O que fazer com as palavras?
Elas vêm sufocantes implorando liberdade
mas são ruins, terríveis, já estão condenadas.
Representantes dos piores sentimentos,
amarguradas, tristes, desenganadas.
O que fazer com as palavras?
De um coração desolado, choroso,
tão dedicado e dolorosamente fracassado.
Se desfaz em lágrimas, revolta e fragilidade
que nunca mais irá confiar ou amar de verdade.
Jenny Faulstich
(31/08/2015)
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Dedicatória
A você dedico a minha pior e melhor fase... poética...
São tantas mágoas e agonias e tão bem preparadas
que quase faltam palavras para esse tempo que não passa!
Jenny Faulstich
(05/08/2015)
São tantas mágoas e agonias e tão bem preparadas
que quase faltam palavras para esse tempo que não passa!
Jenny Faulstich
(05/08/2015)
Alta periculosidade
Não adianta mais me ameaçar
sobre coisas que eu poderia contar.
Quando não se quer que uma bomba exploda,
basta não armar.
Jenny Faulstich
(05/08/2015)
sobre coisas que eu poderia contar.
Quando não se quer que uma bomba exploda,
basta não armar.
Jenny Faulstich
(05/08/2015)
Anti desgraçado
Anti inflamatórios e anti depressivos
Chá calmante para aquecer o coração
Medicação só não há para mau caráter
Que engana, invade e destrói lares.
Jenny Faulstich
(05/08/2015) foto celular
Chá calmante para aquecer o coração
Medicação só não há para mau caráter
Que engana, invade e destrói lares.
Jenny Faulstich
(05/08/2015) foto celular
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Tormenta
Queria tanto ficar aqui deitada
não fazer nem pensar em nada
esperar o mau tempo passar
e levar toda dor embora.
A tristeza e a revolta me dominam
me fazem péssima companhia
e a pior das ouvintes.
Queria poder dormir um sono tranquilo
sem as pálpebras tão inchadas
por chorar toda santa noite,
apesar que também choro todo santo dia.
Queria que fosse proibido
que entrassem na vida da gente
só para fazerem e deixarem estrago.
Não deixam a mentira do lado de fora
e ela sempre aparece, brota, se faz a mostra
e tudo que foi erguido
na esperança de um amor se esvai.
Confiança é como uma folha de papel,
amasse e rasgue e ela nunca mais será como antes.
Achei que tivessem me resgatado da solidão
e recebi tanta coisa pior,
que saudades já sinto do que me fazia falta.
"Senhor, livrai-nos do mal!"
Porque o mal envolve, ilude,
conquista, tem brilho no olhar, abraço gostoso
e mente, mente, mente muito,
destrói, aterroriza, inferniza a vida,
e um coração não aguenta tanta tormenta.
Jenny Faulstich
(22/07/2015)
não fazer nem pensar em nada
esperar o mau tempo passar
e levar toda dor embora.
A tristeza e a revolta me dominam
me fazem péssima companhia
e a pior das ouvintes.
Queria poder dormir um sono tranquilo
sem as pálpebras tão inchadas
por chorar toda santa noite,
apesar que também choro todo santo dia.
Queria que fosse proibido
que entrassem na vida da gente
só para fazerem e deixarem estrago.
Não deixam a mentira do lado de fora
e ela sempre aparece, brota, se faz a mostra
e tudo que foi erguido
na esperança de um amor se esvai.
Confiança é como uma folha de papel,
amasse e rasgue e ela nunca mais será como antes.
Achei que tivessem me resgatado da solidão
e recebi tanta coisa pior,
que saudades já sinto do que me fazia falta.
"Senhor, livrai-nos do mal!"
Porque o mal envolve, ilude,
conquista, tem brilho no olhar, abraço gostoso
e mente, mente, mente muito,
destrói, aterroriza, inferniza a vida,
e um coração não aguenta tanta tormenta.
Jenny Faulstich
(22/07/2015)
Cacos
Tanta decepção, sensação infindável
de um fracasso que deprime e desorienta,
mais do que um poema triste,
uma convivência que destrói a alma aos poucos,
que vai aniquilando cada nova esperança
e o que resta é somente isso: alguns cacos e eu.
Jenny Faulstich
(22/07/2015)
de um fracasso que deprime e desorienta,
mais do que um poema triste,
uma convivência que destrói a alma aos poucos,
que vai aniquilando cada nova esperança
e o que resta é somente isso: alguns cacos e eu.
