A sensatez me abandonou
nos primeiros sinais do amor.
Não há motivo para quem dá motivo
e na miséria de quem se fere
busca-se a própria vida.
Jenny Faulstich
(29/07/2013)
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Traumas
Hoje eu sei, que ainda não me recuperei
das dores, das agressões, das traições,
dos roubos, das paranóias, das obsessões,
das mentiras, dos descasos e dos amores.
Jenny Faulstich
(29/07/2013)
das dores, das agressões, das traições,
dos roubos, das paranóias, das obsessões,
das mentiras, dos descasos e dos amores.
Jenny Faulstich
(29/07/2013)
terça-feira, 2 de julho de 2013
Essa alegria que vem
Essa alegria que vem
cheia de cansaço
e cheia de esperança
vem se entender com a minha fome,
meu sono e minha insônia infame.
Meu coração quer esse amor,
precisa e já o espera,
seja como for, já era.
Jenny Faulstich
(02/07/2013)
cheia de cansaço
e cheia de esperança
vem se entender com a minha fome,
meu sono e minha insônia infame.
Meu coração quer esse amor,
precisa e já o espera,
seja como for, já era.
Jenny Faulstich
(02/07/2013)
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Fora de mim
Fora de mim,
como se uma esperança me tomasse conta,
é estranho, confuso e bom.
Bom tão sutilmente que chego a duvidar
e é uma dúvida tão kerida,
pois eu desejo essa esperança.
Quero mesmo acreditar numa mudança,
num desenvolvimento passional, poético
e principalmente possível!
Jenny Faulstich
(01/07/2013)
como se uma esperança me tomasse conta,
é estranho, confuso e bom.
Bom tão sutilmente que chego a duvidar
e é uma dúvida tão kerida,
pois eu desejo essa esperança.
Quero mesmo acreditar numa mudança,
num desenvolvimento passional, poético
e principalmente possível!
Jenny Faulstich
(01/07/2013)
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Quando a tempestade passar
Quando a tempestade passar
o que virá a me levantar?
O que poderei levar comigo
e o que eu conseguirei superar?
E o meu amor será o bastante
para ver o sol brilhar?
Não sei o que esperar de mim
nem se a tempestade vai passar.
Jenny Faulstich
(17/06/2013)
o que virá a me levantar?
O que poderei levar comigo
e o que eu conseguirei superar?
E o meu amor será o bastante
para ver o sol brilhar?
Não sei o que esperar de mim
nem se a tempestade vai passar.
Jenny Faulstich
(17/06/2013)
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Súbita carência
Li um verso tão bonito e chorei,
não havia nada de difícil,
nada de complexo, era tão simples e
tão delicado que me tocou por todos os lados
envolveu meu coração carente,
versos do tipo de quem ama a gente.
Jenny Faulstich
(03/06/2013)
não havia nada de difícil,
nada de complexo, era tão simples e
tão delicado que me tocou por todos os lados
envolveu meu coração carente,
versos do tipo de quem ama a gente.
Jenny Faulstich
(03/06/2013)
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Inibição cognitiva
Me falta inteligência, memória, equilíbrio e amor próprio!
Não posso mudar de idéia, a retardada tem que manter a opinião!
Não vou competir com troços que não tenho como impedir!
Não sei o que faço, o que penso, o que sinto, o que eu quero!
Tenho que aceitar as desculpas e fingir que não me influencia!
Posso estar certa, mas a culpa ainda assim, é minha!
Jenny Faulstich
(28/05/2013)
Não posso mudar de idéia, a retardada tem que manter a opinião!
Não vou competir com troços que não tenho como impedir!
Não sei o que faço, o que penso, o que sinto, o que eu quero!
Tenho que aceitar as desculpas e fingir que não me influencia!
Posso estar certa, mas a culpa ainda assim, é minha!
Jenny Faulstich
(28/05/2013)
terça-feira, 28 de maio de 2013
Chove em meus sonhos
Meu amor não chore,
porque hoje sei o que é o amor.
Tanto tempo equivocado
e hoje vendo o quanto na alma chove
tantos atos sem sentido,
que nunca ter admitido
só aumentou sem querer a minha crueldade.
