desespero
e enquanto não,
não há sossego,
não há conselho
que eu adote sem penar.
Sem direção,
para qualquer lugar
um dia irei me encontrar,
desaparecer do meu mundo,
para enfim, poder amar...

Jenny Faulstich
(10/2008)

sábado, 11 de outubro de 2008

Meu ideal de Vida-Arte

Quero todas as expressões,
quero o momento que antecede,
quero o clímax,
quero o desfecho...
com um final feliz.

Quero lhe ver, me ver,
sentir, aqui, lá, através...
Olhar além do que se exibe
e tocar o que não está ao alcance.

E mesmo sob os pontos de vista
que a cada um pertence
cometer a insanidade de compreender
o que o outro quer
- não importa de que forma - dizer...

Saciedade do poder viver,
buscar além imagem e descrever
perceber, comunicar, transcender...
Que assim seja, meu bem querer...

Jenny Faulstich
(11/10/2008)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ainda há...

Basta que eu desista
e basta um breve fato
pra se fazer lembrar que há...
há um espaço,
há sentimento,
há o pensar,
há o pulsar nas veias do tempo...

Nada é por acaso
e devo a um breve e tão simples fato,
meu retorno a vida que havia deixado...
Achei ter deixado...
Ainda estou vi-va!
Ainda tenho uma história para compor
e para toda vez que eu achar ter terminado,
pra recomeçar...
um novo fato!

Assim sendo...
Enquanto houver o pulsar nas veias do tempo,
não hão de calar meus sentimentos!

Jenny Faulstich
(10/10/2008)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bung Jump

Não adianta negar...
A única emoção que tenho sentido
é a de querer me atirar num abismo
com uma corda amarrada aos pés
na esperança que eu volte desse meu vazio...

Jenny Faulstich
(22/09/2008)

Trova Nua

Se vier do coração
com o coração será vista.
Assim terá encanto e razão
qualquer verdade nua, despida.

Jenny Faulstich
(04/09/2007)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Haikai - Ensaio I

Sentir outono
em todas estações
por toda vida.

Jenny Faulstich
(19/09/2007)

Haikai - Ensaio II

Aprender viver
ouvir sabiá cantar
aprender amar.

Jenny Faulstich
(20/09/2007)

Haikai - Ensaio III

Dia compartilha
torna a natureza
uma noite linda.

Jenny Faulstich
(20/09/2007)

Haikai - Ensaio IV

Haicai amigo
segredo do universo
ensina viver.


Jenny Faulstich
(20/09/2007)

Haikai - Ensaio V

Música viva
um coração aberto
desperta feliz.

Jenny Faulstich
(20/09/2007)

Insônia

Insônia na noite.
Ficção no dia.

Mais um dia irreal.
Mais um dia jogado fora
em plena consciência.

Aversão ao contato
me tira do horário
me tira o calendário
e só me resta
a insônia.

Jenny Faulstich
(09/01/2008)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Não deixe-me ir, preciso de ti!

Quente é o sangue
que corre em suas veias
e enquanto assim for
estarei presente com o meu calor.

Não deixe-me ir,
porque isso é o que preciso.
Quem tem que saber, sabe
que a vida manifesta onde está o amor.

Vitória para quem crê
que o caminho é aquele que está
além dos pés formosos
que permanecem parados no mesmo lugar.

Bem aventurados os diferentes,
os que mudam e transformam,
os que duvidam para sentir que superam,
e seguem o caminho sem conhecer
tendo o coração tocado sem perceber.

Paz para quem a clama.
Eu preciso de ti!
E nem a morte impede esse caminho,
só abre os olhos para uma vida...
a renovar...

Jenny Faulstich
(25/09/2008)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Esquizofrenia

Aquela criatura desgraçada
tem no peito uma espada cravada
e ainda vem discutir comigo,
velar-me e desvelar-me,
pobre alma desventurada!

Jenny Faulstich
(24/09/2008)

Sepultarei minhas idéias

Sepultarei minhas idéias
e meus ideais que nem conheci tão bem,
sei que eram para o bem,
mas o bem não importa
a quem se mata,
a quem morre junto ao nada,
a quem mata,
não importa mais nada...

Jenny Faulstich
(24/09/2008)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Morcegos

Não vejo!
Sinto...
o calor...

Nas noites frias
hão de me abandonar?

E o pensamento?...
ao lado do esquecimento,
sem notar...

Hão de voltar,
posso não estar...

Passo a perceber vagamente
o meu chão de estrelas
frias, noturnas, vazias...

Incapaz...
Pétala má...
E numa noite voar
não mais para o mesmo lugar.

No fim, afim,
sós...


Jenny Faulstich
(19/09/2008)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Morta-Viva

Emudecida,
morta-viva entre vidas.
Alma aflita,
entre os dentes
uma ferida.
Faminta,
verdade escrachada
sem passar a limpo.
Flerto o silêncio
que me conforta
e me consola
desse cansaço aflorado.
Devoro o amor
antes da despedida.
Alimento a solidão
que hiberna em meu peito
e adormeço digerindo a dor.
Sei lá o que me resta
pelo infinito que me espera...
romances, guerras,
cataventos, quimeras,
sóis de primavera
que não estarei para ver.
Calem-se pensamentos!
Morta... até o amanhecer...

Jenny Faulstich
(15/09/2008)

Ventania

Alguém já me inspirou poesia,
e mesmo a distância do tempo
não impede de trazer a saudade
para os meus versos
sempre que meu coração
se lançar na ventania.

Jenny Faulstich
(14/09/2008)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Resposta

Pedi uma resposta,
ela me veio sem demora,
a aquecer meus pensamentos
e lavar a minha alma:
"...Ó Mestre, fazei com que eu procure mais
consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado
pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive
para a vida eterna..."
Foi-me assoprada aos meus sentidos
foi cantada aos meus ouvidos,
abrindo-me os olhos
e ressurgindo um coração inspirado,
sem culpa por ter chorado...
Nada acontece por acaso...