Jenny Faulstich
(22/07/2015)
Eis que chega o momento
E eis que chega o momento tão esperado
em que você tem a certeza de que será melhor
e é o que vai lhe fazer sentir melhor.
Mas ainda sim também lhe faz triste ao mesmo tempo
porque realmente gostaria que fosse diferente
e que todo esforço foi em vão,
um desperdício, uma injustiça, um fracasso.
Jenny Faulstich
(12/07/2015)
em que você tem a certeza de que será melhor
e é o que vai lhe fazer sentir melhor.
Mas ainda sim também lhe faz triste ao mesmo tempo
porque realmente gostaria que fosse diferente
e que todo esforço foi em vão,
um desperdício, uma injustiça, um fracasso.
Jenny Faulstich
(12/07/2015)
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Nunca nem deveria
Você foi cruel do início ao fim.
Desde o início que eu permiti
e do fim que não deveria existir.
Nunca nem deveria ter existido início.
Jenny Faulstich
(07/06/2015)
Desde o início que eu permiti
e do fim que não deveria existir.
Nunca nem deveria ter existido início.
Jenny Faulstich
(07/06/2015)
Foto e fato
Já não faço mais parte da foto,
ou nunca fiz de fato.
O respeito nunca houve de fato
e o sorriso, era só na foto.
Jenny Faulstich
(26/07/2015)
ou nunca fiz de fato.
O respeito nunca houve de fato
e o sorriso, era só na foto.
Jenny Faulstich
(26/07/2015)
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Dúvida eterna
Fico todo o tempo tentando definir o motivo da minha agonia.
Por vezes tudo parece tão claro, tão objetivo,
mas tudo que aparenta, sem avisar, definha e despenca.
Jenny Faulstich
(12/07/2014)
Por vezes tudo parece tão claro, tão objetivo,
mas tudo que aparenta, sem avisar, definha e despenca.
Jenny Faulstich
(12/07/2014)
Aquele momento
Aquele momento em que o corpo
pede um sono, pede um sonho
e a mente desperta impede qualquer reação
que enalteça uma paz mesmo que simbólica ou temporária
e aprisiona o ser por completo numa redoma
de pensamentos gladiadores e cruéis.
Nesse momento em que todos os fantasmas presentes
interrompem qualquer tentativa de oração
ou reflexão ou perdão ou redenção
e estas incompletas imperfeitas incompreendidas
se perdem num caminho árduo e áspero
tão quanto as palavras já pronunciadas, doloridas,
talvez arrependidas, não se sabe.
Nesse momento então, recorro às canções de ninar.
Jenny Faulstich
(17/06/2014)
pede um sono, pede um sonho
e a mente desperta impede qualquer reação
que enalteça uma paz mesmo que simbólica ou temporária
e aprisiona o ser por completo numa redoma
de pensamentos gladiadores e cruéis.
Nesse momento em que todos os fantasmas presentes
interrompem qualquer tentativa de oração
ou reflexão ou perdão ou redenção
e estas incompletas imperfeitas incompreendidas
se perdem num caminho árduo e áspero
tão quanto as palavras já pronunciadas, doloridas,
talvez arrependidas, não se sabe.
Nesse momento então, recorro às canções de ninar.
Jenny Faulstich
(17/06/2014)
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Difícil dormir
Difícil dormir
quando uma maldição assombra
o coração, a vida, a alma,
assombra todas as lembranças,
desejos e esperanças.
Jenny Faulstich
(02/01/2014)
quando uma maldição assombra
o coração, a vida, a alma,
assombra todas as lembranças,
desejos e esperanças.
Jenny Faulstich
(02/01/2014)
Caminho das sombras
O homem mal,
obcecado em trilhar o caminho onde não há luz
transforma todo coração que toca
num abismo sem volta
em que a esperança não mais se renova.
Jenny Faulstich
(04/05/2014)
obcecado em trilhar o caminho onde não há luz
transforma todo coração que toca
num abismo sem volta
em que a esperança não mais se renova.
Jenny Faulstich
(04/05/2014)
Destruidor de sonhos
Chegou até mim um aviso,
de que valor e amor seriam me dados.
Acreditei, esperei e aceitei a boa nova,
sem saber o alto preço cobrado
em tristezas, discórdias,
mentiras ilusórias,
terríveis e contraditórias.
Um maldito, falso, um viciado
em causar mágoas,
destruir sonhos,
afundar fortalezas,
fazer desmoronar qualquer certeza.
