sábado, 13 de outubro de 2012

Esfinge

Eu sou o que aprendi nesses 32 anos,
tão simples e tão complicada
que dificilmente alguém poderia me decifrar.
Não tenho tesouros a guardar,
nem rancores, nem segredos, nem dinheiro.
Tenho, felizmente, uma vida cheia de aprendizados,
um leão por dia e um sol que me ilumina.
Tomar conhecimento é diferente de colocar em prática.
Entre a prática e a teoria eu prefiro os dois,
e tentar ser hoje melhor do que fui ontem.

Jenny Faulstich
(13/10/2012)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Off


Uma melodia me acalma,
me faz pensar devagar
me faz parar de pensar
ameniza a dor da solidão
e abre a janela da minha maior paixão: livre!
Uma dádiva divina,
um sopro, um carinho no ego
que me inspira, me realiza,
toca o meu coração,
me eleva, me restaura, me salva...

Jenny Faulstich
(21/09/2012)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Joelhos

Feliz com tudo que vem a mim,
todas as conquistas até aqui
e minhas mais novas paranóias.
Se vejo o passado passar por mim,
eu sorrio e aceno,
e sempre que me sinto assim,
meus joelhos parecem mais fortes,
a vontade de continuar aflora soberana,
certa de que tudo passa,
e de que nada acontece por acaso.

Jenny Faulstich
(17/09/2012)

Nítida

Minha poesia anda tão nítida
e os dias tão bonitos
que até o azul do céu
me faz sentir não tão incompleta.

Jenny Faulstich
(10/08/2012)

Profetisa

Uma profetisa já dizia
que entre o céu e o inferno
há apenas uma intenção
e nenhuma diferença.

Jenny Faulstich
(16/09/2012)

Vômito

Hoje eu vou vomitar,
vou colocar para fora
tudo e todos que me fazem mal
para retomar a minha paz,
minha conturbada liberdade,
tão louca, tão impedida,
incompreendida e desejada.

Jenny Faulstich
(16/09/2012)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Guerra na selva

Onde estaria você agora
além dos poemas que já escrevi?
Já pensou em mim em algum momento?
Eu nem lhe conheço ainda,
espero você por uma eternidade.
Me consolo nos versos
e sempre que posso num corpo quente
entre os lençóis da minha cama,
lugar em que sufoco o meu choro
e mato a minha fome,
porque a fera não se apega
e o rugido ecoa no vazio.
Cada dia é apenas mais um,
de brigas, vitórias e incógnitas,
de beijos confusos, violentos,
sentimentos que podem não vir a acontecer.
Meu medo é a maior de todas as armas.
Despir é um sacrifício!
Uma tela em branco desafia minha alma
e a espera vai matando a minha calma.
Não me jogue pedras,
o coração já é a própria rocha
e o conflito, ahhh esse é infinito!

Jenny Faulstich
(29/08/2012)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mal passado

A Lua faz sombras no meu quintal
enquanto eu perco versos num temporal.
Meu filé mal (virou) passado,
carne de segunda no início da quarta-feira.
E se não fosse essa ausência,
só e sóbria na beirada do terraço,
juro que eu pararia de chorar e rir
no meio do filme em que já conheço a história.

Jenny Faulstich
(04/07/2012)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Expectativa

Eu queria uma canção
para demonstrar minha ansiedade
e minhas imediatas expectativas,
mas não acho canção, não acho palavras
não acho nada que caiba em meu coração
que se encaixe com o que eu sinto agora
um fim e um começo...
um recomeço até o fim...
e sabe lá o que me espera lá fora,
sabe lá o que vem agora!

Jenny Faulstich
(18/06/2012)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ternura inútil

Hoje tive que relembrar Quintana,
porque não adianta,
por mais que se use a cabeça,
em algum momento o coração pena...