Jenny Faulstich
(11/09/2008)

Injustiça lamentar

Eu que lamento meu desconsolo,
injustiça lamentar o consolar...
Se vêm a mim, necessitam,
e eu, de falar...

Jenny Faulstich
(11/09/2008)

A Voz

Que voz era aquela?
Que parecia vir da alma,
que até então calada,
me assusta e me salva...

10/09/2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Somos o que somos



Somos o que somos,
o limite e a esperança,
um precipício beirando a ocasião,
um passo a se definir destino
e nunca sabemos onde seguir.


Somos o que somos,
inteiro amor
parte de uma dúvida
que não cabe no peito,
acontece quando quer,
pois tem que ser,
tem que haver...

...porque somos o que somos,
vida, luz, energia,
incertezas, dores, esperança,
e amor... a se libertar de um poço.

Jenny Faulstich
(08/09/2008)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Entre o espelho e o coração

Entre o espelho e o coração,
uma distância que quero extinguir
para não mais ferir minha alma
e sangrar essa tristeza invisível
que não quero mais pra mim...
Quero o poder de olhar pra mim!

Jenny Faulstich
(08/09/2008)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Made in

















Queria agora uma canção
para renovar os ares...
Uma melodia made in São Thomé das Letras
para acalmar o coração
e enchê-lo de paz...

Jenny Faulstich
(01/09/2008)

Sala de espera

Sala de espera
em que Quintana canta
também lamento
a ternura inútil,
desaproveitada...

Malditos guarda-chuvas!
Malditos retratos!
Maldito silêncio!
Maldita solidão!

Perdoem o desabafo.
Perdoem minha cantoria
dos romances perdidos,
não acontecidos...

Jenny Faulstich
(01/09/2008)

E quando passa...

E quando passa a crise de riso,
o que me resta?

Jenny Faulstich
(01/09/2008)

Então, é isso...

As vezes sinto que já escrevi
tudo que tinha que escrever,
porque me resumo a isso,
essa inconstância constante
de risos e lágrimas
e por mais que eu tente,
não consigo aceitar conviver comigo,
com essa pele de sapo,
sendo a boba da corte,
tendo na alma um doce
e um coração de pedra,
que quando não por uma queda,
por falta de uso...
E esse sono confuso
que também me arrebenta...
Não tenho expectativa de nada, nada,
só o que eu não quero é o que sei.
Então, é só isso...

Jenny Faulstich
(04/09/2008)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Entre a solidão e a esperança


As lágrimas
já nem tocam mais
meus sentidos.

Um giro
e me perco
entre a solidão e a esperança.

Jenny Faulstich
(27/08/2008)

Todos em cada um

Ninguém sabe
ninguém vê
quem sou
o que sinto.

Ninguém conhece
minhas lágrimas
minha dor
minha verdade
minha solidão
meu amor
meu sofrer
meu sofrer em vão.

Ninguém sabe
ninguém vê!
Indiferença...
Indiferente...

Jenny Faulstich
(01/09/2008)

Nada sou (Um dia serei)

Um dia serei ao menos, interessante...
Um dia serei quem sabe, importante...
Talvez um nome de rua!
Por enquanto,
minha verdade nua e crua
de que nada sou pra ninguém...

Jenny Faulstich
(01/09/2008)

Recado para o que me restar

Quando me for,
por favor,
faça um recado
para ficar com o que me restar:
"Muita luz e sonhe com os anjos"
Eu sei que vou precisar...

Jenny Faulstich
(17/08/2008)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sempre pela última vez

Há o que só digo pra você.
Há o que só faço pra você,
sempre pela última vez.

Sempre pela última vez,
imagino com receio
sentir seu cheiro
e em seus olhos vejo
a grandeza de um coração alado,
alado como os bons sonhos,
como os intensos desejos
que livra os pensamentos enfermos
e mantém nosso sentimento inteiro,
sempre pela última vez.

Jenny Faulstich
(01/07/2005)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sem resposta

Minha presença te incomoda.
Para não me ver,
você não vê a hora.

Eu queria apenas uma resposta.
Mas quem se importa?!
Quem se importa?!
Quem se importa?!

Faço minhas suas palavras de outrora
Mal sinal,
sem resposta.

Jenny Faulstich
(18/12/2004)

Paixão ausente

Paixão ausente...
ilusão real,
inconseqüente.

Paixão ausente...
martírio letal
para meu coração carente.

Paixão ausente...
não mereço igual,
nem diferente.

Jenny Faulstich
(2007)

Paixão anêmica

Um sonho a mais,
sonho de menos...
Tanto faz,
voltarei a dormir,
pois é o que me resta.
Dormir mal, mas dormir,
e guardar pra mim
todo desejo evitado
pelo silêncio,
pela ausência
dessa paixão anêmica.

Jenny Faulstich
(2007)

Ouvindo meus pensamentos

Ouvindo meus pensamentos
fico só e acompanhada
ao mesmo tempo.

Jenny Faulstich
(23/08/2008)

Estrada

Gosto da estrada,
me dá a falsa sensação
de que posso fugir da realidade.
Gosto da estrada,
me faz ir além de onde posso ir.
Vou...
mas volto.

Jenny Faulstich
(23/08/2008)

sábado, 23 de agosto de 2008

Além felicidade

As palavras a serem faladas, somem
e só me resta a emoção.
O sentimento que me invade
é além felicidade.

Jenny Faulstich
(17/08/2008)

Que passem depressa

Tento fugir do meu mundo para não sofrer,
quero fugir do meu tempo para não chorar,
mas nada que eu queira vai acalentar
essas ilusões que estão a me atormentar
e que passem depressa e não tornem a voltar.