Então não chore meu amor,
você não merece tanta dor,
a chuva um dia vai cessar
e só lhe farei feliz pela eternidade.
Jenny Faulstich
(28/05/2013)
porque hoje sei o que é o amor.
Tanto tempo equivocado
e hoje vendo o quanto na alma chove
tantos atos sem sentido,
que nunca ter admitido
só aumentou sem querer a minha crueldade.
Então não chore meu amor,
você não merece tanta dor,
a chuva um dia vai cessar
e só lhe farei feliz pela eternidade.
Jenny Faulstich
(28/05/2013)
Nunca será
O ventilador gira devagar
faz frio lá fora,
mas o ar,
pouco circula aqui dentro,
o ânimo também,
às vezes vem
e logo logo se vai.
A música toca repetida
eu digo que me faz chorar
mas não é a música
que faz deslizar as lágrimas,
e seja lá o que for,
nunca será compreendido,
e nunca estará superado.
Jenny Faulstich
(27/05/2013)
faz frio lá fora,
mas o ar,
pouco circula aqui dentro,
o ânimo também,
às vezes vem
e logo logo se vai.
A música toca repetida
eu digo que me faz chorar
mas não é a música
que faz deslizar as lágrimas,
e seja lá o que for,
nunca será compreendido,
e nunca estará superado.
Jenny Faulstich
(27/05/2013)
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ando nas nuvens
Ando nas nuvens...
de tempestades prontas para descarregar ao chão
e ora estou acima e ora estou no meio delas
somando toda essa energia que quase explode no meu coração
e tudo que eu queria era um pouco de compaixão,
respeito, carinho, consideração e quem sabe amor.
Jenny Faulstich
(23/05/2013)
de tempestades prontas para descarregar ao chão
e ora estou acima e ora estou no meio delas
somando toda essa energia que quase explode no meu coração
e tudo que eu queria era um pouco de compaixão,
respeito, carinho, consideração e quem sabe amor.
Jenny Faulstich
(23/05/2013)
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Trégua
E se hoje estou poética,
é porque consigo deixar por instantes
que minha sensibilidade supere
todo o mal que paralisa a minha vida.
Jenny Faulstich
(16/05/2013)
é porque consigo deixar por instantes
que minha sensibilidade supere
todo o mal que paralisa a minha vida.
Jenny Faulstich
(16/05/2013)
Chagas da existência (verdade ou mentira?)
Gosto de quando você sorri para mim,
me pede um beijo só com o olhar,
me abraça e me puxa para perto,
mas basta uma palavra para me afastar,
me fazer lembrar de uma tempestade devastadora
de desejos infames para todas, todas as outras.
É sobre mim que o olho do furacão estoura.
Uma linha tênue separa toda minha angústia do meu amor
e eu sigo esvaecida, traumatizada e repleta
das mais temíveis dúvidas e chagas da existência,
até qual parte seria verdade
e quanto do meu coração se perderia
na perversão de toda sua mentira?
Jenny Faulstich
(16/05/2013)
me pede um beijo só com o olhar,
me abraça e me puxa para perto,
mas basta uma palavra para me afastar,
me fazer lembrar de uma tempestade devastadora
de desejos infames para todas, todas as outras.
É sobre mim que o olho do furacão estoura.
Uma linha tênue separa toda minha angústia do meu amor
e eu sigo esvaecida, traumatizada e repleta
das mais temíveis dúvidas e chagas da existência,
até qual parte seria verdade
e quanto do meu coração se perderia
na perversão de toda sua mentira?
Jenny Faulstich
(16/05/2013)
Segredo "nosso"
Tento achar explicações, motivos, sentido!
"Segredo! Não vai pensar mal de mim!",
receita de um bolo para fazer uma pessoa infeliz
e o segredo estava em usar tudo e todas
num objetivo sujo e pervertido!
Eu nunca saberia e viveria uma mentira,
até quando?
Não sei se conseguirei um dia
acreditar que a mentira teve um fim.