Jenny Faulstich
(12/06/2012)


"Oh! o silêncio das salas de espera 
Onde esses pobres guarda-chuvas lentamente escorrem… 
O silêncio das salas de espera 
E aquela última estrela…

Aquela última estrela 
Que bale, bale, bale, 
Perdida na enchente da luz… 
Aquela última estrela

E, na parede, esses quadrados lívidos, 
De onde fugiram os retratos… 
De onde fugiram todos os retratos…

E esta minha ternura, 
Meu Deus, 
Oh! toda esta minha ternura inútil, desaproveitada!…"

Mario Quintana - Canção dos Romances Perdidos

Esmola demais...

Nunca uma ilusão minha durou tão pouco!
Ganhou meu coração e ganhei mais um tormento.
A paixão foi pouca, mas a ressaca permanecerá por mais um tempo.
Que droga foi você? Que me entorpeceu sem nenhum toque,
nenhum contato, nenhum histórico!
Fantasia instantânea, uma promessa sem extorno.
Em algum momento já dizia um sábio com seus devidos motivos:
"Esmola demais, o Santo desconfia".
Agora mais um processo de esquecimento,
confundindo ainda mais a alma da louca varrida.

Jenny Faulstich
(12/06/2012)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Saudade, desencontro e praticidade

Sinto saudade da arte.
Tenho produzido tão pouco
e o cansaço é imenso.
Não há tempo para os meus rascunhos
e os perco por toda parte!
É tanta saudade e tempo tão desencontrado
que lamento meus passos
e as lágrimas tendem a secar mais rápido.
Me apaixono por quem não existe
porque é mais prático.
E só publico esse poema
como consolo ao meu espaço.

Jenny Faulstich
(11/06/2012)

domingo, 3 de junho de 2012

Síndrome de Sansão

Estou perdendo o jeito para a felicidade,
meus piores defeitos sendo despertados,
ninguém me ouve ou me vê,
nem eu mesma me reconheço.
E o meu orgulho?!
Se tornou lenda,
com tanto cabelo pelo chão.

Jenny Faulstich
(02/06/2012)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Premonição

Hoje eu sonhei que quis o bem de uma criança
e fui morta por ela.

Jenny Faulstich
(22/05/2012)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Novidade

E quando penso que estou fazendo a coisa certa
a maré muda, muda quem sussura,
a tristeza volta, a dúvida inunda
o tempo pára, a história muda de figura!

Jenny Faulstich
(20/04/2012)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Devagar e sempre

Triste surpresa que não deveria haver
O esperto nem tão esperto assim
Deveria ter vergonha de ser
Mas devagar e sempre a gente aprende
Que ninguém nos conhece como acham conhecer.

Jenny Faulstich
(16/04/2012)

Pena

Fadada ao esquecimento!
Fadada a viver sozinha de noite e de dia
porque justiça é uma lenda, uma crença,
uma sentença de cansaço, infortúnio,
uma tristeza que sussura no ouvido
dizendo que a minh'alma é de quem a inventa.

Jenny Faulstich
(11/02/2012)

Dia mal dormido

No decorrer da chuva
o sol bate na janela
e ilumina toda a casa.
Trêmula, jogo fora energia e pensamentos
tudo tão à flor da pele
e lá vem a forte sensação da despedida
enquanto quero tudo outra vez.
Avisto a estrada
e pela janela vejo minha vida passar,
meio confusa ainda tento entender
a lógica dos fatos, inutilmente.
Um surto talvez,
uma falsa esperança,
um dia mal dormido ruminando o cansaço,
esperando só a chuva passar.

Jenny Faulstich
(08/03/2012)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aviso Prévio II

Dê licença pra minha revolta
pra minha mágoa desforme.
Não há ninguém que a torne mais amena
ou aceitável, talvez temporária
numa lápide indigente.

Jenny Faulstich
(01/03/2012)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ignorada

Odeio que me ignorem!
Odeio que me esqueçam!
Mas não deveria ser eu a odiar tamanha indiferença.
É difícil notar a própria ignorância
E cômodo buscar as supostas necessidades.