Jenny Faulstich
(04/05/2014)
de que valor e amor seriam me dados.
Acreditei, esperei e aceitei a boa nova,
sem saber o alto preço cobrado
em tristezas, discórdias,
mentiras ilusórias,
terríveis e contraditórias.
Um maldito, falso, um viciado
em causar mágoas,
destruir sonhos,
afundar fortalezas,
fazer desmoronar qualquer certeza.
Jenny Faulstich
(04/05/2014)
Mentira tirana
A agonia me consome
e me castiga tanto
que eu não conseguiria
agir igual ou parecido.
A mentira reina no meu lar, tirana,
não dá chance para perdoar.
Deixa esse sabor tão amargoso
remoendo junto com sangue na boca,
na alma e num gozo que nunca foi meu.
Desgraçado amoroso,
que só ama por remorso
por tudo que aconteceu.
Jenny Faulstich
(29/04/2014)
e me castiga tanto
que eu não conseguiria
agir igual ou parecido.
A mentira reina no meu lar, tirana,
não dá chance para perdoar.
Deixa esse sabor tão amargoso
remoendo junto com sangue na boca,
na alma e num gozo que nunca foi meu.
Desgraçado amoroso,
que só ama por remorso
por tudo que aconteceu.
Jenny Faulstich
(29/04/2014)
Quando tudo vai bem
Gosto quando chove.
Não gosto quando choro,
e tudo se confunde com a tempestade.
Quando tudo vai bem
e uma distração aparece,
afundo, afogo, me apavoro.
Jenny Faulstich
(21/03/2014)
Não gosto quando choro,
e tudo se confunde com a tempestade.
Quando tudo vai bem
e uma distração aparece,
afundo, afogo, me apavoro.
Jenny Faulstich
(21/03/2014)
quinta-feira, 20 de março de 2014
Cebolas
A paz que vai
e só ficam cebolas na geladeira.
Corto o coração
e só sinto o cheiro da cerveja.
O que necessita de atenção
fica para outra encarnação.
Jenny Faulstich
(20/03/2014)
e só ficam cebolas na geladeira.
Corto o coração
e só sinto o cheiro da cerveja.
O que necessita de atenção
fica para outra encarnação.
Jenny Faulstich
(20/03/2014)
Não acredito mais em você
Não acredito mais em você!
Nem mesmo em mim...
Não existo mais em mim!
Como um taça quebrada
ou uma luz apagada
que o tempo faz esquecimento.
Folha de papel amassada,
não sou mais capaz... de nada!
Jenny Faulstich
(20/03/2014)
Nem mesmo em mim...
Não existo mais em mim!
Como um taça quebrada
ou uma luz apagada
que o tempo faz esquecimento.
Folha de papel amassada,
não sou mais capaz... de nada!
Jenny Faulstich
(20/03/2014)
domingo, 16 de março de 2014
"Varanus"
O dragão da ignorância cospe fogo
e destrói qualquer paz que ousa se manifestar.
O grito repele as tentativas de superação,
são as atitudes que afastam e anulam as virtudes.
Eis que surge um coração amargurado,
triste, trouxa, violado,
infeliz, revoltado, enganado,
ciente que não resistirá a mais vírgula alguma sequer
de uma língua grande e de alma demente.
Jenny Faulstich
(16/03/2014)
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Demônio
Meu demônio inspirador,
sem razão e sem pudor
imoral, um desgraçado
que potencializa minha dor.
Sabe arrancar-me minha paz,
destruir meu santuário,
me machuca, me fere, angustia,
por sempre voltar atrás.
Diminui os meus dias
e liberta a minha pior loucura
com sua generosidade maligna
e a cara de pau desinibida.
Confio na justiça divina
a salvar as vidas envolvidas
e que um dia acabe essa rotina
de dormir com mil mentiras.
Jenny Faulstich
(18/11/2013)
sem razão e sem pudor
imoral, um desgraçado
que potencializa minha dor.
Sabe arrancar-me minha paz,
destruir meu santuário,
me machuca, me fere, angustia,
por sempre voltar atrás.
Diminui os meus dias
e liberta a minha pior loucura
com sua generosidade maligna
e a cara de pau desinibida.
Confio na justiça divina
a salvar as vidas envolvidas
e que um dia acabe essa rotina
de dormir com mil mentiras.
Jenny Faulstich
(18/11/2013)
O querido amor
Quem me dera ter um pouco apenas
da tão invejada inspiração de Neruda,
e um amor que não cabe nas palavras
e se dissolve nas sensações mais improváveis.
