quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um brinde...

Um brinde a nossa paz,
amizade, alegria, cumplicidade...
Essa felicidade tão repleta em nós,
que insistimos em ocultar
por inúmeros momentos,
fazendo tanto a desejar...
Que ela então se faça
transbordar de nossos corações,
regando hoje sementes,
lindas flores e doces frutos amanhã!

Jenny Faulstich
(31/12/2008)

* Ao amigo João Marcello (Johnny)

Corajoso

Temer não é vergonha,
é natural do ser.
Tens medo de mim,
mas me buscas e me procuras,
és corajoso,
teu desejo não ocultas.

Jenny Faulstich
(30/12/2008)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Maior saudade




Ora ver...

Ora não ver...
Incógnita de cada momento.

Fraqueza ou fortaleza,
insegurança ou alento
que dominam meu peito
toda vez que carinhosamente
recordo de algo, de alguém...

Embora que,
bem sei,
minha maior saudade
é a que ainda terei.

Jenny Faulstich
(08/12/2008)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sou sua...

Sou sua!
Quando você quiser!
Talvez isso lhe toque
como um incômodo qualquer,
como uma pedrinha no sapato,
como algo que você não quer,
mas gostaria de ter,
não quer e não sabe o por quê.
Sou sua,
quando você quiser
prazer, intimidade,
mais que uma amizade,
ser um em dois
sem medo, sem vaidade,
pois sou sua voz,
sua língua, na razão ou na luxúria.
Sou a paz que você procura,
um sentimento puro, de saudade.
Sou a calma, tranqüilidade
que alcança seu coração e o guarda
como fonte de vida que tanto busca,
felicidade!

Jenny Faulstich
(17/12/2008)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mal-me-quer

Sumir para existir...

Perder-me em seus braços...
Existir!
Fera indecisa, convicta.
Imponente sorriso, carente.
Existir para seus braços... abraços.
Sumir com a ferida
de amar noutra vida,
de ainda não amar nessa vida.
Sumir!
Para existir nos abraços dessa vida...

Jenny Faulstich
(07/12/2008)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Tum tum tum

Tum tum tum...
Lembrança tão tranquila e tão boa,
de um carinho que atravessou
uma janela fechada
e iluminou toda a casa.
Visita abençoada,
energia doada...

Jenny Faulstich
(27/11/2008)

Não me importa sua resposta...

Não me importa sua resposta...
(até porque já a conheço)
porém, preciso lhe dizer, meu querido,
que você me faz muita... falta!

Jenny Faulstich
(27/11/2008)
* Para um amigo...
(Quem?! Isso já não preciso dizer...)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Acordei... (Ângulo diferente)

Acordei...
depois de muitas horas
como se fossem minutos
e um dia inteiro perdido,
sem nenhum efeito,
pois toda recordação que tenho é sonho,
nada foi feito.

"Algumas coisas me impressionam",
há quem disso saiba,
há quem nem saiba,
há quem nem lembre que eu existo...
Saudades do meu amigo...

Eu quero a noite,
mas é o dia que me solicita.
"Dormirei para não ficar acordado"
e continuarei minhas reticências pela manhã...
Não importa quem ou porquê tenha me rejeitado.

Trançado de cores arremessado,
para ver onde cada uma se emenda
nessa viagem insônica da minha mente
que me fez ver a vida,
por um ângulo diferente.

Jenny Faulstich
Citação: João Marcello Silva - "Insônia", publicado em Dez/2002, "Oitava Rima".
(24/11/2008)

sábado, 15 de novembro de 2008

Senti...

Senti sua energia
num pouco tempo de expressão
Senti sua aflição
transbordando da alma em emoção
Senti sua força
de vontade, luta, superação
Senti sua verdade
sua canção, seu chão, realidade
Senti sua ternura
agradecimento, partilha, perdão
Senti seu ritmo
amor, carinho, reciprocidade
Senti seu coração
na palma da minha mão.

Jenny Faulstich
(13/11/2008
)
* Para Marcus Vinícius (Marvin)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Juntos

Luz para todos nós...
Juntos somos poesia...
Arte-Amor infinito...

Jenny Faulstich
(14/11/2008)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Linhas de consolo

Nas linhas em que venha
a pousar seus olhos agora
trazendo conforto e consolo,
sentimentos partilhados
nessa chuva de luz que não vemos,
que se faça sentir como alento
no peito daqueles que sofrem.
Bem aventurados os que choram,
porque sentem, enobrecem,
fortalecem o laço de superação
na vida ou na morte
afagando a existência,
enfeitando o cenário,
abrindo uma janela
para a glória maior
e enfim, o aconchego.

Jenny Faulstich
(13/11/08)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Calar-me

Não posso te gostar.
Calar-me é como negar a luz
ao vazio que pede auxílio dentro de mim
para algo tornar e poder enfim,
sair da escuridão.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Desaba

Desaba criatura,
desaba, desabafa,
porque você também é humana.

