terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Afogada

Você me abandona
a depressão me abraça
quebro todos os espelhos
entro em festas sem graça.
Solidão chega e se espalha
você volta e quer confiança
diz saudade da rejeitada
vejo pouco atrás aquela criança
que não existe mais
morreu em lágrimas
afogada.

Jenny Faulstich
(01/12/2010)

Mudado

Eis que a saudade me ronda
tanto tempo passado
e você vem e demonstra
que muito foi mudado.
Você feliz acompanhado,
eu na minha, sozinha.

Jenny Faulstich
(11/2010)

Mais um ciclo

E hoje,
quando pensei ver novamente
trevas, angústia e injustiças
que a infelicidade alheia
tanto me fazia e perseguia,
vi que a esperança ainda vive
e que a luz sempre vem
e recomeça mais um ciclo,
mais um aprendizado,
mais uma fase,
já que,
tudo passa.

Jenny Faulstich
(13/09/2010)

Um novo fim

Um suspiro
O papel e uma caneta
Um beijo de novela
Uma lágrima
Um sonho descabido
de amar e ser amada
Um envolvimento inexistente
Uma separação de bens
Um novo fim
para o que não teve começo.

Jenny Faulstich
(2010)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nada compensa

Nada compensa a dor.
Nada compensa mudar pelo capricho de alguém.
Nada compensa o medo de atravessar a rua
e ter a vida atropelada por uma louca infeliz.
Nada paga a aflição.
Nada paga mudar a rotina e o jeito de ser.
Nada paga a injustiça e a omissão da opinião,
tiram a voz e continuam impunes e prepotentes.

Jenny Faulstich
(26/10/2010)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Carona

Enquanto todos dormem,
150 pensamentos por segundo!
Sigo de carona na calada da noite.
Cada caso,
cada momento,
tudo passa,
fica o pensamento.

Jenny Faulstich
(19/07/2010)

Cativante

Meu mundo fica mais bonito com o seu sorriso,
mais seguro com a sua voz,
mais gentil com a sua presença
que desperta em mim desejos que tento omitir,
probabilidade mínima de conter alguma dúvida sua.
Sua curiosidade nua e crua
aguça meus instintos mais pertinentes
como se eu fosse má em manter essa corrente
interessante, envolvente, cativante, inocente...
até tocar seus lábios e esquecer o que há
da porta pra fora.

Jenny Faulstich
(10/07/2009)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Choro ao ser ausente

O choro da pequenina
ecoou do outro lado do oceano,
tão triste, tão infante
que até quem estava do outro lado
também chorou.

Jenny Faulstich
(28/07/2010)

Órfãos

O sorriso da menina
tão querida, tão esperada
se vai dessa vida
deixa órfãos mãe, pai,
toda a família...
Não foi a vez dela,
mas sei que algo lindo a espera
só que não será nessa vida
para a tristeza de quem tanto espera.

Jenny Faulstich
(28/07/2010)

Sorte minha

Para sorte minha,
existe a poesia na minha vida
e sempre que eu esboço fraquejar,
ela me toca e me faz recomeçar...

Jenny Faulstich
(13/09/2010)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Entre o perdoar e o esquecer

Sua voz, seu riso, seus abraços.
Não recordo mais tão bem dos seus traços.
Sigo o meu caminho demais solitário
sem carinho, sem conforto, nenhum relicário.
Entre o perdoar e o esquecer,
na dúvida, sem dúvida,
o esquecimento proceder
naturalmente...
Quem é você?

Jenny Faulstich
(01/07/2010)

sábado, 26 de junho de 2010

Forte mesmo que tardia

Forte mesmo que tardia
a emoção, reflexão
da essência da vida,
poesia, autarcia.

Jenny Faulstich
(26/06/2010)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

12 graus

3 horas eternas.
Cálculos necessários desnecessários.
Na falta, uma esperança.
Na esperança uma caneta salta.
E nesse inverno severo poético,
sopa, fotos, versos libertos,
12 solitários graus
de sonhos sonhados
jogados pela janela.

Jenny Faulstich
(14/06/2010)

Fria

Fria.
Qualquer palavra soa poética.
Madrugada adentro
me mantenho acordada.
Fria. Poeta abandonada.

Jenny Faulstich
(06/06/2010)

Meio amargo

Meio amargo
submisso,
pra mim diz não,
chá de sumiço,
faz-me pedir perdão...
Ele na geladeira
e eu pelo chão.

Jenny Faulstich
(30/05/2010)

Inverno severo

O inverno que açoita a pele.
Um ronco, um abandono desatino.
O frio, arrepio
que dói nos ossos
e que dói na alma.
Adormeço coagindo o esquecimento.
E a poesia.

