quinta-feira, 28 de abril de 2016

Mais uma vez só

Mais uma vez só.
Escolheram que eu ficasse assim.
O que eu escolhi não importou.
O quanto amei não importou.

Jenny Faulstich
(26/01/2016)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Promessas disfarçadas (Terrorista)

Um símbolo da maldade no mundo!
A esperança de quem morreu de fome!
A revolta por sofrer tanto por alguém que só me fez chorar
Mas tanto faz a otária que o demônio jurou amar.

Jenny Faulstich
(23/12/2015)

Mais um ano ruim que acaba

To chata, to triste, to decepcionada,
é mais um ano ruim que acaba.
To cansada, desestruturada,
uma aflita mal amada.
Uma besta, fadada a angústia,
inspirada ao sofrimento,
desejo de uma morte em segredo,
vítima de uma alma desgraçada.

Jenny Faulstich
(22/12/2015)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Prece de um coração infeliz

Noite fria, inverno de minh'alma,
se acalme.
Não escute o ser repugnante
que grita e humilha,
se recuse.
Lágrimas que se fazem chuva,
temporal de lamentos ensurdecedores,
que cesse.
A última esperança jaz num conflito
de amores já cantados,
que descanse.
Tão sofrido este pobre coração enganado,
desesperado, entristecido e arrependido,
que se perdoe.

Jenny Faulstich
(17/06/2015)

Tristeza, fome e solidão

Borboletas na barriga
não sei se é fome ou agonia,
da dúvida, lágrimas rolam
e só me alimento de memórias.

Jenny Faulstich
(24/10/2015)

Caixa de pregos

De novo sofrendo e sendo infeliz,
de novo batendo e rebatendo na caixa de pregos,
polimento necessário e dolorido da vida,
porque meu coração existe, sente e resiste.

Jenny Faulstich
(01/05/2015)

Desejo todas as noites

Desejo que você sinta frio,
que tenha muitos pesadelos
e que se tornem realidade.

Jenny Faulstich
(05/08/2015)

Furacão Thiago

O vendaval vem chegando novamente
destruindo corações desavisados e avisados também
porque o mal não tem limite,
não sente culpa, nem se arrepende.

Jenny Faulstich
(26/09/2015)

Lua de sangue

Lua de sangue
lágrimas que gritam
um desespero que sufoca
sombra de um amor escondido
uma dor, um martírio,
a vida na penumbra
de um desejo proibido.

Jenny Faulstich
(30/09/2015)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Cadente

Caçando estrelas cadentes
Caçando pedidos ausentes
Enquanto o desejo é cadente
E a paz ausente.

Jenny Faulstich
(14/08/2015)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O que fazer com as palavras?

O que fazer com as palavras?
Elas vêm sufocantes implorando liberdade
mas são ruins, terríveis, já estão condenadas.
Representantes dos piores sentimentos,
amarguradas, tristes, desenganadas.
O que fazer com as palavras?
De um coração desolado, choroso,
tão dedicado e dolorosamente fracassado.
Se desfaz em lágrimas, revolta e fragilidade
que nunca mais irá confiar ou amar de verdade.

Jenny Faulstich
(31/08/2015)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Dedicatória

A você dedico a minha pior e melhor fase... poética...
São tantas mágoas e agonias e tão bem preparadas
que quase faltam palavras para esse tempo que não passa!

Jenny Faulstich
(05/08/2015)

Alta periculosidade

Não adianta mais me ameaçar
sobre coisas que eu poderia contar.
Quando não se quer que uma bomba exploda,
basta não armar.

Jenny Faulstich
(05/08/2015)

Golpe do baú furado

Sinto muito
por você ter encontrado
somente amor.

Jenny Faulstich
(04/08/2015)

Anti desgraçado

Anti inflamatórios e anti depressivos
Chá calmante para aquecer o coração
Medicação só não há para mau caráter
Que engana, invade e destrói lares.



Jenny Faulstich
(05/08/2015) foto celular


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Tormenta

Queria tanto ficar aqui deitada
não fazer nem pensar em nada
esperar o mau tempo passar
e levar toda dor embora.
A tristeza e a revolta me dominam
me fazem péssima companhia
e a pior das ouvintes.

Queria poder dormir um sono tranquilo
sem as pálpebras tão inchadas
por chorar toda santa noite,
apesar que também choro todo santo dia.

Queria que fosse proibido
que entrassem na vida da gente
só para fazerem e deixarem estrago.

Não deixam a mentira do lado de fora
e ela sempre aparece, brota, se faz a mostra
e tudo que foi erguido
na esperança de um amor se esvai.

Confiança é como uma folha de papel,
amasse e rasgue e ela nunca mais será como antes.

