Para sorte minha,
existe a poesia na minha vida
e sempre que eu esboço fraquejar,
ela me toca e me faz recomeçar...
Jenny Faulstich
(13/09/2010)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Entre o perdoar e o esquecer
Sua voz, seu riso, seus abraços.
Não recordo mais tão bem dos seus traços.
Sigo o meu caminho demais solitário
sem carinho, sem conforto, nenhum relicário.
Entre o perdoar e o esquecer,
na dúvida, sem dúvida,
o esquecimento proceder
naturalmente...
Quem é você?
Jenny Faulstich
(01/07/2010)
Não recordo mais tão bem dos seus traços.
Sigo o meu caminho demais solitário
sem carinho, sem conforto, nenhum relicário.
Entre o perdoar e o esquecer,
na dúvida, sem dúvida,
o esquecimento proceder
naturalmente...
Quem é você?
Jenny Faulstich
(01/07/2010)
sábado, 26 de junho de 2010
Forte mesmo que tardia
Forte mesmo que tardia
a emoção, reflexão
da essência da vida,
poesia, autarcia.
Jenny Faulstich
(26/06/2010)
a emoção, reflexão
da essência da vida,
poesia, autarcia.
Jenny Faulstich
(26/06/2010)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
12 graus
3 horas eternas.
Cálculos necessários desnecessários.
Na falta, uma esperança.
Na esperança uma caneta salta.
E nesse inverno severo poético,
sopa, fotos, versos libertos,
12 solitários graus
de sonhos sonhados
jogados pela janela.
Jenny Faulstich
(14/06/2010)
Cálculos necessários desnecessários.
Na falta, uma esperança.
Na esperança uma caneta salta.
E nesse inverno severo poético,
sopa, fotos, versos libertos,
12 solitários graus
de sonhos sonhados
jogados pela janela.
Jenny Faulstich
(14/06/2010)
Fria
Fria.
Qualquer palavra soa poética.
Madrugada adentro
me mantenho acordada.
Fria. Poeta abandonada.
Jenny Faulstich
(06/06/2010)
Qualquer palavra soa poética.
Madrugada adentro
me mantenho acordada.
Fria. Poeta abandonada.
Jenny Faulstich
(06/06/2010)
Meio amargo
Meio amargo
submisso,
pra mim diz não,
chá de sumiço,
faz-me pedir perdão...
Ele na geladeira
e eu pelo chão.
Jenny Faulstich
(30/05/2010)
submisso,
pra mim diz não,
chá de sumiço,
faz-me pedir perdão...
Ele na geladeira
e eu pelo chão.
Jenny Faulstich
(30/05/2010)
Inverno severo
O inverno que açoita a pele.
Um ronco, um abandono desatino.
O frio, arrepio
que dói nos ossos
e que dói na alma.
Adormeço coagindo o esquecimento.
E a poesia.
Jenny Faulstich
(30/05/2010)
Um ronco, um abandono desatino.
O frio, arrepio
que dói nos ossos
e que dói na alma.
Adormeço coagindo o esquecimento.
E a poesia.
Jenny Faulstich
(30/05/2010)
sábado, 29 de maio de 2010
Lanterna lua e afins...
Lanterna lua
um coração partido
passos passados abandonados.
Jenny Faulstich
(29/05/2010)
um coração partido
passos passados abandonados.
Jenny Faulstich
(29/05/2010)
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Despisto, finjo...
Despisto, finjo
que vou lá,
reviro, me visto
nego qualquer máscara,
escondo, inexisto,
não me encontro mais
ninguém procura
ninguém acha
e não quero voltar atrás,
despisto, finjo
que vou lá
e fico.
Jenny Faulstich
(23/04/2010)
que vou lá,
reviro, me visto
nego qualquer máscara,
escondo, inexisto,
não me encontro mais
ninguém procura
ninguém acha
e não quero voltar atrás,
despisto, finjo
que vou lá
e fico.
Jenny Faulstich
(23/04/2010)
terça-feira, 20 de abril de 2010
Um momento sem sentindo
Um momento sem sentindo
admirando as lápides de Leminski
refletindo que realmente o amor não acaba
e me esforçando para que o meu se torne rima
nem que seja pobre, mas que seja condizente
e não termine...
