sábado, 31 de janeiro de 2009

Mal comum (Inconscientemente)

Mania de repetir...
Mania de copiar o assunto e os erros...
Eu fico louco!
Mania de temer gostar...
Já mudei o assunto,
e no fim,
tudo é uma coisa só...
Sobra tanta falta...

Jenny Faulstich e Edinho Miranda
(27/01/2009)

Eu me apaixono...

Eu me apaixono todos os dias...
por uma nova esperança, um novo pensamento, um novo olhar...
Eu me apaixono todos os dias...
por não esperar, não pensar, não olhar...
Eu me apaixono...
Será?

Jenny Faulstich
(30/01/09)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Lágrimas

Entre lágrimas que se desprendem,
melodias, melancolias...
Uma saudade sufoca meu coração,
vulnerável, emoção...
Sonho acordada com um carinho
que transbordaria de meu olhar
e sinto, recordo, ame talvez...
Enxugo as lágrimas mais uma vez.
Estranha sensação que invade meu pensar
até que já nem penso mais,
desisto, nem sinto...
Adormeço ao som de uma canção
que abranda por momento o meu coração.
Continuo sonhando, viajando,
lá do alto das nuvens,
teria então, asas (ou vassoura)...
Enfim, tão bom sonhar!
Você deveria tentar.
Sonhar junto comigo,
"ao meu querido" - segue o convite...
Mas fora do meu sonho o carinho emudece...
Somente o silêncio a reinar entre nós.
Nós!?
Entre lágrimas que se desprendem,
brincam sempre em meu rosto
sina, carma, desgosto...
E as enxugo mais uma vez.

Jenny Faulstich

Intenso Medo

O coração dispara,
O peito aperta,
A respiração acelera,
Intenso medo!

Olhar sem direção,
Palavras sem razão,
Gestos sem concentração,
Intenso medo!

Situação imprevisível,
Sentimento inconfundível,
Amor impossível,
Intenso medo!

Medo da ilusão
Medo de iludir
Medo da decepção
Medo de decepcionar
Medo de amar...

Jenny Faulstich
(28/04/2001)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pedestal Virtual

És o melhor:
muitos te admiram.
Poderia ser pior:
se te conhecessem, te ignorariam.

Tu inventaste um pedestal
e como tu, não há ninguém igual.
Esqueces que saber conviver é fundamental
e o que há de melhor em ti... é virtual.

Jenny Faulstich
(30/04/2002)
*Publicada na coletânea de poesias "Oitava Rima", lançada em 19 de Dezembro de 2002, pelo Grupo Cultural Oito Deitado, Resende/RJ.

Chance

O silêncio que emito no ar
É a tristeza da qual tento me livrar
Chega aos olhos e me faz chorar
Representa a mágoa que não posso falar.

Espero por, finalmente, poder algo sentir
E recomeçar a viver,
Poder sorrir
E ter a chance de vencer!

Jenny Faulstich
(11/2001)
*Publicada na coletânea de poesias "Oitava Rima", lançada em 19 de Dezembro de 2002, pelo Grupo Cultural Oito Deitado, Resende/RJ.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Longe dos meus braços

Não durmo
para não sonhar
com um amor para esquecer.

Longe dos meus braços
o amor está,
nada posso fazer.

Guardo um cálice divino
e recolho-me em vômitos e escarros
até o amanhecer.

E em meus braços,
somente dores, tristezas,
horrores a florescer.

Jenny Faulstich
(07/01/2009)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ontem presente



Saudade, inspiração, poesia...

A minha está na cor da tão pequenina e linda rosa
que recebi ontem de um querido coração.

Sentir saudade hoje
é vê-la desabrochar em outro tom...
Não ter mais nas mãos
aquele momento da recepção.
Não mais tocar, olhos nos olhos
a quem até ontem
presenteou-me com o presente,
o instante,
o carinho que guardei comigo,
a percepção,
o sentimento que ficou,
a poesia,
a saudade que deixou...

Sentir saudade hoje
é ter somente a sensação do cheiro do licor
derramado entre as folhas rabiscadas,
e mesmo que ninguém veja,
lágrimas sempre insistem em brotar nos olhos
toda vez que penso nas palavras dedicadas... ontem...