Jenny Faulstich
(30/07/2008)

Maiores medos

Tenho medo...
da dor,
física e a de partir desse mundo sem me despedir...
de ser esquecida em pouco tempo
e não fazer falta...
de não saberem a verdade sobre mim...
de não ter sido amada,
não ter sido desejada,
não ter sido amada e desejada ao mesmo tempo...
de deixar alguma mágoa
(por favor, quem a tenha, não a mantenha)...
de que minhas lágrimas tenham sido em vão...
e principalmente,
medo de ir sem ter deixado
sementes de paz, alegria e amor...

Jenny Faulstich
(23/07/2008)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Coração de Pedra VIII (Eclipse)

Às vezes vem um frio do coração.
Lágrimas guardadas brotam sem intenção.
Eclipse de sentimentos de luzes e sombras
alimentam a alma e tornam amargo o coração.
Mas se choro é porque existo,
mas se amo é porque vivo...
Coração de pedra também faz festa.
Coração de pedra sempre se supera.

Jenny Faulstich
(18/08/2008)

Para um coração amigo

Escutar, compreender, poder sentir...
Consolar, interceder, fazer sorrir...
Demonstrar carinho sincero
trocar abraço fraterno,
certeza que tens um coração amigo.
Esta mensagem te ofereço
e saibas que tudo de bom te desejo,
pois tu és para mim um amigo verdadeiro.

Jenny Faulstich
(05/08/2002)
*Para todos os meus amigos VERDADEIROS e especialmente ao querido amigo Renato Lima (Zen).
*Publicada na coletânea de poesias "Oitava Rima", lançada em 19 de Dezembro de 2002, pelo Grupo Cultural Oito Deitado, Resende/RJ.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Para meu doce amigo

Eu te amo, doce amigo.
Por você persisto
em ser tudo o que precisar,
o incentivo pra seguir,
o ombro pra chorar,
a alegria pra sorrir.
Ser e compartilhar
preocupação, felicidade,
amor, fraternidade.
Eu te amo, doce amigo,
sem pestanejar!

Jenny Faulstich
*Ao querido amigo Leonardo Ribeiro (meu Léu).
(18/08/2008)

Sonhei

Sonhei que um anjo veio me ver.
Sonhei com você.

Jenny Faulstich
(18/08/2008)

sábado, 9 de agosto de 2008

Imaginação

Minha imaginação precisa
da sua calma, sua cama, sua voz.

Minha imaginação precisa de você,
para haver de ser além das barreiras da ilusão.

Minha imaginação não precisa de nada
pois já se ilude por imaginar haver quem não há.

Jenny Faulstich
(08.08.2008)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Êxito

Não deixe de tentar,
não deixe de seguir,
a coragem está
na busca pelo conseguir.

Acredite, confie,
queira o bem,
queira bem,
e terá êxito
em qualquer que seja sua decisão,
em qualquer que seja seu caminho.

Jenny Faulstich
(04/08/2008)

Cerimonial

Por que tão formal,
se a sinceridade está
em ser natural.

Jenny Faulstich
(06/08/2008)

Intensa e imperfeita

Intensa, imperfeita, inacabada,
insegura, deprimida...
Só tenho certeza da morte
que há de vir um dia
e me levará, inacabada...

Inacabada, mas intensa de tudo
que faz meu sangue correr nas veias,
e entre acertos e besteiras,
na esperança do luto
(que eu o mereça),
que eu não seja tão... imperfeita...

Jenny Faulstich
(29/01/2008 )

domingo, 3 de agosto de 2008

Não ditas

Palavras não ditas,
são na mente repetidas.

Jenny Faulstich

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Conquista

A vitória vem ao amanhecer...
Adeus tempestade!!!
A se tornar brisa de amor e paz
e que nela eu consiga
a alegria que grita
buscando o infinito,
degrau a degrau,
passo a passo,
nota a nota,
num olhar,
naquele olhar,
abraçando a vida
ao sabor da conquista.

Jenny Faulstich
(27/07/2008)

Maracatu

De repente, vi surgir como se de um livro de fábulas,
o som da energia, harmonia e paz
que me tranquiliza, anima e incentiva
a tocar o amor adiante, de mão em mão
numa mesma dança, num mesmo passo,
como se surgisse de um livro de fábulas.

Jenny Faulstich
(27/07/2008)

Repertório da noite

Repertório de sentimentos
aleatórios como o vento.

Ouve tudo que se pensa
(pensa tudo que se ouve).

Ouve tudo que se sente
(sente tudo que se ouve).

Viagem sem percurso
para o passado, presente e futuro,
acompanhados ou sozinhos no mundo
o que importa agora é o sonho mais profundo.

Sonhe comigo
Cante comigo
e viva os pensamentos
que vêm
com as músicas que rolam na noite
vão e voltam
e nos fazem
melancólicos encantados,
contentes loucos apaixonados.

Jenny Faulstich
(13/11/2004)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nenhum engano

Meus lábios pálidos
revela meu pranto,
meus sentimentos cálidos
que agora?! Nem tanto...

Em vias então derramo
minhas dúvidas e incertezas,
às vezes alegrias, e sempre tristezas
em tantos fatos sem nenhum engano.

Jenny Faulstich
(03/03/2006)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Febre

Sol, aqueça minh'alma
para que eu possa irradiar luz.
Que essa febre se corrompa
no delirar de meus pensamentos
e que esses retornem ao lugar
antes que se desprendam para sempre
nas palavras emitidas,
pois estas sim,
não têm volta.

Jenny Faulstich
(21/07/2008)

Pedaço

Um caco de vidro nocivo
que espatifou para longe
quando chegou ao chão.

