sexta-feira, 17 de julho de 2009

Nunca serei

Não tenho como competir
com nada nem ninguém.
Não importa como eu seja,
não importa o que eu sinta,
nunca serei alguém
capaz de ser para alguém.

Jenny Faulstich
(22/09/2008)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Tropeço

Eu que tão inspirada estava
tropeço numa pérola que do amor escapa,
abandono o "retrato que me faço",
como diria Quintana, "traço a traço"
e volto a me pintar nuvem,
me pintar num estado só, sem laço.
A ilusão durou pouco,
de volta a realidade então,
espontânea e desigual me refaço.

Jenny Faulstich
(23/06/2009)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Obra prima

Obra prima
esculpida no papel
um grito expelido
num momento fascínio.
Amanhã não será tão bom.
Reconhecimento talvez.
Atos julgados
refletidos outra vez
em ângulos distintos,
cores, flores, espinhos,
uma ferida na alma,
uma obra dedicada.

Jenny Faulstich
(26/05/2009)

Caneca de chocolate

A loucura cada vez mais
a caminhar ao lado da gente.
Uma voz,
uma ilusão,
uma caixa de papelão,
lixo que reciclo
ou não reciclo,
o que fazer com o desperdício?
É amor que sobra,
atenção que falta.
É solidão que sobra,
carinho que falta.
E quem aí quer,
uma caneca de chocolate quente?

Jenny Faulstich
(15/06/2009)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Não estranhe essa saudade...

Não estranhe essa saudade
que provoca em mim...
Essa insistente vontade
que me inspira...
Melhor não tentar entender,
só deixar acontecer...
Relaxe e confie em mim!
Estranha saudade,
fatos, desejos e afins.

Jenny Faulstich
(10/06/2009)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Recíproco

- Bom te ver sorrindo!
Bom também rir da tua cara.
Bom ver que você também
gosta de me ver sorrindo
e que também ri da minha cara.
Em tempo recorde,
entendemos nossas piadas,
e às vezes rimos sozinhos
sem ninguém entender nada.
E por algo muito mais além disso,
bom te ver... sorrindo!

Jenny Faulstich
(04/06/2009)
* Ao amigo Edinho Miranda, na ocasião de seu aniversário.
Desejo muitos sorrisos, meu querido amigo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Alquimia

Incerteza,
um gancho que arranca
do íntimo do ser
visceral feitiço,
amargoso fel,
onde haveria de ser mel.
Desritmia,
pulsa uma solidão escurecida,
desfavoreço,
maltrata lendária enlouquecida,
esquecida,
entre o fio de luz,
o pó, uma esperança longe,
uma alquimia.

Jenny Faulstich
(04/06/2009)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Eu nunca vou morrer...

Eu nunca vou morrer
no tempo, no espaço, no entardecer
de um sentimento traçado ao acaso,
não-acaso que desconheço,
mas quando me vejo só, adormeço,
tentativa de um breve conserto,
nem sempre consigo, então padeço,
martírio temporário para um novo começo,
porque eu nunca vou morrer,
nunca deixarei meus amados ao anoitecer,
renasço sempre para mais aprender.
Um dia partirei sem sofrer,
mas nunca, nunca vou morrer.

Jenny Faulstich
(28/05/2009)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cármico

Olhar cármico
para além do que há.
Natural e árido,
uma busca, amar.

Jenny Faulstich
(22/05/2009)

sábado, 25 de abril de 2009

Padeço

Meu corpo padece
enquanto mato passo a passo
meu pouco encanto.
Não vejo minha sombra
se omito minha luz,
seria justo?
Na busca incessante pelo equilíbrio
me desfaço de tudo que já sei,
num alarme falso de felicidade.
Preciso e quero a paz da poesia,
essa alegria que me grita,
o sentimento em cada momento,
amor-vida dia após dia.

Jenny Faulstich
(25/04/2009)

Meio do caminho

Não reclame dizendo que
não páro no meio do caminho.
No meio do caminho você está,
e não está a me esperar.

Jenny Faulstich
(24/04/2009)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Desperdício

Não suporto mais!
Não adianta insistir,
no que é irreal,
no que não há!
No que é tão sólido
quanto o ar que eu respiro,
tão virtual e concreto
quanto esses versos.
Tão triste, tão só,
tão intimamente meu,
tão meu, tão 'eu'...
E ninguém vê,
mas todos sentem,
imaginam e mentem.

Jenny Faulstich
(24/03/2009)

Inexistindo...