Tantas fachadas, tantos fetiches:
"confio em você, me sinto bem por falar contigo",
tantos "ois", tantos "contigos",
tantas tantas desgraçadas mentiras,
a mentira vinha até em meu nome,
que eu nunca também saberei,
nunca lhe conhecerei
e se fico a consultar
é para não esquecer do que de você
posso esperar!
É divergente demais
o discurso de cada tela:
"morre aqui, tédio mor, me falta a pele a pele",
"nunca mais mentiria para você",
e quanto mais descubro dos indevidos feitos
menos lhe entendo, menos lhe conheço!
Jenny Faulstich
(17/05/2013)
"Segredo! Não vai pensar mal de mim!",
receita de um bolo para fazer uma pessoa infeliz
e o segredo estava em usar tudo e todas
num objetivo sujo e pervertido!
Eu nunca saberia e viveria uma mentira,
até quando?
Não sei se conseguirei um dia
acreditar que a mentira teve um fim.
Tantas fachadas, tantos fetiches:
"confio em você, me sinto bem por falar contigo",
tantos "ois", tantos "contigos",
tantas tantas desgraçadas mentiras,
a mentira vinha até em meu nome,
que eu nunca também saberei,
nunca lhe conhecerei
e se fico a consultar
é para não esquecer do que de você
posso esperar!
É divergente demais
o discurso de cada tela:
"morre aqui, tédio mor, me falta a pele a pele",
"nunca mais mentiria para você",
e quanto mais descubro dos indevidos feitos
menos lhe entendo, menos lhe conheço!
Jenny Faulstich
(17/05/2013)
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Esperança incoerente
Entrego minhas forças
e me sinto tão carente.
É tristeza que não acaba
e essa esperança incoerente
que me faz ter saudade da gente,
de quando eu achava ser só a gente.
Durmo sem saber de mais nada,
contando lágrimas
e abraçando a cada noite
uma ruína diferente.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
e me sinto tão carente.
É tristeza que não acaba
e essa esperança incoerente
que me faz ter saudade da gente,
de quando eu achava ser só a gente.
Durmo sem saber de mais nada,
contando lágrimas
e abraçando a cada noite
uma ruína diferente.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
Carinho enganado
Meu amor caiu por terra,
a desilusão chegou e se instalou,
vi tudo o que passou
e descobri que nada foi sincero.
A persistência que me conquistou
foi a mesma que me enganou
e todo o carinho que eu achava ser meu,
sem saber, eu dividia com um mundo inteiro
escondido de tudo.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
a desilusão chegou e se instalou,
vi tudo o que passou
e descobri que nada foi sincero.
A persistência que me conquistou
foi a mesma que me enganou
e todo o carinho que eu achava ser meu,
sem saber, eu dividia com um mundo inteiro
escondido de tudo.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
Entediante
De todos os sentimentos que eu poderia causar
os maiores deles são o tédio e a insatisfação.
Achava eu ser tão boa, tão merecedora,
e hoje sei que não tenho sequer força,
de vontade, de sorrir, de viver.
A ilusão tem essa terrível mania
de fazer a gente acreditar em qualquer coisa,
até de que somos capazes do impossível.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
os maiores deles são o tédio e a insatisfação.
Achava eu ser tão boa, tão merecedora,
e hoje sei que não tenho sequer força,
de vontade, de sorrir, de viver.
A ilusão tem essa terrível mania
de fazer a gente acreditar em qualquer coisa,
até de que somos capazes do impossível.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
terça-feira, 30 de abril de 2013
Sem critérios
Qualquer uma atrai
não há critérios ou algo mais,
logo, como ser diferente,
se todas as diferentes são iguais?
Como ser alguém especial?
Como crer, se nada se destaca?
Como amar e ser amada?
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
não há critérios ou algo mais,
logo, como ser diferente,
se todas as diferentes são iguais?
Como ser alguém especial?
Como crer, se nada se destaca?
Como amar e ser amada?
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
O que não quero
Nunca me imaginei sentindo essa dor,
tão destrutiva, tão sufocante,
o coração fica tão apertado, tão apertado
que parece que não vou resistir e morrer.
E o choro desesperado vem todos os dias e noites,
como um vendaval devastando tudo que encontra,
não dá pra fingir que não acontece.