Jenny Faulstich

(08/12/2008)
* Menção Honrosa no Concurso de Poesia do 28º Jogos Florais de Resende, realizado pelo Grêmio Literário de Resende/RJ. Baseada em lembranças de bons momentos, um amigo, uma 'Inspiração', citada em: http://obucaneiroed.blogspot.com/2008/12/inspirao.html

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Hoje eu quero fugir

Hoje eu quero fugir
eu quero chorar
eu quero correr
eu quero chorar
eu quero morrer
eu quero chorar...
Já chorei
já li Cacá
Florbela nem sei
se sou eu ou sou ela
só sei que chorei
e estou sem idéias
não sei onde as deixei
minhas asas também...
Hoje eu quero fugir
já até rastejei
pelo vale das sombras
vi mais além
tropecei na incerteza
caí, desesperei
vi um sonho acabando
sonho que ainda nem sonhei...
O que está havendo comigo?
Nada!
Ninguém...

Jenny Faulstich
(02/01/2009)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um brinde...

Um brinde a nossa paz,
amizade, alegria, cumplicidade...
Essa felicidade tão repleta em nós,
que insistimos em ocultar
por inúmeros momentos,
fazendo tanto a desejar...
Que ela então se faça
transbordar de nossos corações,
regando hoje sementes,
lindas flores e doces frutos amanhã!

Jenny Faulstich
(31/12/2008)

* Ao amigo João Marcello (Johnny)

Corajoso

Temer não é vergonha,
é natural do ser.
Tens medo de mim,
mas me buscas e me procuras,
és corajoso,
teu desejo não ocultas.

Jenny Faulstich
(30/12/2008)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Maior saudade




Ora ver...

Ora não ver...
Incógnita de cada momento.

Fraqueza ou fortaleza,
insegurança ou alento
que dominam meu peito
toda vez que carinhosamente
recordo de algo, de alguém...

Embora que,
bem sei,
minha maior saudade
é a que ainda terei.

Jenny Faulstich
(08/12/2008)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sou sua...

Sou sua!
Quando você quiser!
Talvez isso lhe toque
como um incômodo qualquer,
como uma pedrinha no sapato,
como algo que você não quer,
mas gostaria de ter,
não quer e não sabe o por quê.
Sou sua,
quando você quiser
prazer, intimidade,
mais que uma amizade,
ser um em dois
sem medo, sem vaidade,
pois sou sua voz,
sua língua, na razão ou na luxúria.
Sou a paz que você procura,
um sentimento puro, de saudade.
Sou a calma, tranqüilidade
que alcança seu coração e o guarda
como fonte de vida que tanto busca,
felicidade!

Jenny Faulstich
(17/12/2008)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mal-me-quer

Sumir para existir...

Perder-me em seus braços...
Existir!
Fera indecisa, convicta.
Imponente sorriso, carente.
Existir para seus braços... abraços.
Sumir com a ferida
de amar noutra vida,
de ainda não amar nessa vida.
Sumir!
Para existir nos abraços dessa vida...

Jenny Faulstich
(07/12/2008)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Tum tum tum

Tum tum tum...
Lembrança tão tranquila e tão boa,
de um carinho que atravessou
uma janela fechada
e iluminou toda a casa.
Visita abençoada,
energia doada...

Jenny Faulstich
(27/11/2008)

Não me importa sua resposta...

Não me importa sua resposta...
(até porque já a conheço)
porém, preciso lhe dizer, meu querido,
que você me faz muita... falta!

Jenny Faulstich
(27/11/2008)
* Para um amigo...
(Quem?! Isso já não preciso dizer...)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Acordei... (Ângulo diferente)

Acordei...
depois de muitas horas
como se fossem minutos
e um dia inteiro perdido,
sem nenhum efeito,
pois toda recordação que tenho é sonho,
nada foi feito.

"Algumas coisas me impressionam",
há quem disso saiba,
há quem nem saiba,
há quem nem lembre que eu existo...
Saudades do meu amigo...

Eu quero a noite,
mas é o dia que me solicita.
"Dormirei para não ficar acordado"
e continuarei minhas reticências pela manhã...
Não importa quem ou porquê tenha me rejeitado.