Queda, isenção, culpa, condenação.
Momentos inexatos, auto incompreensão.
Erros, desejos, desabafos, acontecimentos.
Um segundo é tempo do desabamento.
Um anjo enviado no momento do despejo.
Estava eu inexistindo do mundo,
caindo por terra para um fim insuperável,
por instante, insuperável...
De uma expressão invisível e deformada
para uma luz neutralizando um padrão rebaixado.
Sensível vibração.
Ação e reação.
Inexisto num descuido,
interiorizo além juízo.
Tarda a defensoria,
sobra a dúvida diluída,
tão natural que me assusta.
Novas palavras, sentimentos velhos aflorados,
que me valha agora até que toda a poeira
seja do corpo e alma, retirada.

Jenny Faulstich
(25/03/2009)

Eu fujo...

Eu fujo, brigo, bato e me rebato
e por mais que eu me iluda de que escapo,
o espelho aponta e condena meu retrato,
não omite meus pensamentos e meus atos,
deparo-me com meus propósitos a passos largos,
mero luxo insônico, sonhos, enganos e espasmos,
tudo junto, ao mesmo tempo num curto espaço,
tudo e nada quando preciso apenas de um abraço.

Jenny Faulstich
(24/03/2009)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Princesa Encanto Desalento



O que és tu,
criatura morna de vento,
que destrói mero pensamento,
torna-te bondade em desalento.
Tens num beijo um sonho distante,
ata-te num tão banal mistério
de um olhar tão longe
quanto um deserto escaldante.
Sorriso externo tão terno
que até mesmo o Sol retribui.
Encanto de bruxa que triste danças,
escondes no beco antes que avistada,
desapareces na presença indiferente
e antes que te avances num tormento,
adormeces uma princesa encanto desalento.

Jenny Faulstich
(28/02/2009)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Poesia (por duas faces)

Poesia,
fragmentos de sentimentos,
expressão física da dor e do amor.
São as lágrimas que os olhos do poeta não externam.
São as chagas do coração que se martiriza e sofre.
Veículo do poeta para retratar o mundo que o cerca.

O poeta não a cria para alguém ou para ninguém.
O poeta cria para tudo e para todos.
Todos os que amam,
todos os que odeiam,
os que são incapazes de amar
e os que são incapazes de odiar.
Para todos os que se alegram,
todos os que se entristecem
ou os que simplesmente fingem.
Para todos os que sofrem,
todos os que não sofrem
ou mesmo todos os que são ‘normais’ (normais?),
ou mesmo para aqueles que não sofrem tanto.

A poesia é o caminho,
é a expressão que torna possível
traduzir os sentimentos
de um homem e de uma mulher
na forma de imagem compreensível aos olhos
e por através da silhueta,
a imagem chega ao coração.
E basta um olhar,
pois lá, a poesia já está.

Edson Carvalho Miranda e Jenny Faulstich
(27/02/2009)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Um toque em meus sentidos

Um conforto,
um carinho,
uma esperança.
O silêncio em meus braços
enquanto busco um caminho.
Emociono com minha tristeza
só por imaginar um toque em meus sentidos.
Só tenho agora a sensação da queda
da minha própria memória
tão vaga, tão longe de mim.
Infinitas emoções que quero ainda sentir.

Jenny Faulstich
(18/02/2009)

Apenas um par de olhos verdes...




Apenas um par de olhos verdes
que não tem nenhum outro olhar
em que possa doar e buscar
palavras inexatas para partilhar.


Jenny Faulstich
(18/02/2009)

Reset

Travou tudo!
Que feio!
Reset!
Jenifer,
prazer te conhecer!

Jenny Faulstich
(18/02/2009)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Taquicardia

Desritmia,
alimenta fervosa
o meu pensar.
Desnorteada,
um frio na alma
que grita um amor...
e teme...
Aterrorizante,
sensação transcedental,
corpo, mente, irreal.
Ilusão,
de que alguém
vai enfim, me abraçar.
Instinto, espreito,
pavor, taquicardia
no desafio-arte do amor.

Jenny Faulstich
(11/02/2009)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Mal comum (Inconscientemente)

Mania de repetir...
Mania de copiar o assunto e os erros...
Eu fico louco!
Mania de temer gostar...
Já mudei o assunto,
e no fim,
tudo é uma coisa só...
Sobra tanta falta...

Jenny Faulstich e Edinho Miranda
(27/01/2009)

Eu me apaixono...

Eu me apaixono todos os dias...
por uma nova esperança, um novo pensamento, um novo olhar...
Eu me apaixono todos os dias...
por não esperar, não pensar, não olhar...
Eu me apaixono...
Será?