Jenny Faulstich
(21/07/2008)

Miséria

Não tenho fome,
não tenho vontade,
não tenho nada.
Estou inerte perante uma vida sem sonhos,
uma falsa fortaleza repassada aos corações
que nela buscam algo a se aproveitar,
seja proteção, motivo, intenção...
Não há quem arranque
de mim essa verdade.
Não tenho fome,
não tenho controle,
só tenho lágrimas,
estas que fogem sem que vejam
pois não há vigilância.
Que se fodam então, todos,
porque vêm a mim quando querem
não quando mais preciso.
Não imploro miséria,
pois miséria, já há o bastante em mim.

Jenny Faulstich
(21/07/2008)

Doce refúgio

Meu doce refúgio,
calmante, harmonizador.
Amargo, ao leite, com licor,
do jeito que for,
mais chocolate do que amor.

Jenny Faulstich
(10/07/2008)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Minha verdade

Minha verdade,
meu coração,
meu início e meu fim
dentro e fora de mim,
meu céu de sonhos e estrelas
que vigiam minha noite e minha alma,
tocam meu templo e o tempo,
me guiam à frente
dos medos, decepções,
dúvidas e recordações.
Bem vindo ao meu mundo
de sorrisos e lágrimas
tanto ocultos
quanto os que não contenho,
transformações,
viagens, estadas e
adeus, por enquanto.
Porque assim sou,
unicamente amor,
para que por fim,
ganhando ou perdendo,
ser simplesmente,
assim...

Jenny Faulstich
(16/07/2008)

Reflexo

Aquele!
Semelhante ao do espelho.
O mesmo, porém diferente.

Jenny Faulstich
(16/07/2008)

Tristeza absoluta

Sempre lhe estendo a mão,
sempre lhe dou atenção,
sempre em vão...

Um absurdo,
o fim do mundo,
desconsideração...

Você me causa
tristeza absoluta...

O mundo é incerto,
a vida é incerta
por linhas certas,
num mar de ilusões...

Ignore meus erros,
considere os acertos,
aprenda comigo,
viver de provações...

Mas você me causa
tristeza absoluta...

Tudo que espero,
tudo que mais quero,
tocar seu coração,
despertar suas emoções...

Amar é a conquista,
um sonho de artista,
não subestime nunca
o que diz nossas canções...

Mas você me causa...
você me causa
tristeza absoluta...

F. Leal
(26/07/2005)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Entendimento

Nos trilhos da sabedoria,
não fui eu quem disse,
que há de ter entendimento
das metáforas e dos enigmas
dessa vida que grita e anuncia
que o amor sempre haverá de ser
energia infinita.

Jenny Faulstich
(19/06/2008)

Caminhando na noite III (Saudade nostálgica)

Caminhando na noite
feito uma alma penada
procurando o caminho de casa.

Percurso de provações, tentações,
emoções e até uma certa saudade.
Nostálgica, presente.
Saudade de quê eu não sei.
Saudade de algo que fiz.
Saudade de algo que vem.

Saudade do sono.
Maldito sono!
Nostálgico, ausente,
a tornar-me essa alma penada,
sem casa, sem causa, sem nada,
caminhando para frente,
esperando ser gente,
pesando valores,
abrindo a mente.

Jenifer Faulstich
(24/06/2008)

Caminhando na noite II (Elevando o coração)

Mais uma vez o mesmo caminho,
o caminho de casa.
E de um instante de espontaneidade,
busco em mim, algo para eternidade,
uma palavra, um ato,
uma lembrança que não seja só minha.

Sob a luz da Lua,
um caminho então iluminado,
sempre a frente, abrindo a mente
e elevando o coração para longe da solidão.

Jenny Faulstich
(19/06/2008)

sábado, 21 de junho de 2008

Contradição

Não suporto mais chorar.
Contradigo o que sinto,
por amar sem ter a quem amar.

Jenny Faulstich
(21/06/2008)

Retorno

O sono retorna ao templo.
Necessidade de repousar as idéias.

Jenny Faulstich
(21/06/2008)

Sem medo

Perspectiva? A ausência dela?
Tem fundamento essa tristeza?
Tem fundamento esse martírio,
esse questionamento?

Caminhar com medo,
é caminhar para trás
querendo caminhar para frente.

Prefiro caminhar para frente.
Sem medo,
nos encontraremos adiante meu bem.

Jenny Faulstich
(21/06/2008)

Inevitável

Cada palavra cantada
confirma cada palavra mencionada.

Resposta imediata,
ao questionado, ao discordado,
ao discutido, ao imaginado.

Acredite um pouquinho só no que lhe digo,
"a dor é inevitável, mas o sofrimento, é opcional".
Então, pra quê temer?

Jenny Faulstich
(21/06/2008)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Há dias...

Há dias em que nada tenho de especial...
Extrema melancolia e até conflito existencial...
Delírio que consome qualquer vestígio racional...
Emoções assim, será normal?

Jenny Faulstich

Indefinida Ilusão

Expectativas não cumpridas aumentam a decepção.
Como um açoite impiedoso recebo cada rejeição.
Por fim, relação apenas mantenho com a solidão.

Jenny Faulstich

Incerteza

As lágrimas sempre alcançam meus olhos
e me desafiam num combate violento
de murmúrios ao vento
afiados como uma espada
que atravessa meu peito,
sangra tristeza
e busca consolo numa incerteza.

Jenny Faulstich
(10/12/2005)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sentimento Unitário

Até mesmo o mais íntimo amargo
se rende ao citado no Decálogo.
Até mesmo o mais intenso aluado
se vê no presságio de amar e ser amado.

Jenny Faulstich
(15/12/2004)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Caminhando na noite I (Dark Angel)

Deixo para trás aquela silueta
de ombros nus exibindo a carência.
Bela silueta, sem rosto, sem nada,
sem nada a ser visto com os olhos.

Deixo para trás
minha sombra
dark angel sem asas,
sem escolha.
Atraente sombra
omitindo desejo infinito,
ânsia de luz,
sede de amor.

