quinta-feira, 28 de abril de 2016

Quando a onda passa

Poesia, minha única companhia,
brota, nasce, manifesta solitária e fria.
Despe-se de um beijo afoito,
um momento de embriguez...
E quando a onda passa,
a dor retorna outra vez.

Jenny Faulstich
(06/02/2016)

Pesadelo garantido

A tristeza se estende por mais de uma noite.
O choro não cessa como deveria pela manhã.
E amanhã o pesadelo está de novo garantido.
Enquanto sofro, o demônio está sorrindo.

Jenny Faulstich
(15/03/2016)

Homeopática despedida

Minando a vida
Gota a gota
Segundo a segundo
Durante dias.

Jenny Faulstich
(10/02/2016)

Sou pra quem...

Na boa?!
Sou sim interessante!
Sou pra quem gosta de arte,
pra quem gosta de tato, de sabor,
pra quem gosta de rir e sentir.
Não combino com gente sem graça,
gente de mentira, que causa dor,
porque meus limites são asas de justiça,
verdade, carinho e amor!

Jenny Faulstich
(20/03/2016)

Que sede...

Que sede! Ou fome...
de uma novidade,
uma feliz paisagem,
em que eu possa voltar
numa fase light,
curtir uma brisa da vida,
uma paz sem medos,
um carinho, um aconchego,
um vinho, um contato...
Que sede! Que fome!

Jenny Faulstich
(28/04/2016)

Praga de ano novo II

As primeiras palavras do ano foram de maldição
Não uma maldição qualquer
A maldição para um ser mais do que maldito
Para um maldito desgraçado que causa tanta dor
Uma praga de ano novo
Para um vida inteira sem amor.

Jenny Faulstich
(01/01/2016)

Larguei tudo, fugi

Larguei tudo, fugi,
vim chorar em Paraty,
vim implorar a Santa Rita
que interceda e que eu reflita
que para livrar das causas impossíveis
não tenho poder, mas posso pedir.

Jenny Faulstich
(30/12/2015)

Como se engana fácil

Como se engana fácil
o coração da gente.
Ilude, sofre tudo de novo,
parece que depende,
de um apelo, uma luz, um horizonte,
um sorriso que aponte o sol,
porque o coração não cabe em si,
busca sempre adiante seguir...

Jenny Faulstich
(20/04/2016)

Brisa do Mar

Coloco no papel
o que eu quero tirar do coração.
Preciso de novos ares,
novos poemas,
novos rumos,
novas canções...



Jenny Faulstich
(29/12/2015)

Santíssima, Trindade

A dor fica na areia!
O eterno é agora, é aqui!
O resquício que sobra
é a certeza na memória
de tudo que muda,
toda hora.

Jenny Faulstich
(27/12/2015)

Nova promessa

A felicidade proposta de outrora
mergulhou numa surpresa troca
e tudo que eu esperava ontem ou pra já
quem manda agora é Iemanjá!

Jenny Faulstich
(27/12/2015)

Lágrimas na areia

Lágrimas na areia,
tristeza no olhar,
cansaço da alma
por tanto amar,
tanto odiar,
não ser capaz de perdoar...
Mais lágrimas do que areia na praia.

Jenny Faulstich
(29/12/2015)

Te odeio por isso

Te odeio por ter feito eu chorar demais
Te odeio por não querer estar comigo
Te odeio porque estou só e triste
Te odeio porque me fez só e triste
Te odeio por ficar tão melhor sem estar comigo
Te odeio por ter feito eu te amar tanto sem ter a mesma intenção.

Jenny Faulstich
(29/12/2015)

Mais uma vez só

Mais uma vez só.
Escolheram que eu ficasse assim.
O que eu escolhi não importou.
O quanto amei não importou.

Jenny Faulstich
(26/01/2016)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Promessas disfarçadas (Terrorista)

Um símbolo da maldade no mundo!
A esperança de quem morreu de fome!
A revolta por sofrer tanto por alguém que só me fez chorar
Mas tanto faz a otária que o demônio jurou amar.

Jenny Faulstich
(23/12/2015)

Mais um ano ruim que acaba

To chata, to triste, to decepcionada,
é mais um ano ruim que acaba.
To cansada, desestruturada,
uma aflita mal amada.
Uma besta, fadada a angústia,
inspirada ao sofrimento,
desejo de uma morte em segredo,
vítima de uma alma desgraçada.

