quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desajeitada

O céu desaba
meu coração estraçalha
e anestesia a dor,
confundo tudo ao meu redor,
cara metade, ansiedade,
um calendário perdido no tempo
e no espaço minha mente busca
uma saída, uma solução
para uma dor de cabeça desajeitada.
Dorme desgraça!

Jenny Faulstich
(30/11/2011)

Desistência

A cabeça está a mil
e o sono que não vem
ou vem e não lhe dou chance
porque a cabeça está a mil
e coração já não há mais
ou há e não lhe dou chance
porque a cabeça está a mil
e você não mais está.

Jenny Faulstich
(29/11/2011)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pressentimentos

Não rascunho mais meus pressentimentos
Prevejo o dia conturbado sem motivos
Um dia triste ao pé do meu ouvido
Uma longa semana que já acabou
E um par de melodias repetidas...

Jenny Faulstich
(04/11/2011)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A guardiã da estufa

São tantos sentimentos primitivos
que fazem um poema numa mesa de bar.
Boas risadas animam o dia dos mortos,
nem mesmo a pesca do salmão
escapa de se tornar uma piada.
Sábia é a barata que sabe o momento certo
para uma estratégica aparição.
Sem saquê, sem Romeu e Julieta,
lie to me para desorganizar um pouco as ideias.
E pra quem acha que a vida é uma grande brincadeira,
ela é mesmo!
Levar tudo muito a sério pode causar lágrimas eternas!

Jenny Faulstich
(02/11/2011)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia da Bruxa

Turbilhão de pensamentos,
um milhão de ideias entre tantos conflitos!
Ando tão filosófica quanto uma coruja diurna
agora com um novo prazo de vida.
E que venha o 31 de outubro,
o dia da bruxa!

Jenny Faulstich
(29/10/2011)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Blues da noite fria

Me dê uma chance
porque não durmo
porque penso em você
porque ouço rock e blues
uma voz rouca lamentando uma perda
porque não sou atraente
porque sou interessante
porque posso e vou lhe surpreender
quando se distrair e menos esperar
porque sou simples
porque como carne
porque não sei dançar
porque assim, posso sonhar...

Jenny Faulstich
(26/10/2011)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Manjado

Precisando de terapia
e não dormir sozinha
estou com medo do escuro
pois vou sonhar de novo
com aquela palavra no muro
e um indivíduo me roubando o sangue
roubando o sono
roubando meu tempo precioso
com um trabalho manjado
sorriso malandro sem vergonha
uma atenção ociosa
apanhada no laço.

Jenny Faulstich
(25/10/2011)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Emblema

Cansaço diferente, inexplicável,
um cansaço não físico, emblemático...
Será que é tristeza?

Jenny Faulstich
(24/10/2011)

Distração

Nada é por acaso,
não tenho dúvidas,
mas basta uma distração
para perder o rumo.

Jenny Faulstich
(24/10/2011)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Saudade

A rotina anestesia
Nos torna insensíveis talvez
Até que vem uma saudade
Uma palavra, uma canção,
Uma pessoa, uma metade.

Jenny Faulstich
(20/10/2011)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Oscilação

Uma má notícia
Tristeza
Outra má notícia
Mais uma má notícia
Um cansaço absurdo
Lágrimas
Outra má notícia
Enfim uma boa notícia
Uma vida novíssima
Empolgação
Uma brincadeira
Uma intenção
Incompreensão
Mágoas
Tudo muda
Todos mudam
Perto ou longe, mudam
E as notícias, mudam...

Jenny Faulstich
(13/10/2011)

domingo, 9 de outubro de 2011

Aviso

Previ o pai chorando em sonho...
A vida é tão valiosa e tão frágil,
tão simples e tão complexa ao mesmo tempo
e tudo que é simples costuma ser tão bom.
Será que todos percebemos isso a tempo todo o tempo?
Afinal, a gente reclama tanto tão injustamente
enquanto um pai sepulta seu maior presente.

Jenny Faulstich
(09/10/2011)

Coió

Hoje já às 6 da manhã eu estava tão triste
e Jessiquita fez um coió com presunto e queijo para mim.
Ela cortou cada fatia em 4,
disse que era para caber no pãozinho
e depois pintou um paraiso, um coração e um anjinho.

Jenny Faulstich
(20/09/2011)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Funeral

Soturno momento
fraqueza e tormento
um sinistro desejo
um funeral com cortejo.

Jenny Faulstich
(06/09/2011)

Zumbi

Hoje me vi uma zumbi
morta viva arrastando pelos cantos.
Há tempo não chorava esse tanto
há tempo não passava esperando
um último sussuro, um alívio,
algo que me fizesse sentir
não ser a única nesse rumo.

Jenny Faulstich
(06/09/2011)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Alto preço

Vou lhe falar,
está doendo,
doendo bastante.
Um desejo de paz depois
da raiva de outro instante
parece tão abominável.

Permita-me ao menos, desabar.
Não posso voltar atrás,
só me cabe a decisão
de declarar uma guerra ou não
e lhe ter como um aliado
ou como um amigo decepcionado
e então a paz não mais me interessa.

Levanto uma bandeira branca
para uma paz perversa
e sigo a vida covardemente.

Jenny Faulstich
(30/03/2011)

terça-feira, 29 de março de 2011

Velando

Tudo o que eu precisava saber
soube ontem por você ao telefone
e tudo que eu gostaria de dizer
ao lhe ver, não mais preciso,
morreu ontem.
Aqui jaz um coração aflito
fugido dos amores fingidos.

Jenny Faulstich
(29/03/2011)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Do sonho para a avenida

Num sonho estava minha fantasia
e do sonho para a avenida
foi um samba, uma alegria,
um enredo especial
parecia feito pra mim.
Foi quando vi
que realmente foi feito pra mim.
Depois de tanta tristeza, decepção,
um momento sem esperança,
me veio a resposta, o sinal, a solução,
há paz no meu coração
e de tamanha emoção
o céu chorou por mim
e um mundo inteiro me sorriu,
mundo conectado,
sonho realizado,
"no plano mais belo, não ser sozinho".
Eu sou capaz de seguir o caminho.

Jenny Faulstich
(10/03/2011)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011