Jenny Faulstich
(30/03/2010)
admirando as lápides de Leminski
refletindo que realmente o amor não acaba
e me esforçando para que o meu se torne rima
nem que seja pobre, mas que seja condizente
e não termine...
Jenny Faulstich
(30/03/2010)
Culpa estranha
Palavras secas no papel
Uma música triste
Um comentário invejado
Oculto minha voz
Numa culpa injusta
Por querer o que posso ter
Sem nada dever
Sem mal algum fazer.
Culpa estranha essa
de fazer bem não só pra mim.
Culpada por poder ser feliz.
Jenny Faulstich
(20/04/2010)
Uma música triste
Um comentário invejado
Oculto minha voz
Numa culpa injusta
Por querer o que posso ter
Sem nada dever
Sem mal algum fazer.
Culpa estranha essa
de fazer bem não só pra mim.
Culpada por poder ser feliz.
Jenny Faulstich
(20/04/2010)
segunda-feira, 29 de março de 2010
Suor alaranjado
Suor alaranjado entre meus dedos
recordo do alto ao baixo desta última noite
de poucos abraços e muitos pudores.
Resumo a lábios inchados de um choro soluçado
sem dor, sem amor, puro instinto
de livrar a alma da sensação da morte do corpo.
Frustração amanhecer de ressaca e ver que nada mudou,
viva, e o que seria interpretado como raiva
era apenas uma imensa e irremediável tristeza.
Irônica, laranja, uma suposta tinta vermelha no cabelo,
revolta, laranja, um arranhão deixado em alguma costela,
cansada, laranja, desistente, sem dor na consciência.
Jenny Faulstich
(29/03/2010)
recordo do alto ao baixo desta última noite
de poucos abraços e muitos pudores.
Resumo a lábios inchados de um choro soluçado
sem dor, sem amor, puro instinto
de livrar a alma da sensação da morte do corpo.
Frustração amanhecer de ressaca e ver que nada mudou,
viva, e o que seria interpretado como raiva
era apenas uma imensa e irremediável tristeza.
Irônica, laranja, uma suposta tinta vermelha no cabelo,
revolta, laranja, um arranhão deixado em alguma costela,
cansada, laranja, desistente, sem dor na consciência.
Jenny Faulstich
(29/03/2010)
Implosão
Focaram destruir minha ternura
com inveja pura, injúria,
ressuscitaram uma tristeza esquecida
pobres almas doentes sem coração
desisto de ser para ter paz,
implosão detonada por animais.
Jenny Faulstich
(29/03/2010)
com inveja pura, injúria,
ressuscitaram uma tristeza esquecida
pobres almas doentes sem coração
desisto de ser para ter paz,
implosão detonada por animais.
Jenny Faulstich
(29/03/2010)
sábado, 13 de março de 2010
Obtuário
Diz a lenda
que eu morri de tristeza
sem seda, sem renda,
um coração na pobreza.
Jenny Faulstich
(13/01/2010)
que eu morri de tristeza
sem seda, sem renda,
um coração na pobreza.
Jenny Faulstich
(13/01/2010)
domingo, 7 de março de 2010
Dor da existência
Poesia para tentar
Amenizar a dor
Que não tem cura
A dor de existir
De pensar, de sentir
Por hora, nem sei mais.
Jenny Faulstich
(07/03/2010)
Amenizar a dor
Que não tem cura
A dor de existir
De pensar, de sentir
Por hora, nem sei mais.
Jenny Faulstich
(07/03/2010)
sábado, 6 de março de 2010
Naufrágio
Tragédia a vista
Tempestade indireta que me afeta
Psico doença que contamina
De repente me vejo vítima
De outros ventos que não os meus
Ninguém acredita
Imploro a saída
Antes do sufoco da entrega
E como ninguém ouve meu socorro
Desdém ao meu auxílio
Digo que nado, nado e morro
A beira de um copo d'água
Arrastada por um nó alheio no pescoço.
Jenny Faulstich
(06/03/2010)
Tempestade indireta que me afeta
Psico doença que contamina
De repente me vejo vítima
De outros ventos que não os meus
Ninguém acredita
Imploro a saída
Antes do sufoco da entrega
E como ninguém ouve meu socorro
Desdém ao meu auxílio
Digo que nado, nado e morro
A beira de um copo d'água
Arrastada por um nó alheio no pescoço.