A tristeza está em todo lugar que eu vá
e parece não querer mais me largar,
não sei mais o que eu quero,
mas sei muito bem o que não quero,
essa amargura no peito e na boca
e essa frieza do meu próprio ego.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
tão destrutiva, tão sufocante,
o coração fica tão apertado, tão apertado
que parece que não vou resistir e morrer.
E o choro desesperado vem todos os dias e noites,
como um vendaval devastando tudo que encontra,
não dá pra fingir que não acontece.
A tristeza está em todo lugar que eu vá
e parece não querer mais me largar,
não sei mais o que eu quero,
mas sei muito bem o que não quero,
essa amargura no peito e na boca
e essa frieza do meu próprio ego.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
Malditos monstros, maldito monstro
Se eu contasse seria inacreditável
então não diga que são coisas de outra cabeça.
Os monstros criados sempre vão existir
e eu não consigo mais acreditar em você.
Hoje vejo que nem me fizeram tanto mal assim
como você fez questão de me fazer.
As palavras pareciam tão sinceras,
mas não impediram de trazer os monstros para perto.
E eu não tive sequer a chance de me defender,
me entreguei totalmente e não fui suficiente para você.
Hoje sou castigada por me deixar encantar
e pago no corpo e na alma por cair na sua cilada.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
então não diga que são coisas de outra cabeça.
Os monstros criados sempre vão existir
e eu não consigo mais acreditar em você.
Hoje vejo que nem me fizeram tanto mal assim
como você fez questão de me fazer.
As palavras pareciam tão sinceras,
mas não impediram de trazer os monstros para perto.
E eu não tive sequer a chance de me defender,
me entreguei totalmente e não fui suficiente para você.
Hoje sou castigada por me deixar encantar
e pago no corpo e na alma por cair na sua cilada.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
Tola
Não sei se sinto nojo, tristeza ou vergonha,
ou ainda tudo junto fazendo uma mistura.
Meu coração nas mãos de quem não merecia,
uma tola lutando numa causa injusta.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
ou ainda tudo junto fazendo uma mistura.
Meu coração nas mãos de quem não merecia,
uma tola lutando numa causa injusta.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
Bom e ruim
É tão bom ter você por perto,
mas o meu receio é tão grande
e a sensação de rejeição também,
as dúvidas são tantas
que meu coração quase não suporta,
então o que é bom, é ruim também.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
mas o meu receio é tão grande
e a sensação de rejeição também,
as dúvidas são tantas
que meu coração quase não suporta,
então o que é bom, é ruim também.
Jenny Faulstich
(30/04/2013)
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Amor ou culpa
Nunca saberei se o que sente é amor ou culpa,
por tantos erros, tantas falsidades,
engana a si mesmo e propaga o mal
um mal tão ingrato e tão devastador
que não se calcula danos nem rancor.
A vergonha é incontrolável
e o frio que atravessa a espinha,
um corte de fora a fora na alma
que não mede mais teias e feridas.
Não sei onde começa a dor
e onde terminam as dúvidas,
só sei de que sou a continuidade
do que eu não dei partida.
Isso me desarma, me enfraquece,
me desestabiliza e entristece,
porque eu queria tanto acreditar
que seria verdadeiro amar
em toda plenitude da reciprocidade,
e acabo sempre em lágrimas pré julgadas,
tentando não me sentir culpada,
tentando me extrair da própria existência,
tentando parar de ver para conseguir dormir.
Declarações de amor e carinho
se perdem facilmente em outra tela
e a esperança sucumbe numa escuridão
tão maléfica e tão repugnante
que o desejo de um beijo, de um carinho
faz parecer uma ofensa ao meu ego ferido,
minha pseudo segurança, meu tão temido amor próprio.
Ahh malditas palavras, malditas!!!
Maldita a pessoa que as repetiam,
cobrava tanta confiança para desabafar
suas orgias mais necessárias e indiscretas,
sem critérios, sem pudor, sem a mínima decência,
sem nunca pensar nas consequências.