Sorrir sem graça, da graça de tudo
e não ter a vergonha ou o receio
de saber e defender que tudo acaba,
menos o amor.
Leminski já citava a "matéria prima,
que a vida se encarrega
em transformar em raiva ou em rima"
mas no fim da história, a moral que fica,
ainda é amor.
E o amor por si só é indefinido,
imensurável, infinito,
eu só, sinto.
Jenny Faulstich
(10/09/2013)
da tão invejada inspiração de Neruda,
e um amor que não cabe nas palavras
e se dissolve nas sensações mais improváveis.
Sorrir sem graça, da graça de tudo
e não ter a vergonha ou o receio
de saber e defender que tudo acaba,
menos o amor.
Leminski já citava a "matéria prima,
que a vida se encarrega
em transformar em raiva ou em rima"
mas no fim da história, a moral que fica,
ainda é amor.
E o amor por si só é indefinido,
imensurável, infinito,
eu só, sinto.
Jenny Faulstich
(10/09/2013)
Abóbora com carne seca
Vejo em você todas as queixas que você faz de mim
e não só isso, mas cada palavra áspera,
dói, dói muito, dói de chorar,
e mesmo assim procuro a receita do que você gosta
só para poder lhe agradar,
mesmo correndo o risco de lhe fazer enjoar.
Poderia um dia enjoar da sua própria grosseria,
essa sua mania de me fazer chorar,
sua mania de errar, errar e não se importar.
Jenny Faulstich
(06/10/2013)
e não só isso, mas cada palavra áspera,
dói, dói muito, dói de chorar,
e mesmo assim procuro a receita do que você gosta
só para poder lhe agradar,
mesmo correndo o risco de lhe fazer enjoar.
Poderia um dia enjoar da sua própria grosseria,
essa sua mania de me fazer chorar,
sua mania de errar, errar e não se importar.
Jenny Faulstich
(06/10/2013)
Mania de perdoar
Quanto mais esperança eu sinto,
mais tristeza eu ganho.
Que mania tem a mulher
de perdoar, perdoar e não desistir.
E quando isso teria um fim, uma solução?
Será que valerá a pena um dia?
Jenny Faulstich
(17/09/2013)
mais tristeza eu ganho.
Que mania tem a mulher
de perdoar, perdoar e não desistir.
E quando isso teria um fim, uma solução?
Será que valerá a pena um dia?
Jenny Faulstich
(17/09/2013)
Cores do céu
Avistei a primeira estrela e a última esperança
antes do sol se pôr completamente
e o que separa tudo isso são vários tons de azul.
Por essas e outras gosto da estrada,
das cores do céu e o azul flutuante
que faz pousar minha vida e as minhas agonias.
Jenny Faulstich
(21/07/2013)
antes do sol se pôr completamente
e o que separa tudo isso são vários tons de azul.
Por essas e outras gosto da estrada,
das cores do céu e o azul flutuante
que faz pousar minha vida e as minhas agonias.
Jenny Faulstich
(21/07/2013)
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Meus instintos mais reclusos
Meus instintos mais reclusos
de repente param de florescer.
Abandonados sem luz, sem esperança
apodrecem nas veias
em que um dia correram sangue.
É intimidade que se esvai
quando o desejo, dorme!
Jenny Faulstich
(30/10/2013)
de repente param de florescer.
Abandonados sem luz, sem esperança
apodrecem nas veias
em que um dia correram sangue.
É intimidade que se esvai
quando o desejo, dorme!
Jenny Faulstich
(30/10/2013)
Baixa imunidade
O coração está tão apertado
que nem parece mais o meu.
Desanima seguir e viver,
pois sorrir é uma bobagem
e chorar, faz parte.
As dores são muitas
e não dou conta para sustentar,
meu cabelo, perco,
junto com o esforço e a vontade
de talvez melhorar.
Jenny Faulstich
(17/10/2013)
que nem parece mais o meu.
Desanima seguir e viver,
pois sorrir é uma bobagem
e chorar, faz parte.
As dores são muitas
e não dou conta para sustentar,
meu cabelo, perco,
junto com o esforço e a vontade
de talvez melhorar.
Jenny Faulstich
(17/10/2013)
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Cerberus
O passado é perseverante,
minha agonia constante
e a paz, distante.
Jenny Faulstich
(02/08/2013)
minha agonia constante
e a paz, distante.
Jenny Faulstich
(02/08/2013)
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