Deixo para trás
minha silueta
para permitir
que a luz possa me guiar
sempre a frente
abrindo a mente...

Jenny Faulstich
(11/06/2008)

Um dia será livre...

Um dia meu amado,
você será alado...

Um dia meu querido,
você estará crescido...
Estará livre...
Livre para ver, ouvir e falar...
Livre para querer e para escolher,
para caminhar com suas próprias pernas,
para refletir, perdoar e compreender,
buscar verdades, respostas, conseqüências...
E estando por perto ou não,
sempre... sempre estarei com você.

Jenny Faulstich
*para uma pessoa especial
(11/06/2008)

Nunca diga...

Nunca diga que não sei!
Como se passa, como se sente.
Nunca diga o que fazer!
Mas por favor...
me diga o que fazer!!!

Já disse que te amo hoje?
E nunca esqueça:
nunca diga que não sei,
nunca duvide de mim
e não ache que se livraria fácil de mim
porque você já está comigo
da melhor forma que alguém poderia estar,
no carinho, na harmonia e no amor...
Somente nunca diga, que não sei...

Jenny Faulstich
(06/06/2008)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Coração de Pedra VII

Componho nota a nota minha história.
'A cada queda, coração de pedra...'
Insisto em querer ficar só,
mas me vem força para seguir,
me vem coragem para lutar,
me vem a voz para cantar,
e mesmo que me vejas chorar,
coração de pedra, sempre será.

Jenny Faulstich
(08/05/2008)

Guardiã

Guardiã de seus passos em pensamento,
vem até mim como o vento,
nos encontramos no tempo
e conduzimos a vida ao desejo infinito.

Jenny Faulstich
(08/05/2008)

Permita-me...

Permita-me te surpreender...
posso ser aquela estrela
que de longe tu almejas.
Não tenhas medo...
permita-me te fazer alcançar o céu...
Não ouça, não fale,
somente sinta... sinta...
e permita-me...
que eu deixe que tu me guies
pelo infinito paralelo de nossos pensamentos,
puros, reprimidos, insanos, instintivos...
Permita-me...

Jenny Faulstich
(25/05/2008)

domingo, 25 de maio de 2008

Segunda Vista

Por todo tempo que já passou,
o grito da solidão me ecoou
junto com o vento no peito e na alma
como quem busca um grande amor.

No mundo em que agora vivo,
cega, surda e confusa prossigo,
me falha a memória da razão
para preencher o vazio do meu coração.

E nesse rumo sem encanto e sem graça,
você chegou como quem marca e avassala,
levou as lágrimas que quem tentou não tirou,
em apenas uma segunda vista para o amor.

Jenny Faulstich
(27/08/2005)

Arte Infinita

Multi-idéias geniais!
Tantas formalidades
ou não oficiais.
Regadas com vinho tinto
entre outras coisas mais.

Sorrisos e lágrimas se confundem
se sim ou não interpretadas,
resultam na reciprocidade
de reflexões emocionadas.

É a voz e o silêncio
unidos nos mesmos ideiais.
Verdades e mentiras suavizadas
em artes tantas celestiais.

Tão boa companhia
(eventualmente a única)
com sua lógica e/ou dúvida...
"Quem inventou o amor?"
"Eis a questão!"

Tudo isso ilustrado
do meu jeito
do seu jeito
de qualquer forma
em qualquer hora,
a longo prazo ou sem demora.

Arte, segredo exposto da vida.
Arte infinita!

Jenny Faulstich
(18/12/2004)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Entrega à domicílio

Vai, leva...
Leva essa harmonia,
leva essa alegria,
leva força e conforto...
Vai pensamento, leva...
E entrega àquele coração que chora
um despertar para o amor,
um contato com a alma,
pois faz que não sente que chora...

Jenny Faulstich
(02/04/2008)

A caminho de uma nova fase (Sinistra)

Sinistra...
perdida em meus passos,
sentindo vulnerável...

Apática...
perdida em meus toques,
sangrando presságios
para abrir novos espaços...

Jenny Faulstich
(12/03/2008)

Luto

Se o amor morrer em mim,
não chore nem por um minuto.
Nada serei, além de um defunto.

Jenny Faulstich
(02/04/2008)

Realidade a Varejo II

Chuva! Dá vida, lava ou destrói.
Um rio passou e me deixou sem resposta.
Terei que buscá-la sozinha.
Hoje desligarei a TV
e não ouvirei meus vizinhos.
Hoje, o meu barulho será maior.
Tenho que enviar um recado urgente amanhã de manhã.
Quero pensar nisso só amanhã,
mas e se eu esquecer?
Cuidado redobrado na estrada amigo,
chuva pode mudar o rumo e os ares.
Dormirei sem os brincos hoje.
Meus sapatos não secarão à tempo,
mas que bom que fiz pelo menos uma boa ação hoje,
e não me importei em ficar sem o 'obrigado'.
Aliás, prefiro é não pensar nas outras ações,
nem em que eu sentia e nem em que eu lembrava.
Estranha, sem chão, sem abraço, sem noção.
Um breve retiro sem telefone ou contas à pagar.
Em 'off' para retornar forte.
'Ânimo mulher!'
Tem recado para dar amanhã, um novo e belo dia,
e ainda nem cuidou desse ferimento sangrando.
Por favor, um abraço pelo menos de vez em quando...

Jenny Faulstich
(12/03/2008)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Feliz hoje...