E eu lutando comigo mesma e contra fatos
para acreditar na possibilidade de um amor
como uma cura, uma superação,
uma forma de me permitir continuar na tentativa
de ser diferente, ser especial,
mesmo sendo a única pela quintilhonéssima vez.
Se outras não conseguiram,
por que eu conseguiria?
Sou tão normal nas chatices e manias,
não tenho dinheiro nem expectativa,
tinha apenas o sorriso e uma agitada rotina.
Quem me explicaria então a razão,
quem me garantiria se há solução,
se a mesma boca que fala que me ama,
me trai, me atrai, me fere,
irremediavelmente desmonta
qualquer ser pulsante
em tantas peças aflitas,
em tantas partes sofridas!
Jenny Faulstich
(22/04/2013)
por tantos erros, tantas falsidades,
engana a si mesmo e propaga o mal
um mal tão ingrato e tão devastador
que não se calcula danos nem rancor.
A vergonha é incontrolável
e o frio que atravessa a espinha,
um corte de fora a fora na alma
que não mede mais teias e feridas.
Não sei onde começa a dor
e onde terminam as dúvidas,
só sei de que sou a continuidade
do que eu não dei partida.
Isso me desarma, me enfraquece,
me desestabiliza e entristece,
porque eu queria tanto acreditar
que seria verdadeiro amar
em toda plenitude da reciprocidade,
e acabo sempre em lágrimas pré julgadas,
tentando não me sentir culpada,
tentando me extrair da própria existência,
tentando parar de ver para conseguir dormir.
Declarações de amor e carinho
se perdem facilmente em outra tela
e a esperança sucumbe numa escuridão
tão maléfica e tão repugnante
que o desejo de um beijo, de um carinho
faz parecer uma ofensa ao meu ego ferido,
minha pseudo segurança, meu tão temido amor próprio.
Ahh malditas palavras, malditas!!!
Maldita a pessoa que as repetiam,
cobrava tanta confiança para desabafar
suas orgias mais necessárias e indiscretas,
sem critérios, sem pudor, sem a mínima decência,
sem nunca pensar nas consequências.
E eu lutando comigo mesma e contra fatos
para acreditar na possibilidade de um amor
como uma cura, uma superação,
uma forma de me permitir continuar na tentativa
de ser diferente, ser especial,
mesmo sendo a única pela quintilhonéssima vez.
Se outras não conseguiram,
por que eu conseguiria?
Sou tão normal nas chatices e manias,
não tenho dinheiro nem expectativa,
tinha apenas o sorriso e uma agitada rotina.
Quem me explicaria então a razão,
quem me garantiria se há solução,
se a mesma boca que fala que me ama,
me trai, me atrai, me fere,
irremediavelmente desmonta
qualquer ser pulsante
em tantas peças aflitas,
em tantas partes sofridas!
Jenny Faulstich
(22/04/2013)
sábado, 20 de abril de 2013
Seu cheiro
Seu cheiro já está no meu travesseiro,
seu sono na minha insônia
e a saudade nessa distância insana
de onde vem um desespero
que eu tanto sinto, penso, choro
e não compreendo.
Jenny Faulstich
(19/04/2013)
seu sono na minha insônia
e a saudade nessa distância insana
de onde vem um desespero
que eu tanto sinto, penso, choro
e não compreendo.
Jenny Faulstich
(19/04/2013)
Estátua de bronze
Paciente, pacífica, passiva,
a diferença se submete
ao fantasma que me ronda.
Jenny Faulstich
(17/04/2013)
a diferença se submete
ao fantasma que me ronda.
Jenny Faulstich
(17/04/2013)
terça-feira, 9 de abril de 2013
Alegria fabricada
Tristeza acompanhada,
alegria fabricada,
7 gotas na língua
e uma esperança na cabeça
de reerguer um coração quebrado.
Jenny Faulstich
(04/04/2013)
alegria fabricada,
7 gotas na língua
e uma esperança na cabeça
de reerguer um coração quebrado.