Jenny Faulstich
(06/03/2010)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
T.Poética.M.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Cortante
A saudade
intolerante
pensamento
constante
veneno
sufocante
minha paz à prova
para lhe ter comigo
um abraço desejado
alguns dias apenas
a solidão me condena
às lembranças do passado
Jenny Faulstich
(20/02/2010)
intolerante
pensamento
constante
veneno
sufocante
minha paz à prova
para lhe ter comigo
um abraço desejado
alguns dias apenas
a solidão me condena
às lembranças do passado
Jenny Faulstich
(20/02/2010)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
In guerra
Desconhecida é a influência
da nossa própria inocência.
Subestimada também a inteligência
por nós mesmos causando imprudência.
Conseqüentemente temos a prepotência.
Desconhecida é a preponderância
da nossa própria ignorância.
Subestimada também a angústia
por nós mesmos disfarçada em luxúria.
Conseqüentemente temos a discordância.
Desconhecida é a aversão
da nossa própria indignação.
Subestimada também a consciência
por nós mesmos impedida pela indolência.
Conseqüentemente in guerra com nossa carência.
Jenny Faulstich
(2005)
da nossa própria inocência.
Subestimada também a inteligência
por nós mesmos causando imprudência.
Conseqüentemente temos a prepotência.
Desconhecida é a preponderância
da nossa própria ignorância.
Subestimada também a angústia
por nós mesmos disfarçada em luxúria.
Conseqüentemente temos a discordância.
Desconhecida é a aversão
da nossa própria indignação.
Subestimada também a consciência
por nós mesmos impedida pela indolência.
Conseqüentemente in guerra com nossa carência.
Jenny Faulstich
(2005)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Cú e poesia
Terna, romântica, serena,
bruta, forte, sem esperança,
baixa auto-estima e inconstância,
mas não tenho sangue de barata
nem me vendo por pirraça!
Não há quem ouse pessoalmente me chamar duas caras,
porque sabem que não terão outra cara para dar a outra face.
Querem comer o rabo da santa musa sereia alheia ciumenta
e matar os manés dragões livres como prova de amor.
Tomar no cú seja quem for, ela, e
o covarde doente que diz morrer de amor.
Jenny Faulstich
(01/02/2010)
bruta, forte, sem esperança,
baixa auto-estima e inconstância,
mas não tenho sangue de barata
nem me vendo por pirraça!
Não há quem ouse pessoalmente me chamar duas caras,
porque sabem que não terão outra cara para dar a outra face.
Querem comer o rabo da santa musa sereia alheia ciumenta
e matar os manés dragões livres como prova de amor.
Tomar no cú seja quem for, ela, e
o covarde doente que diz morrer de amor.
Jenny Faulstich
(01/02/2010)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Eu não sou ruim assim...
Eu não sou ruim assim.
Não é possível que seja.
Lamento lhe decepcionar.
Não sou tão ruim assim.
Não esperasse de mim
o que eu não poderia lhe dar,
atenção, bom humor constante,
sou humana, também hei de chorar,
irritar, argumentar,
perdoar ou não perdoar,
dormir e acordar...
Jenny Faulstich
(13/01/2010)
Não é possível que seja.
Lamento lhe decepcionar.
Não sou tão ruim assim.
Não esperasse de mim
o que eu não poderia lhe dar,
atenção, bom humor constante,
sou humana, também hei de chorar,
irritar, argumentar,
perdoar ou não perdoar,
dormir e acordar...
Jenny Faulstich
(13/01/2010)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Insinuações
Você pelo menos conhece uma forma,
eu não tenho pra onde correr.
Do que não faço,
você cria histórias
e eu só queria estar com você.
Mas parece que prefere não estar,
me empurra constante
em direção ao que imagina
e cá estou de novo sozinha a sofrer.
Esse tipo de versos que gostaria que eu trocasse?
Agora estão aí, fique a vontade!
Jenny Faulstich
13/01/2010
eu não tenho pra onde correr.
Do que não faço,
você cria histórias
e eu só queria estar com você.
Mas parece que prefere não estar,
me empurra constante
em direção ao que imagina
e cá estou de novo sozinha a sofrer.