Estamos todos no mesmo barco,
e nunca me foi tão fácil ser você.
Então desaba, desabafa!
E daqui pra frente
vê como vai ser.

Jenny Faulstich
(05/11/2008)

Que se foda

Que se foda
pensar, imaginar,
descrições, definições,
cotidiano:
ontem, agora...
Julgamento!
Entristecer, enfurecer
diante da euforia...
Que se foda
minha existência vazia!
Que se foda!
Aprendeu?
Eu não!

Jenny Faulstich
(05/11/2008)

Suicídio banal

Mergulho nos versos contidos que me continham.
Suicídio banal de uma alegoria bruxa, melancolia.
Soa ridículo e mortal,
afago o meu martírio e
o que faço com essa insônia?

Jenny Faulstich
(15/10/2008)

Botequim 28

Botequim para alguns, trabalho,
refúgio e descanso para outros.
"Estou sem forças para dizer que amo,
mas ainda tenho forças para escrever que amo"
O amor na ponta da caneta.
Entre gole ou outro à beira
de palavras, fatos, sentimentos,
relatos, presságios,
análises, alentos...
Poéticos elementos
de quem ama, já amou e nunca amou.

Jenny Faulstich e Edinho Miranda
Citação: Andr
é - PUB 28
(05/11/2008)


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ainda preciso...

Preciso dormir,
preciso escrever,
preciso ouvir,
preciso dizer,
preciso, preciso,
aliviar a distância que me pesa
de tudo que não posso intervir,
confortar minha dor e cansaço
embora não faça diferença a ninguém,
tudo está dentro de mim, tudo!
Uma eternidade de lembranças,
um grande caminho para seguir
e ainda preciso escrever, preciso dormir,
preciso ouvir, preciso dizer
que preciso cair para poder redimir
das lágrimas causadas, derramadas,
lágrimas que ainda insistem em me ferir.
Quero escapar, mas ainda preciso estar
para poder ir para longe daqui.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Não me toque!

Não me toque!
Assim eu me irrito!

Já estou irritada,
mas preciso de um motivo!

Não me toque!

Me abrace, me beije,
faça com que eu sinta o infinito,
adormeça em meus braços
e sonhe acordado comigo.

Me abrace, me beije,
faça com que eu sinta o infinito
me envolva e me acalme,
como o alívio depois de um grito.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

Minha nova era, poética!

Eu... Poética...
como a sombra que dispersa
para uma nova era do meu ser...
Um nova era para viver intensamente.
Tristeza?! Missão suspensa!
Coração?! Guia minha mente!

Nova flor que desabrochou na dor
para sentir a beleza eterna do amor.

Seguirei a lua
até tocá-la com meu olhar.
Boa viagem, até que eu chegue lá,
e descubra que lá, já estive,
cheia, minguante, crescente,
errante, distante,
amante,
nova!

Jenny Faulstich
(15/10/2008)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sem direção

Sem direção,
para qualquer lugar
onde a vida me levar...
Algo que me falta
preciso encontrar,
preciso me encontrar...
Procuro em desespero
e enquanto não,
não há sossego,
não há conselho
que eu adote sem penar.
Sem direção,
para qualquer lugar
um dia irei me encontrar,
desaparecer do meu mundo,
para enfim, poder amar...

Jenny Faulstich
(10/2008)

sábado, 11 de outubro de 2008

Meu ideal de Vida-Arte

Quero todas as expressões,
quero o momento que antecede,
quero o clímax,
quero o desfecho...
com um final feliz.

Quero lhe ver, me ver,
sentir, aqui, lá, através...
Olhar além do que se exibe
e tocar o que não está ao alcance.

E mesmo sob os pontos de vista
que a cada um pertence
cometer a insanidade de compreender
o que o outro quer
- não importa de que forma - dizer...

Saciedade do poder viver,
buscar além imagem e descrever
perceber, comunicar, transcender...
Que assim seja, meu bem querer...

Jenny Faulstich
(11/10/2008)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ainda há...

Basta que eu desista
e basta um breve fato
pra se fazer lembrar que há...
há um espaço,
há sentimento,
há o pensar,
há o pulsar nas veias do tempo...

Nada é por acaso
e devo a um breve e tão simples fato,
meu retorno a vida que havia deixado...
Achei ter deixado...
Ainda estou vi-va!
Ainda tenho uma história para compor
e para toda vez que eu achar ter terminado,
pra recomeçar...
um novo fato!

Assim sendo...
Enquanto houver o pulsar nas veias do tempo,
não hão de calar meus sentimentos!

Jenny Faulstich
(10/10/2008)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bung Jump

Não adianta negar...
A única emoção que tenho sentido
é a de querer me atirar num abismo
com uma corda amarrada aos pés
na esperança que eu volte desse meu vazio...

Jenny Faulstich
(22/09/2008)

Trova Nua

Se vier do coração
com o coração será vista.
Assim terá encanto e razão
qualquer verdade nua, despida.

Jenny Faulstich
(04/09/2007)