sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Enquanto lhe digo

Enquanto lhe digo que lhe espero,
busca em tantas outras o prazer que lhe reservo.
Enquanto lhe digo que lhe quero
ignora o que eu digo e eu me desespero.
Não sei mais o que eu sinto,
enquanto você pula um muro para um deserto
eu resseco só, enrolada em um lençol
para enxugar as dores, a tristeza e a indignação.
Como me aceitar agora?
A vergonha pelo julgamento alheio
me rasga a cara, corta meu coração,
sem saber o que é pior, otária ou coitada.
E se eu contasse, seria surreal!
Mas é surreal! Surreal e deprimente.

Jenny Faulstich
(15/02/2013)

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