Felicidade pra mim hoje é isso:
ter a alegria dos meus amigos e familiares,
além de ouvir, perceber e sentir que estão bem...
É saber e guardar pra mim a boa ação que fiz...
É receber aquela ligação não esperada...
É ter essa inspiração...
Pensar em alguém sem nome nesse mundo...
Saber que alguém nesse mundo quis saber meu nome...
Não assistir por um tempo os noticiários...
Pegar chuva, sem guarda-chuva a caminho de casa...
Ter um felino que me aguarda chegar de todas as baladas,
seja de muita música, muita dança, olhares,
sins e nãos, talvez quem sabe e um dia quem sabe,
e fica uma expectativa,
mais uma inspiração,
mais uma alegria para o meu coração
que bate junto com o contra-baixo,
com a guitarra e a bateria,
junto com a percussão, junto com as palmas
e o vinho derramado na camisa...
'Ninguém viu!'
Alguém viu. Alguém sempre vê.
Metais, luzes, canções e tentações.
Tudo vale a pena...
A primeira, a segunda ou a última vez...
A lembrança, a saudade que ficou,
do que ficou pra trás e do que ainda vem...
As palavras ditas e não ditas...
O silêncio...
A estrada, a estada, o momento...
A energia, a alegria e o sono...
Quem está ao meu lado...
É 'buscar o caminho, a verdade e a vida'...
Ter consciência do peso da cruz
e ter a certeza que terei forças para superar,
dom da fortaleza sempre será,
mais a missão de evoluir a cada despertar...
O bem acima de tudo, não importa a quem...
Felicidade pra mim hoje, é isso...
É a minha história no meio,
começada ontem e que nunca terá fim.

Jenny Faulstich
(20/04/2008)

Mutante

Adapto meu pensamento
para encontrar uma solução.
Elevo meu sentimento
para criar minha magia.
Mutando a dor em amor,
levo paz pela minha vida.

Jenny Faulstich
(24/04/2008)

Permissão

Permissão do mundo para viver,
permissão concebida para sorrir,
chorar, falar, emudecer,
correr, parar e sofrer...
Permissão do mundo para amar,
permissão concebida para viver...

Jenny Faulstich
(24/04/2008)

Explosão dos Extremos

Em tão pouco tempo,
da felicidade à tristeza,
da euforia ao caos
que explodem em minh'alma
e em meu corpo que já não impede mais,
levando-me da cabeça ao chão
para desfazer o q não posso conter...

Em tão pouco tempo,
do riso ao choro,
da depressão ao amor
que conforta e prevalece sempre
em meu coração e minh'alma,
levando-me do chão às estrelas
para a luz reerguer...

Em tão pouco tempo,
explosão dos extremos.
Sobrevivente de uma noite,
para uma vida inteira, intensamente...

Jenny Faulstich
(06/04/2008)

Para um anjo meu...

Encanto a curto,
médio e a longo prazo,
você tem, meu anjo...

Contigo pacifico e extravaso,
é tudo que preciso,
ter um anjo ao meu lado...

Jenny Faulstich
(24/04/2008)
*Ao querido amigo Abel Ricardo.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Voltou no tempo

A paixão deu lugar à tristeza
quando desviou o caminho do infinito.
Voltou para trás no tempo
e me deixou sozinha prosseguindo...


Jenny Faulstich
(29/10/2006)

Cortina d'água

Cortina d'água
que esconde minhas lágrimas
guardo em mim o medo
que não posso conter.

Cortina d'água
que me separa do mundo
e me deixa tranquila sofrer.

Cortina d'água
que lava minh'alma
pra voltar a viver.

Jenny Faulstich
(02/05/2007)

Meu

Perdoe-me...
Perdoe-me o atrevimento
de querer-te por perto,
querer-te meu...
espetáculo,
a melhor parte,
minha obra de arte
transcedental...

Jenny Faulstich
(09/01/2008)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Olhar assim...

Gosto quando você me olha assim.
Gosto quando você realmente olha pra mim.
Me faz sorrir,
me faz sentir feliz,
me faz assim...
como ninguém jamais quis,
e me quer assim, feliz,
só por me olhar assim...

Jenny Faulstich

Amigo, larga de graça.

Amigo, sinto sua falta,
seu sorriso, sua retidão,
sua dúvida e sua certeza,
seu jeito previsto e o imprevisto.
Sua imperfeição completa a minha,
nossas falhas unem nossos defeitos,
aprendemos juntos e
fortalecemos nosso caráter.

Amigo meu...
Sinto sua falta,
trocar histórias e estórias,
assunto é que não finda
entre fofocas e romances,
você me irrita,
eu lhe irrito,
a gente se bica
e termina tudo bem.

Amigo, larga de graça,
ontem fui ao cinema,
era meia-noite
e eu quero lhe contar o final do filme.

Jenny Faulstich
* ao querido amigo André Ribeiro
(05/2007)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Paixão e Fúria

Paixão furiosa...
Paixão, canção, tesão...
Eu não valho nada,
você, menos ainda.
Você não vale nada,
eu, menos ainda.
Tão bem combinamos!
E não importa se o tempo passa,
a fúria nos atravessa,
repulsa e aproxima,
feras famintas
de paixão, canção, tesão...
Pele, desejo e imaginação...
Sem que eu chame vem até mim.
Tentação! Que invade meu corpo!
Ofegante. Delícia. Satisfação...
Estampada na sua cara.
Mesmo que não queira leva meu cheiro.
Maldita sua boca que nunca despede
esperando a volta.
Paixão furiosa...

Jenny Faulstich
(25/03/2008)

quinta-feira, 20 de março de 2008

Sem voz

Digo ou não digo?
Na dúvida persisto
em ficar só
e lamentar sem voz.

Jenny Faulstich
(19/03/2008)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Relativo

'Viver' é uma história engraçada.
Esse sono não me larga
e na hora de vir,
me deixa desamparada.
Entre encontros e desencontros,
qual mais difícil esquecer?
Relativo, mas queria entender,
porque acabo por rir de mim,
enquanto só me vejo a sofrer.