Jenny Faulstich
(22/12/2015)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Prece de um coração infeliz

Noite fria, inverno de minh'alma,
se acalme.
Não escute o ser repugnante
que grita e humilha,
se recuse.
Lágrimas que se fazem chuva,
temporal de lamentos ensurdecedores,
que cesse.
A última esperança jaz num conflito
de amores já cantados,
que descanse.
Tão sofrido este pobre coração enganado,
desesperado, entristecido e arrependido,
que se perdoe.

Jenny Faulstich
(17/06/2015)

Tristeza, fome e solidão

Borboletas na barriga
não sei se é fome ou agonia,
da dúvida, lágrimas rolam
e só me alimento de memórias.

Jenny Faulstich
(24/10/2015)

Caixa de pregos

De novo sofrendo e sendo infeliz,
de novo batendo e rebatendo na caixa de pregos,
polimento necessário e dolorido da vida,
porque meu coração existe, sente e resiste.

Jenny Faulstich
(01/05/2015)

Desejo todas as noites

Desejo que você sinta frio,
que tenha muitos pesadelos
e que se tornem realidade.

Jenny Faulstich
(05/08/2015)

Furacão Thiago

O vendaval vem chegando novamente
destruindo corações desavisados e avisados também
porque o mal não tem limite,
não sente culpa, nem se arrepende.

Jenny Faulstich
(26/09/2015)

Lua de sangue

Lua de sangue
lágrimas que gritam
um desespero que sufoca
sombra de um amor escondido
uma dor, um martírio,
a vida na penumbra
de um desejo proibido.

Jenny Faulstich
(30/09/2015)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Cadente

Caçando estrelas cadentes
Caçando pedidos ausentes
Enquanto o desejo é cadente
E a paz ausente.

Jenny Faulstich
(14/08/2015)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O que fazer com as palavras?

O que fazer com as palavras?
Elas vêm sufocantes implorando liberdade
mas são ruins, terríveis, já estão condenadas.
Representantes dos piores sentimentos,
amarguradas, tristes, desenganadas.
O que fazer com as palavras?
De um coração desolado, choroso,
tão dedicado e dolorosamente fracassado.
Se desfaz em lágrimas, revolta e fragilidade
que nunca mais irá confiar ou amar de verdade.

Jenny Faulstich
(31/08/2015)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Dedicatória

A você dedico a minha pior e melhor fase... poética...
São tantas mágoas e agonias e tão bem preparadas
que quase faltam palavras para esse tempo que não passa!

Jenny Faulstich
(05/08/2015)

Alta periculosidade

Não adianta mais me ameaçar
sobre coisas que eu poderia contar.
Quando não se quer que uma bomba exploda,
basta não armar.

Jenny Faulstich
(05/08/2015)

Golpe do baú furado

Sinto muito
por você ter encontrado
somente amor.

Jenny Faulstich
(04/08/2015)

Anti desgraçado

Anti inflamatórios e anti depressivos
Chá calmante para aquecer o coração
Medicação só não há para mau caráter
Que engana, invade e destrói lares.



Jenny Faulstich
(05/08/2015) foto celular


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Tormenta

Queria tanto ficar aqui deitada
não fazer nem pensar em nada
esperar o mau tempo passar
e levar toda dor embora.
A tristeza e a revolta me dominam
me fazem péssima companhia
e a pior das ouvintes.

Queria poder dormir um sono tranquilo
sem as pálpebras tão inchadas
por chorar toda santa noite,
apesar que também choro todo santo dia.

Queria que fosse proibido
que entrassem na vida da gente
só para fazerem e deixarem estrago.

Não deixam a mentira do lado de fora
e ela sempre aparece, brota, se faz a mostra
e tudo que foi erguido
na esperança de um amor se esvai.

Confiança é como uma folha de papel,
amasse e rasgue e ela nunca mais será como antes.

Achei que tivessem me resgatado da solidão
e recebi tanta coisa pior,
que saudades já sinto do que me fazia falta.

"Senhor, livrai-nos do mal!"
Porque o mal envolve, ilude,
conquista, tem brilho no olhar, abraço gostoso
e mente, mente, mente muito,
destrói, aterroriza, inferniza a vida,
e um coração não aguenta tanta tormenta.

Jenny Faulstich
(22/07/2015)

Cacos

Tanta decepção, sensação infindável
de um fracasso que deprime e desorienta,
mais do que um poema triste,
uma convivência que destrói a alma aos poucos,
que vai aniquilando cada nova esperança
e o que resta é somente isso: alguns cacos e eu.

Jenny Faulstich
(22/07/2015)