Esse tipo de versos que gostaria que eu trocasse?
Agora estão aí, fique a vontade!
Jenny Faulstich
13/01/2010
Coração de Pedra IX (Monstra)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Fotografia
Imagem que nada diz
ilusão adquirida
quando se imagina
o que por ela seria dita.
Jenny Faulstich
(05/10/2008)
ilusão adquirida
quando se imagina
o que por ela seria dita.
Jenny Faulstich
(05/10/2008)
Composição
Arte azul
compondo um painel
de vozes ecoando
em movimentos insensatos
harmonia que independe
lógica, prosa ou cordel
desenrola tão clara
ao som de um pincel
felicidade sem igual
confundindo a realidade
nada melhor
do que sentir arte!
Jenny Faulstich
(26/05/2009)
compondo um painel
de vozes ecoando
em movimentos insensatos
harmonia que independe
lógica, prosa ou cordel
desenrola tão clara
ao som de um pincel
felicidade sem igual
confundindo a realidade
nada melhor
do que sentir arte!
Jenny Faulstich
(26/05/2009)
Uma chance de falar
Você diz adeus e sai.
A chuva chega violenta
e diz muito mais
do que eu humildemente gostaria.
E o que eu tenho pra falar
fica pelo vazio a me silenciar.
Sem uma chance de falar
caio feito a chuva
que há de lavar
pobres almas que não sabem amar.
Jenny Faulstich
(12/01/2010)
A chuva chega violenta
e diz muito mais
do que eu humildemente gostaria.
E o que eu tenho pra falar
fica pelo vazio a me silenciar.
Sem uma chance de falar
caio feito a chuva
que há de lavar
pobres almas que não sabem amar.
Jenny Faulstich
(12/01/2010)
Antes que eu enlouqueça
Antes que eu enlouqueça
relato uma ausência,
como ouso não amar
com tão pouco tempo
nessa vida a delirar.
Ingrato castigo
do oposto espelhar,
a luz que vai
há de voltar.
Jenny Faulstich
(26/05/2009)
relato uma ausência,
como ouso não amar
com tão pouco tempo
nessa vida a delirar.
Ingrato castigo
do oposto espelhar,
a luz que vai
há de voltar.
Jenny Faulstich
(26/05/2009)
domingo, 3 de janeiro de 2010
Malditas regras
Prazo para sentir...
Intensidade?! Medidas?!
Prazo para sorrir,
para chorar, afastar,
prazo até para morrer!
Negar culpas, fracassos.
Admitir que não somos um quadro, estático,
não temos roteiro, fato.
Somos sentimentos e atos,
não há regras, não há cálculos,
a não ser seguir e deixar a vida,
tudo vale cada ferida,
as situações desconhecidas,
as palavras compreendidas.
Generalize o mundo, a vida,
e aí estará, um ser egoísta.
Jenny Faulstich
(03/01/2010)
Intensidade?! Medidas?!
Prazo para sorrir,
para chorar, afastar,
prazo até para morrer!
Negar culpas, fracassos.
Admitir que não somos um quadro, estático,
não temos roteiro, fato.
Somos sentimentos e atos,
não há regras, não há cálculos,
a não ser seguir e deixar a vida,
tudo vale cada ferida,
as situações desconhecidas,
as palavras compreendidas.
Generalize o mundo, a vida,
e aí estará, um ser egoísta.
Jenny Faulstich
(03/01/2010)
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Quando quero um descanso...
Rasgando o coração,
como quem rasga uma carta que nunca chegou...
Sigo amarga, medrosa,
repleta de um carinho que sofre...
A cada melhora
uma nova desgraça me aguarda...
No meio da noite me decomponho
e amanheço num sorriso
como se fosse uma obrigação...
E eu queria apenas um descanso,
minha aventura mais perturbadora.
Jenny Faulstich
(20/10/2009)
como quem rasga uma carta que nunca chegou...
Sigo amarga, medrosa,
repleta de um carinho que sofre...
A cada melhora
uma nova desgraça me aguarda...
No meio da noite me decomponho
e amanheço num sorriso
como se fosse uma obrigação...
E eu queria apenas um descanso,
minha aventura mais perturbadora.
Jenny Faulstich
(20/10/2009)
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