Jenny Faulstich
(17/03/2008)

Perdi

Perdi mais uma vez...
Perdi mais uma vez um coração.
Perdi mais uma vez meu coração.
Perdi o que nunca ganhei.
Perdi ao esperar ao menos um talvez.
Perdi sem nenhuma chance dada.
Perdi! Me perdi!
Quando então serei achada?

Jenny Faulstich
(17/03/2008)

O que faço melhor

Sorrir e chorar é o que faço melhor.
Sorrir e chorar não faz de ninguém menor.
Sorrir e chorar por si só
é princípio da vida,
arte assimétrica esculpida em dó,
em ré, em mi, em toda escala de sol,
com todo o calor do sol
e toda esperança do mundo
para a vida ser cada vez melhor
em todos os ritmos,
nesse mundo de tamanho absurdo...
Absurdo de sorrir e chorar...
Sorrir e chorar, que é o que faço melhor.
Sorrir e chorar, que não faz de ninguém menor.

Jenny Faulstich
* aos queridos amigos Robson Carlos e Edson Miranda (Edinho)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Realidade a Varejo I

Um abraço pelo menos de vez em quando...
Encantos e enganos,
a incerteza de uma próxima vez.
Medos e uma inocência desconfiada.
Nada melhor do que um dia após o outro.
O meu coração está a prova.
O que eu sinto?
O que querem dizer meus sonhos?
Até onde vai minha imaginação?
Hum, longe, longe aqui tão pertinho.
O dia-a-dia renova o meu ser.
Aliás, ser fantástico,
o ser humano e suas diferenças.
Hora do remédio e bem sei,
que minha insônia vai me rondar outra vez.
E outra vez dormirei sem um abraço.
Amanhã é 29, ano bissexto, e
não posso esquecer entre tantas coisas,
de colocar um tal documento na bolsa.

Jenny Faulstich
(28/02/2008)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Dias de Cão

Dias de cão,
de tristeza e solidão
e só o eu queria: atenção,
um abraço,
um olhar,
alguém que gostasse de mim,
alguém em que eu pudesse buscar
força e consolo,
e mais um abraço,
e mais um olhar,
alguém pra dividir
notícias boas,
notícias ruins,
e a vida seguir
com mais um abraço,
com mais um olhar,
mais um abraço,
mais um olhar...

Jenny Faulstich
(20/04/2007)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sempre Medo

Medo...
sempre com medo,
sempre que me vejo só,
outra vez...

E quando com alguém,
mais medo,
certa de ficar só,
mais uma vez...

Jenny Faulstich
(22/08/2007)

Cria-ativa

Minha mente
cria, ativa,
Traz-me o que sempre quis...
dizer, fazer,
o que sempre quis...
pra mim.
Mente cria-ativa.

Jenny Faulstich
(20/09/2007)

Me abrace

Por favor, me abrace.
Preciso transpor esse meu carinho
que já não cabe em mim,
que precisa um destino seguir,
fazer alguém sorrir,
se sentir querido,
se sentir adorado.
Amigo, por favor me abrace,
preciso passar o que há de bom em mim,
esse amor sem fim
e você melhor do que ninguém
sabe o quanto lhe quero bem.
Por favor me abrace...
Por favor me abrace...
Por favor me abrace...
Por favor me abrace...
o corpo e a alma.

Jenny Faulstich
(10/05/2007)

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ilusória (Sonho erótico)

Sonhei com você...
Foi um sonho erótico.
Não sei se lhe conto
ou me abstenho
com minha satisfação ilusória.

Jenny Faulstich
(15/02/2008)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Orgulho

Onde termina meu orgulho
e começa meu valor?
Ego ferido cega
a percepção do espelho.
Qual a sensação que me resta?
A de um orgulho ferido,
mas que repousa tranquilo ao travesseiro,
triste diante da injustiça do aviso,
feroz diante do desafio da busca.
"Eis me de novo, forte para a luta."
Vou celebrar minha energia
ao invés de me atirar ao precipício.
Não tenho tempo nem idade
para me descabelar diante de um obstáculo,
afinal, "tinha uma pedra no meio do caminho".
Força, coragem, luz
e um grande caminho
me espera à frente.

Jenny Faulstich
(21/11/2007)

Intermináveis

Horas a fio...
intermináveis...
O que é dia
e o que é noite?
O tempo não importa,
meu corpo já não distingue mais
dia e noite,
angústia, penúria,
alegria ou loucura,
quando começa,
quando termina...

Minha mente, elétrica,
me mantém acordada
por horas a fio...
intermináveis...

Ora saudade,
ora vaidade,
ora felicidade, infelicidade,
certezas e incertezas,
quebro a cara
e quando menos espero
boas surpresas...
Vai entender!!!

Dia e noite,
loucura, insensatez,
alegrias, bem feitorias,
meus pensamentos...
O tempo e a esperança...
intermináveis...

Jenny Faulstich
(09/01/2008)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Fugir de mim (na pele de um sapo)

Mais um dia em que se eu pudesse fugir...
Fugiria de mim!
Ficaria por perto,
mas deixaria de ser este ser:
triste, chato, feio e sem graça.
Deixaria de ser a rainha
na pele de um sapo,
e reinaria soberana
minha própria história,
sem baixar a cabeça
para qualquer sentimento ou fato.

Ah! Se eu pudesse fugir...
De mim!
Mas cá estou, este ser
triste, chato, feio e sem graça,
a poderosa rainha de história formosa
na pele de um sapo à beira da fossa.


Jenny Faulstich
(30/08/2007)

Vampira

Preciso de um...
... abraço...
Preciso sentir...
... mãos, em meus ombros nus...

Preciso explorar energia.
Quero o calor da pele
que não a minha.
Absorver os ares
de cada momento,
de cada emoção,
a parte física de uma melodia,
a magia da noite
no pleno decorrer do dia.