Jenny Faulstich
(17/02/2012)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Café e saudade

Se não der certo, tudo bem, eu tentei.
Escrever uma carta sem rascunho para a fera que há em mim.
E essa fera pára para ser e sentir só saudade.
Um convite, um café, uma história.
Um refúgio na arte, um disfarce.
Sorrir, chorar, notar os cabelos brancos é uma necessidade.
Se anestesiar para fugir da crueldade.
Um momento de magia.
E é apenas poesia.
Uma inspiração, uma reação, uma resposta.
Questionamentos que tanto batem à minha porta.
E eu nunca sei se devo abrir.
Encarar a verdade, poder não ser a verdade que quero pra mim.
Mas tudo bem, eu tentei.

Jenny Faulstich
(15/02/2012)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Boa noite!

Hoje meu consolo foi achar
que em meio a relâmpagos e trovões,
a Lua apareceu só para me dizer "boa noite"!
O céu se desfez e nessa cansativa noite, não choveu!

Jenny Faulstich
(09/02/2012)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desamor

Uma palavra esquecida
outra mal entendida
e um medo violento
não se mantém mais em segredo.
Uma dedicação inútil
esperança interrompida
malícia de menina
antecipam uma despedida.

Jenny Faulstich
(26/01/2012)

Inalcançável

Meu pensamento atravessa cidades
e lhe traz tão perto
que quase posso lhe tocar.
Hoje o céu está tão lindo
e você tão perto
que quase posso lhe abraçar.

Pensar em você é como respirar
mas você respira outro pensamento
e este sim, leva-lhe para tão longe
onde não posso alcançar.

Não posso tocar seu coração,
seu ar, sua canção,
longe de mim seus pensamentos
dentro de mim, ingratos lamentos.

Jenny Faulstich
(26/01/2012)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Visconde de Mauá

Hoje eu queria compor uma canção
uma canção de paz, felicidade
com toda simplicidade da terra
e a força de um coração,
a força de um sorriso...
Isso!! Uma canção de sorrisos,
abraços, flores, amigos e suspiros...
E a canção iria se chamar:
A alegria de Visconde de Mauá!

Jenny Faulstich
(17/01/2012)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pós chuva da meia noite

Quando se perde o sentido
dispersa e chora
não há limites para a tristeza
respira e entenda
que o mundo dá voltas
relaxe e espere
não há limites para esperança
levante e avance
e tudo mais revigora.

Jenny Faulstich
(13/01/2012)

Color teardrop II




Jenny Faulstich
(27/09/2009)

Inexistência

Enquanto todos dormem, eu inexisto.
Entre os sonhos eu me reservo
a triste realidade de planos infundados
e "adormeço digerindo a dor"
de laços desamarrados
e tropeços pelo caminho.

Jenny Faulstich
(11/01/2012)

Morta-Viva (2008)

Velhas traças

Há demônios na minha cajuada!
Sentimentos cultivados in vitro
e polêmicas amordaçadas!
Não tente entender!
Nem todo julgamento é justo
e a generalização é burra.
A loucura tarda mas não falha,
e numa cegueira muda,
lá estou eu novamente
com as velhas traças...

Jenny Faulstich
(13/01/2012)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Praga de ano novo

Vou olhar sempre no fundo dos seus olhos
ao conversarmos sobre qualquer assunto.
Vou questionar, argumentar,
discordar, concordar, aprender,
vou entender e surpreender você.
Não farei diferença
enquanto estiver ao seu lado,
mas quando eu não estiver,
você vai sentir a minha falta.
Mesmo fugindo aos meus olhos,
mesmo não me entendendo,
mesmo me surpreendendo,
argumentando, aprendendo,
concordando ou discordando,
você vai se questionar
por quê eu talvez tenha mudado.
Em nada eu terei mudado,
mas quem sabe você, sem querer,
tenha me abandonado...

Jenny Faulstich
(02/01/2012)