Achei que tivessem me resgatado da solidão
e recebi tanta coisa pior,
que saudades já sinto do que me fazia falta.

"Senhor, livrai-nos do mal!"
Porque o mal envolve, ilude,
conquista, tem brilho no olhar, abraço gostoso
e mente, mente, mente muito,
destrói, aterroriza, inferniza a vida,
e um coração não aguenta tanta tormenta.

Jenny Faulstich
(22/07/2015)

Cacos

Tanta decepção, sensação infindável
de um fracasso que deprime e desorienta,
mais do que um poema triste,
uma convivência que destrói a alma aos poucos,
que vai aniquilando cada nova esperança
e o que resta é somente isso: alguns cacos e eu.

Jenny Faulstich
(22/07/2015)

Eis que chega o momento

E eis que chega o momento tão esperado
em que você tem a certeza de que será melhor
e é o que vai lhe fazer sentir melhor.
Mas ainda sim também lhe faz triste ao mesmo tempo
porque realmente gostaria que fosse diferente
e que todo esforço foi em vão,
um desperdício, uma injustiça, um fracasso.

Jenny Faulstich
(12/07/2015)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Nunca nem deveria

Você foi cruel do início ao fim.
Desde o início que eu permiti
e do fim que não deveria existir.

Nunca nem deveria ter existido início.

Jenny Faulstich
(07/06/2015)

Foto e fato

Já não faço mais parte da foto,
ou nunca fiz de fato.
O respeito nunca houve de fato
e o sorriso, era só na foto.

Jenny Faulstich
(26/07/2015)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Dúvida eterna

Fico todo o tempo tentando definir o motivo da minha agonia.
Por vezes tudo parece tão claro, tão objetivo,
mas tudo que aparenta, sem avisar, definha e despenca.

Jenny Faulstich
(12/07/2014)

Aquele momento

Aquele momento em que o corpo
pede um sono, pede um sonho
e a mente desperta impede qualquer reação
que enalteça uma paz mesmo que simbólica ou temporária
e aprisiona o ser por completo numa redoma
de pensamentos gladiadores e cruéis.
Nesse momento em que todos os fantasmas presentes
interrompem qualquer tentativa de oração
ou reflexão ou perdão ou redenção
e estas incompletas imperfeitas incompreendidas
se perdem num caminho árduo e áspero
tão quanto as palavras já pronunciadas, doloridas,
talvez arrependidas, não se sabe.
Nesse momento então, recorro às canções de ninar.

Jenny Faulstich
(17/06/2014)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Difícil dormir

Difícil dormir
quando uma maldição assombra
o coração, a vida, a alma,
assombra todas as lembranças,
desejos e esperanças.

Jenny Faulstich
(02/01/2014)

Caminho das sombras

O homem mal,
obcecado em trilhar o caminho onde não há luz
transforma todo coração que toca
num abismo sem volta
em que a esperança não mais se renova.

Jenny Faulstich
(04/05/2014)

Destruidor de sonhos

Chegou até mim um aviso,
de que valor e amor seriam me dados.
Acreditei, esperei e aceitei a boa nova,
sem saber o alto preço cobrado
em tristezas, discórdias,
mentiras ilusórias,
terríveis e contraditórias.
Um maldito, falso, um viciado
em causar mágoas,
destruir sonhos,
afundar fortalezas,
fazer desmoronar qualquer certeza.

Jenny Faulstich
(04/05/2014)

Mentira tirana

A agonia me consome
e me castiga tanto
que eu não conseguiria
agir igual ou parecido.
A mentira reina no meu lar, tirana,
não dá chance para perdoar.
Deixa esse sabor tão amargoso
remoendo junto com sangue na boca,
na alma e num gozo que nunca foi meu.
Desgraçado amoroso,
que só ama por remorso
por tudo que aconteceu.

Jenny Faulstich
(29/04/2014)

Quando tudo vai bem

Gosto quando chove.
Não gosto quando choro,
e tudo se confunde com a tempestade.
Quando tudo vai bem
e uma distração aparece,
afundo, afogo, me apavoro.

Jenny Faulstich
(21/03/2014)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Cebolas

A paz que vai
e só ficam cebolas na geladeira.
Corto o coração
e só sinto o cheiro da cerveja.
O que necessita de atenção
fica para outra encarnação.

Jenny Faulstich
(20/03/2014)

Haja paci

Há esperança,
haja paciência,
havia esperança.

Jenny Faulstich
(20/03/2014)

Não acredito mais em você

Não acredito mais em você!
Nem mesmo em mim...
Não existo mais em mim!
Como um taça quebrada
ou uma luz apagada
que o tempo faz esquecimento.
Folha de papel amassada,
não sou mais capaz... de nada!

Jenny Faulstich
(20/03/2014)