Parasita do amor,
preciso de alguém,
preciso...
... do carinho de alguém,
para passar a ser a simbiose
que preciso ser... e viver.
Preciso de um abraço...
Preciso de um...
... toque de lábios,
e de repente sugar
um pouco da esperança alheia
de bem-querer... e viver.

Antes que eu venha a sucumbir,
menosprezável melancolia.


Jenny Faulstich
(29/08/2007)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Destruída

Destruída...
Forte, poderosa e em pedaços.
Fugi por momento de meus traços,
subestimei o inimigo,
levei chumbo na asa
e vaguei um infinito precipício,
de onde meu corpo ressurgiu
e minh'alma ficou... destruída...
em pedaços no próprio descaso
e tão distante de uma perspectiva.
Desabafo nos ventos, versos e lágrimas.
E me contento com o fascínio da estrada,
e seus ombros me guiando,
no meio da minha memória ferida, fraca, falha...
Destruída...

Jenny Faulstich
(29/01/08)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Está em mãos

Está em mãos...
Meu coraçãozinho,
desmontado,
triste e solitário...
arrebatado...

Jenny Faulstich
(26/01/2008)

Dia Indiferente

Logo amanhece o dia...
Mais um dia indiferente...
Diferente pelo sono...
Um sono roubado...

Jenny Faulstich
(10/01/2008)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Esquecida

Meu tempo já está acabando
e eu nem comecei,
nem me inspirei
e já estou sendo esquecida.

Não importam as feridas
não importam as alegrias
porque meu tempo já está acabando
e eu nem comecei,
nem me inspirei
e já estou sendo esquecida.

Jenny Faulstich

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Extremos

Ser os extremos,
ora triste, ora feliz,
ser assim...
No alto mais baixo,
no chão por um triz,
me faz atriz,
e por ora me engano
de que não sou feliz

Jenny Faulstich
(20/09/2007)

Me vem a mente

Ultimamente me vem a mente
que não muito ficarei entre a gente
e na falta que ainda não faço
sigo a vida passo a passo.

Qualquer lembrança me deixa contente
mas entre o passado e o futuro, é o presente
que define meu karma e meu cargo
na lágrima sob meu sorriso largo.

Jenny Faulstich

Minha Sina

Meu suplício que tanto tento impedir
chega ao ponto em que não posso mais fingir,
desisto de tentar entender ou sorrir
e converto minhas torturas em elegias
esquecendo minhas conquistas e alegrias
pois nada mais faz sentido em meus dias.

Então eu me enlaço com a solidão,
tristeza intensa que parece não ter fim.
Já passou a ser minha sina, minha condição,
porque ninguém vai fazer uma canção de amor pra mim.

Jenny Faulstich
(28/03/2005)

Amigos

Amo seu sorriso, amigo...
Nele está tudo que eu preciso,
toda paz que eu procuro,
entre os sentimentos,
o mais puro.

Que sempre receba
o bem que eu sinto
para progredirmos juntos.

É o que quero
para toda a eternidade,
essa chuva de bençãos e luz,
meus amigos.

Espíritos amigos que somos
para sempre será primavera
no inverno mais rigoroso,
por mais frio que seja,
aprendendo, perdoando,
evoluindo, amando...
Amigo,
amigos para sempre.

Jenny Faulstich
* a todos os meus amigos, em especial ao meu querido amigo Leonardo Ribeiro (Léu)
(23/08/2007)

Coração de Pedra VI (Carente)

Ah!!! Esse meu coração
que se derrete a quem pede
e perde toda a razão.

É amor demais,
é carinho demais
que transborda frequente.

Se faz culpado inocente
esse meu coração, carente...

Jenny Faulstich
(04/05/2007)

Coração de Pedra V

Meus olhos não vêem mais nada
senão a dor e o silêncio ecoando da alma,
reflexo da incessante solidão,
dessa solidão que sempre me quebra.

Mas não deixo de meu caminho seguir
com meu martírio eterno em tempos tão tristes
de contidos choros e largos sorrisos
tentando meu coração de pedra inibir.

Jenny Faulstich
(30/04/2007)

Coração de Pedra IV

Se for de gelo meu coração,
é como vacina, proteção,
gelo que retoma forte seu ofício.


Tanta mágoa e tanta decepção
que em sacrifício se refaz
tão seco e tão triste então,
como pedra de gelo, pedra do frio.


A cada queda, coração de pedra.

Jenny Faulstich
(20/04/2007)

domingo, 20 de janeiro de 2008

Coração de Pedra III (Segredo)

Carinho e compreensão,
calor e atenção...
Porque não se quebra
um coração de pedra.

Pedra de gelo,
pedra do frio,
se desmancha por um amigo,
se derrete por um sorriso.

Jenny Faulstich
(22/03/2005)

Coração de Pedra II

Confesso minha hipocrisia
em esconder o que ver não queria.

Ocultei sem intenção.
Ocultei meu coração.

Ressalto o que realmente eu seria,
uma pseudo-fera em trégua,
e sim, constante fera em guerra,
em guerra com meu coração de pedra.

Jenny Faulstich
(21/11/2004)

Coração de Pedra I

Real conseqüência
da desconhecida ausência
e da indesejada presença...

Agora não mais faz diferença!
Agora não mais há importância!

Agora só me resta a esperança
de livrar a solidão que me quebra
mas não quebra meu coração de pedra.

Jenny Faulstich
(18/10/2002)
*Publicada na coletânea de poesias "Oitava Rima", lançada em 19 de Dezembro de 2002, pelo Grupo Cultural Oito Deitado, Resende/RJ.

Agradecimento

Aqui estou, depois de muitos incentivos. Agradeço a todos pelo incessante carinho e espero que eu consiga alcançar as expectativas que me impulsionam como um constante desafio rumo à expressão poética. Um grd e carinhoso abraço a todos... "Arte é infinita"...
Jenny

"Temos a arte, para que a verdade não nos destrua." (Nietzsche)