Jenny Faulstich
(30/05/2010)

sábado, 29 de maio de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Despisto, finjo...

Despisto, finjo
que vou lá,
reviro, me visto
nego qualquer máscara,
escondo, inexisto,
não me encontro mais
ninguém procura
ninguém acha
e não quero voltar atrás,
despisto, finjo
que vou lá
e fico.

Jenny Faulstich
(23/04/2010)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Um momento sem sentindo

Um momento sem sentindo
admirando as lápides de Leminski
refletindo que realmente o amor não acaba
e me esforçando para que o meu se torne rima
nem que seja pobre, mas que seja condizente
e não termine...

Jenny Faulstich
(30/03/2010)

Culpa estranha

Palavras secas no papel
Uma música triste
Um comentário invejado
Oculto minha voz
Numa culpa injusta
Por querer o que posso ter
Sem nada dever
Sem mal algum fazer.
Culpa estranha essa
de fazer bem não só pra mim.
Culpada por poder ser feliz.

Jenny Faulstich
(20/04/2010)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Suor alaranjado

Suor alaranjado entre meus dedos
recordo do alto ao baixo desta última noite
de poucos abraços e muitos pudores.
Resumo a lábios inchados de um choro soluçado
sem dor, sem amor, puro instinto
de livrar a alma da sensação da morte do corpo.
Frustração amanhecer de ressaca e ver que nada mudou,
viva, e o que seria interpretado como raiva
era apenas uma imensa e irremediável tristeza.
Irônica, laranja, uma suposta tinta vermelha no cabelo,
revolta, laranja, um arranhão deixado em alguma costela,
cansada, laranja, desistente, sem dor na consciência.

Jenny Faulstich
(29/03/2010)

Implosão

Focaram destruir minha ternura
com inveja pura, injúria,
ressuscitaram uma tristeza esquecida
pobres almas doentes sem coração
desisto de ser para ter paz,
implosão detonada por animais.

Jenny Faulstich
(29/03/2010)

sábado, 13 de março de 2010

Obtuário

Diz a lenda
que eu morri de tristeza
sem seda, sem renda,
um coração na pobreza.

Jenny Faulstich
(13/01/2010)

domingo, 7 de março de 2010

Dor da existência

Poesia para tentar
Amenizar a dor
Que não tem cura
A dor de existir
De pensar, de sentir
Por hora, nem sei mais.

Jenny Faulstich
(07/03/2010)

sábado, 6 de março de 2010

Naufrágio

Tragédia a vista
Tempestade indireta que me afeta
Psico doença que contamina
De repente me vejo vítima
De outros ventos que não os meus
Ninguém acredita
Imploro a saída
Antes do sufoco da entrega
E como ninguém ouve meu socorro
Desdém ao meu auxílio
Digo que nado, nado e morro
A beira de um copo d'água
Arrastada por um nó alheio no pescoço.

Jenny Faulstich
(06/03/2010)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

T.Poética.M.

Hoje preciso tanto de você
e de uma barra de chocolate.
Malditos hormônios...
Bendita saudade...



Jenny Faulstich
(26/02/2010)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cortante

A saudade
intolerante
pensamento
constante
veneno
sufocante
minha paz à prova
para lhe ter comigo
um abraço desejado
alguns dias apenas
a solidão me condena
às lembranças do passado

Jenny Faulstich
(20/02/2010)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

In guerra

Desconhecida é a influência
da nossa própria inocência.
Subestimada também a inteligência
por nós mesmos causando imprudência.

Conseqüentemente temos a prepotência.

Desconhecida é a preponderância
da nossa própria ignorância.
Subestimada também a angústia
por nós mesmos disfarçada em luxúria.

Conseqüentemente temos a discordância.

Desconhecida é a aversão
da nossa própria indignação.
Subestimada também a consciência
por nós mesmos impedida pela indolência.

Conseqüentemente in guerra com nossa carência.

Jenny Faulstich
(2005)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cú e poesia

Terna, romântica, serena,
bruta, forte, sem esperança,
baixa auto-estima e inconstância,
mas não tenho sangue de barata
nem me vendo por pirraça!
Não há quem ouse pessoalmente me chamar duas caras,
porque sabem que não terão outra cara para dar a outra face.
Querem comer o rabo da santa musa sereia alheia ciumenta
e matar os manés dragões livres como prova de amor.
Tomar no cú seja quem for, ela, e
o covarde doente que diz morrer de amor.

Jenny Faulstich
(01/02/2010)