quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Oscilação

Uma má notícia
Tristeza
Outra má notícia
Mais uma má notícia
Um cansaço absurdo
Lágrimas
Outra má notícia
Enfim uma boa notícia
Uma vida novíssima
Empolgação
Uma brincadeira
Uma intenção
Incompreensão
Mágoas
Tudo muda
Todos mudam
Perto ou longe, mudam
E as notícias, mudam...

Jenny Faulstich
(13/10/2011)

domingo, 9 de outubro de 2011

Aviso

Previ o pai chorando em sonho...
A vida é tão valiosa e tão frágil,
tão simples e tão complexa ao mesmo tempo
e tudo que é simples costuma ser tão bom.
Será que todos percebemos isso a tempo todo o tempo?
Afinal, a gente reclama tanto tão injustamente
enquanto um pai sepulta seu maior presente.

Jenny Faulstich
(09/10/2011)

Coió

Hoje já às 6 da manhã eu estava tão triste
e Jessiquita fez um coió com presunto e queijo para mim.
Ela cortou cada fatia em 4,
disse que era para caber no pãozinho
e depois pintou um paraiso, um coração e um anjinho.

Jenny Faulstich
(20/09/2011)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Funeral

Soturno momento
fraqueza e tormento
um sinistro desejo
um funeral com cortejo.

Jenny Faulstich
(06/09/2011)

Zumbi

Hoje me vi uma zumbi
morta viva arrastando pelos cantos.
Há tempo não chorava esse tanto
há tempo não passava esperando
um último sussuro, um alívio,
algo que me fizesse sentir
não ser a única nesse rumo.

Jenny Faulstich
(06/09/2011)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Alto preço

Vou lhe falar,
está doendo,
doendo bastante.
Um desejo de paz depois
da raiva de outro instante
parece tão abominável.

Permita-me ao menos, desabar.
Não posso voltar atrás,
só me cabe a decisão
de declarar uma guerra ou não
e lhe ter como um aliado
ou como um amigo decepcionado
e então a paz não mais me interessa.

Levanto uma bandeira branca
para uma paz perversa
e sigo a vida covardemente.

Jenny Faulstich
(30/03/2011)

terça-feira, 29 de março de 2011

Velando

Tudo o que eu precisava saber
soube ontem por você ao telefone
e tudo que eu gostaria de dizer
ao lhe ver, não mais preciso,
morreu ontem.
Aqui jaz um coração aflito
fugido dos amores fingidos.

Jenny Faulstich
(29/03/2011)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Do sonho para a avenida

Num sonho estava minha fantasia
e do sonho para a avenida
foi um samba, uma alegria,
um enredo especial
parecia feito pra mim.
Foi quando vi
que realmente foi feito pra mim.
Depois de tanta tristeza, decepção,
um momento sem esperança,
me veio a resposta, o sinal, a solução,
há paz no meu coração
e de tamanha emoção
o céu chorou por mim
e um mundo inteiro me sorriu,
mundo conectado,
sonho realizado,
"no plano mais belo, não ser sozinho".
Eu sou capaz de seguir o caminho.

Jenny Faulstich
(10/03/2011)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Minha luz fantasia I e II

Minha luz fantasia I




Minha luz fantasia II



Jenny Faulstich
(17/06/2010)

Anti-Social

Uma revolta me assalta
quando o telefone toca.
Atender é um martírio
queria eu ser um engano,
não sofrer num pranto,
não ser a mesma no outro dia.

Jenny Faulstich
(14/02/2011)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Domingo

A poesia que vem e que vai
e que me traz uma paz
momentaneamente eterna
no sorriso da menina
tão linda, tão filha, tão minha
num domingo radiante de sol
e termina o dia tão só, expectativa
de que haja vida
e que seja vivida
e que seja aprendida
quem sabe um dia.

Jenny Faulstich
(07/02/2011)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Culpa-me

Culpa-me!
Subestima minha inteligência
Culpa-me!
Esconde seus fracassos doentios
Culpa-me!
Julga que não vou sofrer.

Faz-me ressurgir
na minha origem mais triste
sabendo que a cada queda
meu coração não resiste.

Jenny Faulstich
(29/05/2010)

Hábitos noturnos

Hábitos noturnos
triste obscuro
coração que chora
sozinho no escuro.

Jenny Faulstich
(29/05/2010)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Uma semana

Será que você está pensando em mim?
Mal sei o seu nome
e questiono o que quer de mim?
Minha alma?
Meus beijos?
Meus íntimos desejos?
Apaixonados por quanto tempo?
Uma hora, um dia, uma semana?
Tempestuosa semana!
Entre tantos afazeres, missões e apetrechos
adentrou meu território
adentrou meus medos...
Muita vida aqui dentro
e por um tempo
a solidão lá fora.

Jenny Faulstich
(16/12/2010)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Surpresa 2010

Ficaria horas com você
sem dizer uma só palavra.
Quero irritar você
e sentir as conseqüências.

Jenny Faulstich
(15/12/2010)

Fazendo falta

Sua carência
já estava me fazendo falta.

Jenny Faulstich
(17/12/2010)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Última dança

Doce guerreiro
Se foi sem avisar
Se foi sem me chamar para dançar
Deixou amigos-irmãos
Todos em mil lamentos
Porque se foi sem avisar
Porque se foi...

Jenny Faulstich
(06/12/2010)
* Ao doce amigo Cristiano Monteiro (Cris), falecido em 05/12/2010. Saudades infinitas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Peças

Esse mal costume de achar
que teremos nossos amigos
ao lado para sempre,
sem contar que a vida
se encarrega de mudar
as peças de lugar.
Mesmo que longe,
que elas estejam sempre
num bom lugar!

Jenny Faulstich
(07/12/2010)

Afogada

Você me abandona
a depressão me abraça
quebro todos os espelhos
entro em festas sem graça.
Solidão chega e se espalha
você volta e quer confiança
diz saudade da rejeitada
vejo pouco atrás aquela criança
que não existe mais
morreu em lágrimas
afogada.

Jenny Faulstich
(01/12/2010)

Mudado

Eis que a saudade me ronda
tanto tempo passado
e você vem e demonstra
que muito foi mudado.
Você feliz acompanhado,
eu na minha, sozinha.

Jenny Faulstich
(11/2010)

Mais um ciclo

E hoje,
quando pensei ver novamente
trevas, angústia e injustiças
que a infelicidade alheia
tanto me fazia e perseguia,
vi que a esperança ainda vive
e que a luz sempre vem
e recomeça mais um ciclo,
mais um aprendizado,
mais uma fase,
já que,
tudo passa.

Jenny Faulstich
(13/09/2010)

Um novo fim

Um suspiro
O papel e uma caneta
Um beijo de novela
Uma lágrima
Um sonho descabido
de amar e ser amada
Um envolvimento inexistente
Uma separação de bens
Um novo fim
para o que não teve começo.

Jenny Faulstich
(2010)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nada compensa

Nada compensa a dor.
Nada compensa mudar pelo capricho de alguém.
Nada compensa o medo de atravessar a rua
e ter a vida atropelada por uma louca infeliz.
Nada paga a aflição.
Nada paga mudar a rotina e o jeito de ser.
Nada paga a injustiça e a omissão da opinião,
tiram a voz e continuam impunes e prepotentes.

Jenny Faulstich
(26/10/2010)