Jenny Faulstich
(04/04/2013)
Passagem para voltar
As pessoas, os carros, os ônibus passam,
inclusive o meu e eu continuo ali, esperando...
um reconhecimento, uma compreensão,
uma passagem para voltar para a minha casa,
mas lá, ninguém me espera,
lá preferem que eu não esteja,
logo lá, o meu cantinho de chorar,
o meu cantinho de ficar quietinha
sem precisar ver ninguém,
e agora não posso ir para lá.
Para onde vou então?
Perambular pelas ruas
sem falar com ninguém.
Queria por momento a invisibilidade
e a bateria eterna do celular
para ouvir todas as músicas tocar mil vezes
até enjoar, ou até as pessoas pararem
de olhar na minha cara e sentir dó,
ou quando eu puder voltar para a casa
sem ser a mãe, a empregada, a chata
para quem eu gostaria de ser apenas a mulher.
Jenny Faulstich
(04/04/2013)
inclusive o meu e eu continuo ali, esperando...
um reconhecimento, uma compreensão,
uma passagem para voltar para a minha casa,
mas lá, ninguém me espera,
lá preferem que eu não esteja,
logo lá, o meu cantinho de chorar,
o meu cantinho de ficar quietinha
sem precisar ver ninguém,
e agora não posso ir para lá.
Para onde vou então?
Perambular pelas ruas
sem falar com ninguém.
Queria por momento a invisibilidade
e a bateria eterna do celular
para ouvir todas as músicas tocar mil vezes
até enjoar, ou até as pessoas pararem
de olhar na minha cara e sentir dó,
ou quando eu puder voltar para a casa
sem ser a mãe, a empregada, a chata
para quem eu gostaria de ser apenas a mulher.
Jenny Faulstich
(04/04/2013)
Oração do vento
Em toda minha vida,
meu desejo mais frequente,
quase uma oração, era
"Dorme criatura!!!
Deixa o vento levar suas angústias,
suas decepções e iluminada seja
a consciência de quem te fez chorar,
que se arrependa por tanto magoar"...
Afinal, quem na história,
"paga de otária"?
..."Me ilumine também,
que seja acalmado o meu coração tão humilhado
e que eu possa ver o melhor caminho.
Que minhas palavras não sejam mal interpretadas
e minha dor não seja subestimada".
Jenny Faulstich
(27/02/2013)
meu desejo mais frequente,
quase uma oração, era
"Dorme criatura!!!
Deixa o vento levar suas angústias,
suas decepções e iluminada seja
a consciência de quem te fez chorar,
que se arrependa por tanto magoar"...
Afinal, quem na história,
"paga de otária"?
..."Me ilumine também,
que seja acalmado o meu coração tão humilhado
e que eu possa ver o melhor caminho.
Que minhas palavras não sejam mal interpretadas
e minha dor não seja subestimada".
Jenny Faulstich
(27/02/2013)
Um pouco só
Mesmo chovendo,
a vista da cidade é tão bonita,
e mesmo assim eu páro no hall do edifício deserto
só para poder ficar um pouco só
e chorar baixinho, sem pressão,
sem ninguém me pedindo para parar,
porque se eu páro eu não termino
e a vontade volta.
Jenny Faulstich
(27/02/2013)
a vista da cidade é tão bonita,
e mesmo assim eu páro no hall do edifício deserto
só para poder ficar um pouco só
e chorar baixinho, sem pressão,
sem ninguém me pedindo para parar,
porque se eu páro eu não termino
e a vontade volta.
Jenny Faulstich
(27/02/2013)
sexta-feira, 22 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
O que seria
O que seria dos poetas sem as angústias.
O que seria de mim, se eu não falasse o que eu sinto
porque para a magia acontecer preciso de todos os sentimentos,
senão que bruxa seria eu?
E que amante seria eu sem um desejo e quem seria para mim?
Contudo, em resumo, sou apenas eu
e as letras desvairadas dessa caneta gasta.
Jenny Faulstich
(06/03/2013)
O que seria de mim, se eu não falasse o que eu sinto
porque para a magia acontecer preciso de todos os sentimentos,
senão que bruxa seria eu?
E que amante seria eu sem um desejo e quem seria para mim?
Contudo, em resumo, sou apenas eu
e as letras desvairadas dessa caneta gasta.
Jenny Faulstich
(06/03/2013)
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