(Sintra, 30/07/2018)
domingo, 26 de julho de 2020
domingo, 24 de maio de 2020
Quarentena eterna
Nunca mais tudo o que já vivemos será parecido.
As lembranças que temos, nunca mais serão parecidas.
Os amigos não serão os mesmos, já não são.
Os costumes também não.
A decepção com atitudes alheias, imensurável.
O egoísmo gritante e horripilante, desnortea.
A vontade de fugir só aumenta.
Atualmente fugir se equipara a ficar em casa.
Fugir nunca foi tão digno!
Ficar isolado consigo mesmo.
Fugir do mundo e mergulhar no seu próprio.
Aceitar que toda a sociedade está doente.
Cansar-se demasiadamente de se preocupar
Com quem pouco está se lixando para os outros.
A quarentena está para o resto de muitas vidas.
Algumas que até já se foram...
O luto seletivo é um dejavu.
De tantas tragédias da humanidade,
A mais humilhante é não se importar.
Jenny Faulstich (Resende, 24/05/2020)
sábado, 18 de abril de 2020
quarta-feira, 15 de abril de 2020
terça-feira, 14 de abril de 2020
#TBT de flor...
#TBT de flor,
de mato,
de cara lavada,
de Visconde de Mauá,
partiu fugir pra lá???
Jenny Faulstich
(Visconde de Mauá, 19/03/2020) foto celular
domingo, 12 de abril de 2020
"Florescer na dor"
A beleza e o horror de lidar com o desconhecido:
incerto, porém previsível,
temido e esperançoso,
também teimoso feito um idoso,
que não fica em casa
e quando fica, deprime!
Essa profunda tristeza desencanta.
Procurar o sentido de tudo
é um inútil desafio!
O mundo inteiro afetado
enquanto eu brigo, choro, durmo ou sorrio
assistindo tamanha dor que germina,
prolifera e também extermina feito pragas,
certo tipo de vida que escancara
ganância, vaidade e egoísmo.
Jenny Faulstich
(Resende, 30/03/2020)
sábado, 11 de abril de 2020
sexta-feira, 10 de abril de 2020
4:46
Fecho os olhos e fico impressionada
com a imagem do cadáver
do filme da madrugada,
ficção e uma apocalíptica realidade.
Começo a lembrar de outros filmes,
repito orações pedindo um sono suficiente.
Ouço bater o portão,
uma criatura indo buscar o fim lá fora.
O toque de recolher da porta pra dentro
não faz quarentena do pensamento,
uma loucura instaurada,
massivamente, sem hora marcada.
Jenny Faulstich
(Resende, 02/04/2020)
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Foi-se
domingo, 22 de março de 2020
sexta-feira, 20 de março de 2020
quinta-feira, 19 de março de 2020
quarta-feira, 18 de março de 2020
terça-feira, 17 de março de 2020
segunda-feira, 16 de março de 2020
domingo, 15 de março de 2020
sábado, 14 de março de 2020
731 dias sem ela
2 anos, 731 dias,
sem justiça,
sem resposta,
sem ela,
a voz da favela,
do pobre oprimido
com tanta mazela,
desrespeito, fome
de comida, de vida,
dignidade, já esquecida!
731 dias sem ela,
que tanto lutava,
se fazia presente,
Marielle, presente!
sábado, 29 de fevereiro de 2020
Caminho de flores
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Eclipse na aldeia
Eclipse da lua, farol da aldeia,
rosas majestosas beirando ruas de pedra
abraçam alianças e riscam sombras,
desenhos de luz feitos para amantes.
Jenny Faulstich
(Nespereira, 27/07/2018)
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
Samba no guardanapo (22)
tudo que se precisa é
ouvir, cantar, dançar,
reparar os sorrisos,
bater palmas e
deixar de prestar atenção
só na própria vida,
sabe lá o que vem além dela.
"A gente precisa ir embora".
Às vezes estamos nos preocupando demais.
"Não se abater",
olhar o outro,
procurar um guardanapo,
uma caneta emprestada,
batucar uma latinha
e ver que toda tristeza que se tinha,
ficou de lado,
um pouquinho,
passo a passo.
Jenny Faulstich
(Resende, 2019)
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Sucumbi de novo
me fere, desmotiva, desestabiliza!
Parece um chute, um soco,
na cara, na alma, no entorno!
Jenny Faulstich
(Resende, 02/02/2020)