Jenny Faulstich
(30/01/09)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Lágrimas

Entre lágrimas que se desprendem,
melodias, melancolias...
Uma saudade sufoca meu coração,
vulnerável, emoção...
Sonho acordada com um carinho
que transbordaria de meu olhar
e sinto, recordo, ame talvez...
Enxugo as lágrimas mais uma vez.
Estranha sensação que invade meu pensar
até que já nem penso mais,
desisto, nem sinto...
Adormeço ao som de uma canção
que abranda por momento o meu coração.
Continuo sonhando, viajando,
lá do alto das nuvens,
teria então, asas (ou vassoura)...
Enfim, tão bom sonhar!
Você deveria tentar.
Sonhar junto comigo,
"ao meu querido" - segue o convite...
Mas fora do meu sonho o carinho emudece...
Somente o silêncio a reinar entre nós.
Nós!?
Entre lágrimas que se desprendem,
brincam sempre em meu rosto
sina, carma, desgosto...
E as enxugo mais uma vez.

Jenny Faulstich

Intenso Medo

O coração dispara,
O peito aperta,
A respiração acelera,
Intenso medo!

Olhar sem direção,
Palavras sem razão,
Gestos sem concentração,
Intenso medo!

Situação imprevisível,
Sentimento inconfundível,
Amor impossível,
Intenso medo!

Medo da ilusão
Medo de iludir
Medo da decepção
Medo de decepcionar
Medo de amar...

Jenny Faulstich
(28/04/2001)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pedestal Virtual

És o melhor:
muitos te admiram.
Poderia ser pior:
se te conhecessem, te ignorariam.

Tu inventaste um pedestal
e como tu, não há ninguém igual.
Esqueces que saber conviver é fundamental
e o que há de melhor em ti... é virtual.

Jenny Faulstich
(30/04/2002)
*Publicada na coletânea de poesias "Oitava Rima", lançada em 19 de Dezembro de 2002, pelo Grupo Cultural Oito Deitado, Resende/RJ.

Chance

O silêncio que emito no ar
É a tristeza da qual tento me livrar
Chega aos olhos e me faz chorar
Representa a mágoa que não posso falar.

Espero por, finalmente, poder algo sentir
E recomeçar a viver,
Poder sorrir
E ter a chance de vencer!

Jenny Faulstich
(11/2001)
*Publicada na coletânea de poesias "Oitava Rima", lançada em 19 de Dezembro de 2002, pelo Grupo Cultural Oito Deitado, Resende/RJ.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Longe dos meus braços

Não durmo
para não sonhar
com um amor para esquecer.

Longe dos meus braços
o amor está,
nada posso fazer.

Guardo um cálice divino
e recolho-me em vômitos e escarros
até o amanhecer.

E em meus braços,
somente dores, tristezas,
horrores a florescer.

Jenny Faulstich
(07/01/2009)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ontem presente



Saudade, inspiração, poesia...

A minha está na cor da tão pequenina e linda rosa
que recebi ontem de um querido coração.

Sentir saudade hoje
é vê-la desabrochar em outro tom...
Não ter mais nas mãos
aquele momento da recepção.
Não mais tocar, olhos nos olhos
a quem até ontem
presenteou-me com o presente,
o instante,
o carinho que guardei comigo,
a percepção,
o sentimento que ficou,
a poesia,
a saudade que deixou...

Sentir saudade hoje
é ter somente a sensação do cheiro do licor
derramado entre as folhas rabiscadas,
e mesmo que ninguém veja,
lágrimas sempre insistem em brotar nos olhos
toda vez que penso nas palavras dedicadas... ontem...



Jenny Faulstich

(08/12/2008)
* Menção Honrosa no Concurso de Poesia do 28º Jogos Florais de Resende, realizado pelo Grêmio Literário de Resende/RJ. Baseada em lembranças de bons momentos, um amigo, uma 'Inspiração', citada em: http://obucaneiroed.blogspot.com/2008/12/inspirao.html

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Hoje eu quero fugir

Hoje eu quero fugir
eu quero chorar
eu quero correr
eu quero chorar
eu quero morrer
eu quero chorar...
Já chorei
já li Cacá
Florbela nem sei
se sou eu ou sou ela
só sei que chorei
e estou sem idéias
não sei onde as deixei
minhas asas também...
Hoje eu quero fugir
já até rastejei
pelo vale das sombras
vi mais além
tropecei na incerteza
caí, desesperei
vi um sonho acabando
sonho que ainda nem sonhei...
O que está havendo comigo?
Nada!
Ninguém...

Jenny Faulstich
(02/01/2009)