Trançado de cores arremessado,
para ver onde cada uma se emenda
nessa viagem insônica da minha mente
que me fez ver a vida,
por um ângulo diferente.

Jenny Faulstich
Citação: João Marcello Silva - "Insônia", publicado em Dez/2002, "Oitava Rima".
(24/11/2008)

sábado, 15 de novembro de 2008

Senti...

Senti sua energia
num pouco tempo de expressão
Senti sua aflição
transbordando da alma em emoção
Senti sua força
de vontade, luta, superação
Senti sua verdade
sua canção, seu chão, realidade
Senti sua ternura
agradecimento, partilha, perdão
Senti seu ritmo
amor, carinho, reciprocidade
Senti seu coração
na palma da minha mão.

Jenny Faulstich
(13/11/2008
)
* Para Marcus Vinícius (Marvin)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Juntos

Luz para todos nós...
Juntos somos poesia...
Arte-Amor infinito...

Jenny Faulstich
(14/11/2008)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Linhas de consolo

Nas linhas em que venha
a pousar seus olhos agora
trazendo conforto e consolo,
sentimentos partilhados
nessa chuva de luz que não vemos,
que se faça sentir como alento
no peito daqueles que sofrem.
Bem aventurados os que choram,
porque sentem, enobrecem,
fortalecem o laço de superação
na vida ou na morte
afagando a existência,
enfeitando o cenário,
abrindo uma janela
para a glória maior
e enfim, o aconchego.

Jenny Faulstich
(13/11/08)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Calar-me

Não posso te gostar.
Calar-me é como negar a luz
ao vazio que pede auxílio dentro de mim
para algo tornar e poder enfim,
sair da escuridão.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Desaba

Desaba criatura,
desaba, desabafa,
porque você também é humana.

Estamos todos no mesmo barco,
e nunca me foi tão fácil ser você.
Então desaba, desabafa!
E daqui pra frente
vê como vai ser.

Jenny Faulstich
(05/11/2008)

Que se foda

Que se foda
pensar, imaginar,
descrições, definições,
cotidiano:
ontem, agora...
Julgamento!
Entristecer, enfurecer
diante da euforia...
Que se foda
minha existência vazia!
Que se foda!
Aprendeu?
Eu não!

Jenny Faulstich
(05/11/2008)

Suicídio banal

Mergulho nos versos contidos que me continham.
Suicídio banal de uma alegoria bruxa, melancolia.
Soa ridículo e mortal,
afago o meu martírio e
o que faço com essa insônia?

Jenny Faulstich
(15/10/2008)

Botequim 28

Botequim para alguns, trabalho,
refúgio e descanso para outros.
"Estou sem forças para dizer que amo,
mas ainda tenho forças para escrever que amo"
O amor na ponta da caneta.
Entre gole ou outro à beira
de palavras, fatos, sentimentos,
relatos, presságios,
análises, alentos...
Poéticos elementos
de quem ama, já amou e nunca amou.

Jenny Faulstich e Edinho Miranda
Citação: Andr
é - PUB 28
(05/11/2008)


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ainda preciso...

Preciso dormir,
preciso escrever,
preciso ouvir,
preciso dizer,
preciso, preciso,
aliviar a distância que me pesa
de tudo que não posso intervir,
confortar minha dor e cansaço
embora não faça diferença a ninguém,
tudo está dentro de mim, tudo!
Uma eternidade de lembranças,
um grande caminho para seguir
e ainda preciso escrever, preciso dormir,
preciso ouvir, preciso dizer
que preciso cair para poder redimir
das lágrimas causadas, derramadas,
lágrimas que ainda insistem em me ferir.
Quero escapar, mas ainda preciso estar
para poder ir para longe daqui.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Não me toque!

Não me toque!
Assim eu me irrito!

Já estou irritada,
mas preciso de um motivo!

Não me toque!

Me abrace, me beije,
faça com que eu sinta o infinito,
adormeça em meus braços
e sonhe acordado comigo.

Me abrace, me beije,
faça com que eu sinta o infinito
me envolva e me acalme,
como o alívio depois de um grito.

Jenny Faulstich
(27/10/2008)