sábado, 28 de fevereiro de 2009

Princesa Encanto Desalento



O que és tu,
criatura morna de vento,
que destrói mero pensamento,
torna-te bondade em desalento.
Tens num beijo um sonho distante,
ata-te num tão banal mistério
de um olhar tão longe
quanto um deserto escaldante.
Sorriso externo tão terno
que até mesmo o Sol retribui.
Encanto de bruxa que triste danças,
escondes no beco antes que avistada,
desapareces na presença indiferente
e antes que te avances num tormento,
adormeces uma princesa encanto desalento.

Jenny Faulstich
(28/02/2009)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Poesia (por duas faces)

Poesia,
fragmentos de sentimentos,
expressão física da dor e do amor.
São as lágrimas que os olhos do poeta não externam.
São as chagas do coração que se martiriza e sofre.
Veículo do poeta para retratar o mundo que o cerca.

O poeta não a cria para alguém ou para ninguém.
O poeta cria para tudo e para todos.
Todos os que amam,
todos os que odeiam,
os que são incapazes de amar
e os que são incapazes de odiar.
Para todos os que se alegram,
todos os que se entristecem
ou os que simplesmente fingem.
Para todos os que sofrem,
todos os que não sofrem
ou mesmo todos os que são ‘normais’ (normais?),
ou mesmo para aqueles que não sofrem tanto.

A poesia é o caminho,
é a expressão que torna possível
traduzir os sentimentos
de um homem e de uma mulher
na forma de imagem compreensível aos olhos
e por através da silhueta,
a imagem chega ao coração.
E basta um olhar,
pois lá, a poesia já está.

Edson Carvalho Miranda e Jenny Faulstich
(27/02/2009)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Um toque em meus sentidos

Um conforto,

um carinho,
uma esperança.
O silêncio em meus braços
enquanto busco um caminho.
Emociono com minha tristeza
só por imaginar um toque em meus sentidos.
Só tenho agora a sensação da queda
da minha própria memória
tão vaga, tão longe de mim.
Infinitas emoções que quero ainda sentir.

Jenny Faulstich
(18/02/2009)

Apenas um par de olhos verdes...




Apenas um par de olhos verdes
que não tem nenhum outro olhar
em que possa doar e buscar
palavras inexatas para partilhar.


Jenny Faulstich
(18/02/2009)

Reset

Travou tudo!

Que feio!
Reset!
Jenifer,
prazer te conhecer!

Jenny Faulstich
(18/02/2009)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Taquicardia

Desritmia,

alimenta fervosa
o meu pensar.
Desnorteada,
um frio na alma
que grita um amor...
e teme...
Aterrorizante,
sensação transcedental,
corpo, mente, irreal.
Ilusão,
de que alguém
vai enfim, me abraçar.
Instinto, espreito,
pavor, taquicardia
no desafio-arte do amor.

Jenny Faulstich
(11/02/2009)